A Internazionale anunciou a contratação de Diego Godín, algo que já era sabido há algum tempo. O jogador, de 33 anos, assinou contrato até 30 de junho de 2022. Se torna um dos grandes reforços da equipe para reforçar ainda mais o time que trouxe o técnico Antonio Conte. Na sua chegada, o defensor falou sobre a ambição de fazer o clube voltar aos tempos de vitórias e títulos e se torna um jogador para reforçar um setor já muito forte dos nerazzurri.

“É o começo de um desafio e uma nova experiência para mim. A Inter é uma equipe muito grande, um dos maiores na Itália e na Europa. Eu tenho um grande desejo de continuar competindo no mais alto nível e continuar dando tudo tanto dentro quanto fora de campo para ajudar esta grande equipe a atingir grandes coisas”, afirmou o zagueiro em sua primeira entrevista à Inter TV.

Perguntado se ele conversou com outros uruguaios, como Matías Vecíno, que joga no clube e é companheiro de seleção uruguaia, e Álvaro Recoba, ex-jogador do clube, ele revelou que sim. “Falei com os dois, especialmente Matías, que é companheiro na seleção. Ele me disse grandes coisas sobre a cidade e o time e especialmente sobre as ambições e objetivos do clube. Eu mal posso esperar para começar e é ótimo ter um amigo no vestiário para me ajudar a me integrar e conhecer o resto dos companheiros. Quero começar já”.

Depois de jogar no Uruguai e na Espanha, Godín viverá a experiência de um novo país e uma nova liga. “É uma experiência que aproveitarei quando estiver no campo de jogo, apesar de ter acompanhado desde pequeno o futebol italiano, já que é uma liga muito assistida no Uruguai”, contou o zagueiro.

“Tenho muitas expectativas colocadas na liga e estou entusiasmado por me unir a outra grande liga da Europa. A Serie A é uma competição forte e será um grande desafio para mim. Venho com muita vontade, assim como um desejo que tudo possa fluir melhor. Tratarei de dar tudo que tenho tanto dentro quanto fora de campo para ajudar meus companheiros e a minha equipe”, disse ainda Godín.

“Escolhi a Inter porque é um clube fantástico e com grandes jogadores e uma história incrível. O clube é extremamente ambicioso e quer conseguir grandes objetivos. Tratarei de contribuir para que assim seja, ajudando meus companheiros e a equipe no caminho dos grandes êxitos. Escolhi vir para cá porque o projeto é emocionante e assim me transmitiram, há ambição para voltar às vitórias e obter títulos e este é um grande clube no mundo todo, de modo que trataremos de devolvê-lo a este nível”, sentenciou o zagueiro.

Godín é o capitão da seleção uruguaia e fez história pelo Atlético de Madrid, que defendeu por nove anos, de 2010 a 2009. Se formou como jogador na base do Defensor Sporting, mas seu primeiro clube profissional foi o Cerro, em 2003. Jogou uma temporada pelo Nacional, em 2006/07, e acabou vendido ao futebol europeu.

Defendeu o Villarreal de 2007 a 2010, quando se transferiu para o Atlético de Madrid. Defende a seleção uruguaia desde 2005 e já fez 131 jogos pela celeste, com oito gols marcados. Esteve no time campeão da Copa América de 2011.

Com Godín, a Inter passa a ter muitos bons zagueiros no elenco. Os titulares na maior parte dos jogos na temporada 2018/19 foram Milan Skriniar e Stefan De Vrij, com o brasileiro Miranda como uma alternativa muito utilizada. Além deles, havia ainda Andrea Ranocchia, que jogou menos vezes. Com Godín, o time fica mais forte inclusive para poder jogar com três zagueiros, algo que o técnico Antonio Conte gosta de fazer.

A expectativa na Inter é muito alta. O clube anunciou que vendeu todos os carnês de temporada colocados à venda (40 mil, segundo a Gazzetta dello Sport) e abriu fila de espera para a próxima temporada, 2020/21. O estádio Giuseppe Meazza, popularmente conhecido como San Siro, tem capacidade de 80 mil lugares, mas o clube prefere deixar uma parte considerável sem ter vendas diretas para carnês e, assim, aumentar a renda com a venda em outros jogos.

A Inter foi o clube com melhor média de público na Serie A na temporada 2018/19, com 58.789, pouco à frente do Milan (54.651), que joga no mesmo estádio, e da Juventus (39.193), que atua no Allianz Stadium, com capacidade para 41 mil pessoas.