Andrés Iniesta foi para o Japão em 2018, depois do seu contrato com o Barcelona terminar. Ele poderia continuar, mas sabia que o seu lugar no time não estaria mais garantido. Quis viver algo diferente e aceitou a proposta do Vissel Kobe, do Japão. O que ninguém esperava é que viria uma pandemia mundial e que a Espanha fosse um dos países mais afetados – e o Japão, apesar da proximidade com o epicentro da doença, a China, conseguisse lidar melhor com o contágio. Em entrevista ao jornal Marca, Iniesta contou que a sensação no Japão já é de controle, depois de três meses com algumas medidas restritivas.

“Já faz três meses mais ou menos que começou tudo e aqui a sensação é de controle. As pessoas saem para a rua. O que foi muito bem feito foi fechar escolas e eventos com muitas pessoas desde o primeiro minuto. Tudo isso minimizou as consequências”, afirmou o meio-campista do Vissel Kobe.

“Temos um plano individual. Falo por videoconferência com o preparador físico e fazemos alguns dias de sessões básicas e físicas. Aqui, felizmente, vivemos em uma pequena ilha e podemos sair para caminhar ou correr. Estamos mantendo um pouco a forma, fazendo tik toks e colaborando com a família. Esta situação também te ensina outras coisas”, contou o astro.

A Espanha, porém, vive uma situação muito mais preocupante. O país é um dos mais afetados pela COVID-19. São mais de 157 mil casos até o momento, com 15.843 mortes. É o segundo país em número de casos confirmados, atrás apenas dos Estados Unidos (que já passa dos 466 mil, com 16.686 mortes). Iniesta se preocupa com as pessoas que estão na Espanha, inclusive seus familiares.

“Todos estão bem, felizmente. De fora, vemos a situação com muita angústia, com preocupação. Estamos desejando que passe rápido, fazendo todos a sua parte para que isso aconteça”, conta o autor do gol do título da Espanha na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

“A única coisa que posso fazer daqui é mandar uma mensagem de ânimo, de força. Todas as cidades estão praticamente vazias e isso é um sinal de solidariedade das pessoas, demonstra que está envolvido e é consciente da situação que se vive. Todos precisam entender, não há outro jeito. Temos que ser solidários e companheiros”, afirmou o jogador.

Há conversas sobre o Campeonato Espanhol ser retomado, mas o meio-campista, ex-Barcelona, diz que ninguém sabe mesmo quando será possível. “Eu acho que falar agora sobre quando volta ou não… Ninguém sabe. É muito imprevisível tudo o que está acontecendo e o dia de hoje eu acho que é complicado se imaginar jogar. Mas todos confiamos que isso vai mudar, que no verão mude o tema do contágio e isso poderá terminar”.

Com contrato até 31 de janeiro de 2021, Iniesta ainda tem ao menos esta temporada para jogar. Se é que ela será disputada em algum momento.