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Treze anos após final sangrenta, Arsenal e Galatasaray se reencontrarão

A Copa da Uefa de 2000 contou com uma das finais mais sangrentas da história do futebol. Não pelo que aconteceu dentro de campo, onde o Galatasaray superou o Arsenal nos pênaltis, graças a uma atuação memorável de Taffarel. A violência se deu nos arredores do Estádio Parken, em Copenhague, com diversos confrontos entre torcedores.

O clima de hostilidade entre ingleses e turcos era imenso, após a morte de dois fãs do Leeds durante a visita do clube a Istambul, pelas semifinais da competição. Outros assassinatos não aconteceram antes da final, com a segurança reforçada para o jogo. Ainda assim, quatro pessoas acabaram esfaqueadas, 11 ficaram feridas e 54 foram presas.

Treze anos depois do triste episódio, Arsenal e Galatasaray voltarão a se encontrar. Neste intervalo, o Cim Bom já retornou à Inglaterra para enfrentar outros clubes do país por competições continentais, sem maiores conflitos. Ao lado de Porto e Napoli, os turcos foram convidados para a Emirates Cup, torneio organizado pela patrocinadora dos Gunners em Londres.

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Ainda assim, um dos principais grupos de torcedores do Arsenal, o Black Scarf Movement não aprovou a participação do Galatasaray: “Em nosso encontro anual com o clube, reiteramos nossa preocupação com o convite, dada a rivalidade que ainda existe entre os clubes. Nosso temor é que as torcidas não sejam separadas nas arquibancadas. A temperatura quente e o álcool poderiam ser uma mistura letal”.

Obviamente, o jogo pode servir de pretexto para que os hooligans se reencontrem nas ruas de Londres. Entretanto, é difícil imaginar que os torcedores do Galatasaray viagem em massa à Inglaterra para um torneio sem importância. Se é para deixar o episódio para trás, que ingleses e turcos se reencontrem em um amistoso – onde as chances de o clima de amizade ser mantido é bem maior.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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