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Sem esforço, o Chelsea pinta como grande favorito na LE

Disputar a Liga Europa não estava nos planos do Chelsea no início da temporada. Atual vencedor da Liga dos Campeões, os Blues vinham de nove participações seguidas nos mata-matas da competição, ficando entre os semifinalistas em seis ocasiões. Porém, depois do fracasso na fase de grupos do principal torneio continental, a “segunda divisão europeia” foi o que restou aos londrinos. E, sem grandes esforços, a equipe vai avançando até as fases mais agudas, se garantindo na semifinal.

A classificação foi garantida contra o Rubin Kazan, em Moscou. Depois de vencer por 3 a 1 em Stamford Bridge, a equipe de Rafa Benítez foi a campo com um time misto e nem mesmo demonstrou muito interesse pela vitória. Acabou derrotado por 3 a 2, resultado insuficiente para interromper sua trajetória no torneio.

O Chelsea contribuiu para a monotonia ao longo do primeiro tempo logo aos quatro minutos. Frank Lampard deu ótimo lançamento do campo de defesa e, com o goleiro Sergei Ryzhikov no meio do caminho, Fernando Torres deu lindo toque por cobertura para marcar. Depois disso, bastou aos Blues se fechar na defesa e enfrentar sem grandes preocupações o desespero do Rubin Kazan no campo de ataque.

Somente no fim do primeiro tempo é que os tártaros começaram a assustar um pouco mais, chegando ao empate na volta do intervalo. Pablo Orbaiz cobrou escanteio e Iván Marcano subiu para marcar de cabeça. Nada que preocupasse o Chelsea, que retomou a vantagem quatro minutos depois. Em belíssima jogada coletiva, Victor Moses tabelou com Ramires e arrematou na entrada da área.

No entanto, a postura desleixada dos londrinos permitiria a virada do Rubin. Em outra jogada aérea, Gökdeniz Karadeniz subiu de cabeça para igualar o placar. E a virada saiu aos 30, em pênalti cometido por César Azpilicueta que Bebras Natcho converteu. Diante da desvantagem, Benítez mandou a campo Oscar, tentando prender um pouco mais a posse de bola. Deu resultado. Os londrinos conseguiram afastar um pouco mais os adversários de sua meta e, precisando de dois gols, os russos não tiveram forças para tanto.

Dentre os possíveis adversários nas semifinais, nenhum outro possui tanta tarimba nas competições continentais ao longo dos últimos anos. Pela rivalidade e pela boa fase na Premier League, Tottenham é quem pode complicar mais o caminho dos Blues. Mesmo sem parecer se esforçar muito, o Chelsea tem grandes chances de conquistar a Liga Europa. Um título que seria útil para refazer a moral do clube em uma temporada abaixo das expectativas e para salvar a reputação de Rafa Benítez na busca por um novo emprego.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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