O Olympique de Marseille ganhou um respiro após ficar com água no pescoço. Após um início de temporada ruim na Ligue 1, o OM estreou na Liga dos Campeões com uma animadora vitória por 1 a 0 sobre o Olympiacos na Grécia. Um triunfo magro, é verdade, mas que permite aos comandados de Didier Deschamps sonhar com melhor sorte daqui para frente.

O segredo para o bom nível de jogo apresentado pelo OM diante do clube grego foi revelado por Deschamps. A fragilidade defensiva apresentada nas primeiras partidas foi reduzida. O principal ponto, porém, passou por Lucho González. O meia argentino até então havia colecionado atuações decepcionantes, mas algumas pequenas mudanças o fizeram jogar melhor e, mais importante, voltar a ser decisivo.

Para começar, Deschamps mexeu na defesa. Traoré assumiu a condição de titular na lateral esquerda. Além disso, Morel entrou no meio-campo; Amalfitano também ganhou uma oportunidade, pelo lado direito. Cabe destacar que o Olympiacos disputava seu primeiro jogo oficial da temporada, mas se mostrou bastante limitado. O time grego resumia seus lances de perigo a longos lançamentos na direção de Abdoun e Mirallas, o que facilitou o trabalho da defesa marselhesa.

Até então, Lucho González estava acostumado a ter o apoio de Ayew e Valbuena, respectivamente pelo lado esquerdo e direito. Contra o Olympiacos, Deschamps deixou o argentino um pouco mais isolado ao escalar Morel e Amalfitano, dois jogadores de características menos ofensivas do que os outros dois. Mais isolado, o meia teve uma atuação de maior destaque.

Quando Lucho González estava em momento ruim na partida, ele poderia contar com a regularidade de Benoit Cheyrou. O meio-campista também teve papel fundamental para dar ritmo ao OM: na defesa, ele foi bem no combate e no desarme; no ataque, levou perigo em cobranças de falta.

Os marselheses passavam por uma crise de confiança antes do duelo contra o Olympiacos. Com a vitória, a equipe espera agora embalar na temporada. Na LC, o time disputará sua final já na próxima rodada, quando recebe o Borussia Dortmund no Vélodrome. Um novo triunfo deixa a equipe em excelente situação para obter uma das vagas do grupo F para as oitavas de final.

O Olympique de Marseille nem bem saiu da lama e já tem um teste complicado para averiguar se vai mesmo reagir. Na Ligue 1, fora de casa, encara o vice-líder Lyon. Sem dúvida, uma prova essencial para avaliar se os marselheses enfim despertaram ou se apenas a LC parece inspirar o OM.

OM patina no Vélodrome

Era de se esperar um Olympique de Marseille mais incisivo diante do Rennes em casa. Afinal, a equipe precisava se recuperar de seu início claudicante na Ligue 1 e, de quebra, havia a necessidade de um empurrão para embalar na estreia da fase de grupos da Liga dos Campeões. No entanto, o Rennes ajudou a empurrar os marselheses um pouco mais em direção ao abismo.

Para começar, os bretões logo se mostraram um adversário intragável diante de um OM sem muita inspiração. O Rennes se mostrou sólido, principalmente em seu setor defensivo – em especial seu goleiro, Benoit Costil. O triunfo por 1 a 0 foi o primeiro dos rubro-negros sobre o Olympique de Marseille no Vélodrome nos últimos onze anos.

O Olympique de Marseille tinha a necessidade de recuperar sua confiança, ainda mais com a proximidade do duelo com o Olympiacos pela LC. Contudo, os torcedores que foram ao Vélodrome presenciaram uma equipe pouco inteligente em seu meio-campo. Rémy teve raríssimas chances diante de um Costil iluminado. Os sucessivos erros deixaram Didier Deschamps preocupado.

Com apenas três pontos conquistados em cinco rodadas, o Olympique de Marseille aparece como a primeira equipe acima da zona de rebaixamento. Outro dado incomoda os marselheses: desde que uma vitória passou a valer três pontos, nenhuma equipe com menos de quatro pontos ganhos em seus cinco primeiros jogos no Francês terminou no pódio.

No primeiro tempo, o OM estava dividido em dois. Faltava um elemento para ligar estas duas partes e tornar o time mais perigoso no ataque. Os donos da casa acordaram na segunda etapa, com maior consistência em seu jogo. Mesmo assim, Lucho González continuava apático em campo. Talvez o argentino ainda sentia os efeitos da longa viagem feita por sua seleção à Ásia para os amistosos contra Venezuela e Nigéria.

Já o Lille deu sinais de sua força diante do Saint-Etienne. Apesar de levar um gol logo no começo da partida no caldeirão de Geoffroy-Guichard, os Dogues se apoiaram no talento de Éden Hazard. Obviamente, a expulsão de Nery ainda no primeiro tempo facilitou as coisas para o LOSC, mas o belga teve participação fundamental na recuperação da equipe.

Pela primeira vez nesta Ligue 1, Hazard fez dois gols em uma mesma partida. Para completar, Joe Cole encheu a torcida de esperanças. Cerca de vinte minutos após entrar em campo, o inglês deixou cinco adversários para trás e deu um presente para Obraniak definir o resultado. Uma vitória por 3 a 1 que encheu o Lille de moral para sua estreia na LC diante do CSKA Moscou.

Apenas para lembrar, um triunfo sobre o Saint-Etienne foi crucial para o LOSC arrancar rumo ao título francês na última temporada. O triunfo por 2 a 1 no Geoffroy-Guichard ajudou a equipe a embalar em um momento decisivo, algo que pode se repetir agora.

Enquanto isso, o Montpellier se mantém na liderança, posição assumida na terceira rodada. Diante do Nice, em casa, o MHSC se impôs desde o início, mas o time só deslanchou mesmo somente após a entrada de Souleymane Camara no segundo tempo. O OGC só reagiu quando levou o gol, em mais uma demonstração de sua estratégia covarde. O resultado não poderia ser diferente: a penúltima colocação, sem uma vitória sequer.