Iniesta sobre seu futuro no futebol: “Uma dupla com Xavi na comissão técnica não soa mal”

Jogador do Vissel Kobe comentou ainda a demissão de Valverde e a chegada de Setién

O Barcelona viveu uma última semana agitada, com a demissão de Ernesto Valverde, a especulação de possíveis novos treinadores e, por fim, a contratação de Quique Setién para o cargo. O clube chegou a oferecer o emprego para o ex-jogador e ídolo blaugrana Xavi, mas o técnico novato recusou a proposta. Com tanta gente relacionada ao Barça falando da semana atribulada do clube, inevitavelmente foram ouvir Iniesta. O antigo camisa 8 culé não fugiu de pergunta alguma – e, de bônus, fez a torcida catalã sonhar com um comando técnico em que reeditaria a dupla de sucesso com o hoje treinador do Al-Sadd.

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Em entrevista à Radio Marca, Iniesta afirmou que, embora nunca tenha dito que gostaria de treinar alguma equipe, passa a gostar cada vez mais da ideia de virar treinador depois de encerrar sua carreira nos gramados. “A dupla Xavi-Iniesta (no comando técnico) não soa mal, mas agora não é possível”, completou, perguntado de uma possível reedição no banco de reservas de uma dupla que tanto deu ao Barcelona no meio de campo.

Embora a demissão de Ernesto Valverde não tenha sido nenhuma surpresa, a maneira como o Barcelona a conduziu, indo atrás de outros técnicos sem muito esforço para esconder da imprensa essa busca, foi condenada por Iniesta. Questionado se levou algum puxão de orelha por dizer que as coisas tinham sido feitas de forma “feia”, o meia negou.

“Quem me conhece sabe que seria muito difícil para mim criticar a maneira de agir ou não do Barcelona. Talvez a palavra ‘feia’ possa ser forte, ou as pessoas possam usá-la para dizer que eu dei ao Barça uma advertência, como li por aí, mas não é nada disso. Se preferir, pode trocar a palavra ‘feia’ por qualquer outra. O que eu acredito é que a maneira (de lidar com a demissão) não foi correta, até Bartomeu (presidente do Barça) reconheceu isso”, explicou Iniesta, fazendo referência à fala do presidente culé durante entrevista coletiva de apresentação de Quique Setién, em que disse que essa não era a maneira usual de o clube trocar de técnico.

Coincidentemente, Iniesta esteve no centro de treinamento do Barcelona para visitar seus ex-companheiros justamente na segunda-feira, dia da demissão de Valverde, que treinou a equipe normalmente, iniciando os trabalhos pela manhã. O meia disse ter conversado com o técnico, mas que não falaram sobre uma possível demissão.

“Não foi o melhor dia para eu ir lá. Não sei se o Valverde sabia que estava de saída. Falamos sobre toda a sua situação e como ele estava. Não foi o melhor dia para ir, mas, no fim das contas, ver o professor e seus companheiros e todas as pessoas lá, nunca é um mau momento.”

De qualquer forma, Valverde é passado no Barcelona, e a expectativa sobre como a equipe jogará sob o comando de Quique Setién, um discípulo da filosofia de Cruyff no Barça, é muito grande. Iniesta elogiou o estilo do novo técnico: “Ele tem uma forma de entender e ver o futebol com muita posse de bola, gosta de jogar bem, tocando e indo para o ataque. Acredito, e espero, que ele possa ter uma grande passagem”.

Com mais um ano de contrato com o Vissel Kobe, Iniesta ainda não pensa em sua aposentadoria. Ela poderia, sim, acontecer ao fim do vínculo atual com o clube japonês, mas o jogador tem curtido sua aventura oriental.

“Hoje, não sei, porque realmente me encontro bem, com muita vontade e desejo. Neste ano, desfrutei bastante, e acredito que será questão de ir ano a ano. Ainda tenho a vontade de treinar, jogar e ir bem, e a motivação também continua, e isso é o mais importante.”

Na semana passada, havia reconhecido que deseja voltar um dia ao Barcelona, em uma nova função, embora hoje ainda se veja como um jogador. E projeta o mesmo para alguns de seus ex-companheiros e lendas de clube.

“Acredito que algum dia esses jogadores (Piqué, Xavi e Puyol) teriam que estar no clube, embora não saiba em qual cargo. Primeiro por suas capacidades e, depois, pelo que representam e pelo bem que podem fazer ao clube em que estão durante toda sua vida.”