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Vítima de racismo recusa Chelsea: “Não quero sentar perto de quem me empurrou”

O Chelsea tentou se afastar dos seus torcedores racistas e convidou Souleymane S, impedido de entrar em um vagão de trem em Paris pelos fãs ingleses na primeira partida das oitavas de final da Champions League contra o Paris Saint-Germain, para assistir ao jogo de volta nos camarotes de Stamford Bridge. A vítima já recusado, mas, em entrevista à rádio RTL, subiu muito o tom dos motivos pelos quais não vai a Londres.

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Ele contou que está acostumado a lidar com o racismo, mas nunca havia sido tão afetado quanto nesse caso. Disse que é a primeira vez que precisou ir ao médico atrás de remédios para se acalmar e que ainda ouve a voz das pessoas que o empurraram por causa da cor da sua pele. “Eu não quero me sentar no estádio ao lado das pessoas que me empurraram”, disse.

O Chelsea suspendeu cinco torcedores suspeitos de terem cometido o crime e, caso sejam culpados, deverá bani-los do estádio. Mesmo com a colaboração do clube, Souleymane está processando os ingleses em busca dos seus direitos. Se há algumas semanas o motivo era “não ter cabeça para ir a um jogo”, agora ele está sendo um pouco mais duro. “Eles não podem me comprar com um pedaço de papel”, afirmou. “Não sou uma criança. É como ser empurrado e depois dizerem para eu assistir a desenhos animados para esquecer.”

Com ou sem a presença de Souleymane, é bem provável que a partida desta quarta-feira tenha alguma homenagem a ele ou protestos contra a atitude de alguns poucos idiotas, como no primeiro jogo após o incidente.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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