Inglaterra

A tradição venceu e Cardiff abandona camisa vermelha e volta a ser azul

A disputa entre o dinheiro e a tradição no futebol é antiga. Não é de hoje que vemos tradições serem deixadas de lado em função da nova realidade do futebol. Algumas mudanças são necessárias, mesmo quando são duras, mas outras são só afrontas à história. A mudança de cor do Cardiff é um desses momentos que o dinheiro tem um poder grande demais sobre as tradições.

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Depois de 114 anos vestindo azul, o clube simplesmente teve suas cores mudadas para vermelho. Isso sem falar no escudo, que deixou de lado o pássaro azul (que é o apelido do time, Bluebirds) em favor de um dragão. O vermelho, segundo Tan, “dá sorte”. Bom, isso acabou: o time voltará a usar azul e essa é uma grande notícia.

Era um movimento óbvio a se fazer. Já imaginou o seu clube mudando de cor do dia para a noite só porque o dono quer colocar uma cor que dê sorte. Então, essa é uma vitória dos torcedores que protestam incessantemente contra essa mudança em 2012.

No comunicado oficial do Cardiff, assinado por Vincent Tan, foi informado que a partir do dia 10 de janeiro, o clube passará a usar o uniforme azul (que atualmente é o reserva) como uniforme principal do time nos jogos em casa. O uniforme reserva, esse sim, será vermelho. O pedido foi feito à Football League (que administra a segunda, terceira e quarta divisão inglesa), que imediatamente aprovou a decisão.

O clube decidiu também reestabelecer o escudo com o pássaro azul dominante, e não mais o dragão. Isso, porém, só será feito na próxima temporada, com o novo design do uniforme a seguir. No texto assinado por Tan há uma citação a John F. Kennedy: “Nunca devemos nos comprometer por medo. E nunca devemos ter medo de compromisso”.

Bom, o que importa é que neste caso a tradição acabou prevalecendo sobre o que era um mero capricho do dinheiro. E, no fim, isso é muito importante para quem lida com futebol, algo tão intimamente ligado à paixão.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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