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Roy Keane: “Se eu jogasse no time de Hazard, eu o chutaria de cima a baixo no treino”

Roy Keane se consagrou em seus tempos de jogador como um líder do Manchester United, mas também como um cara durão. Algumas de suas brigas e de seus revides dentro de campo são verdadeiros clássicos do futebol inglês, além das centenas de entradas violentas. Assim, Eden Hazard pode dizer que tem muita sorte por não ser contemporâneo do irlandês. Irritado com a declaração do belga, afirmando que considerava uma transferência ao PSG justo na véspera do jogo contra os franceses, o veterano disse que não perdoaria uma rebeldia dessas, caso também fosse jogador do Chelsea.

“Eu não consigo entender estes jogadores. Ele assinou uma renovação de contrato de cinco anos na temporada passada, quando mostrava o quão brilhante ele era. E, então, ele aparece com toda essa falta de noção às vésperas de um grande jogo. Se eu sou companheiro de time do Hazard, eu lhe daria pontapés de cima a baixo no treino. Alguns dos jogadores mais experientes precisam colocá-lo em seu lugar. Ele é um garoto talentoso, mas sua atitude é de uma criança mimada. Foi absolutamente ridículo”, declarou Roy Keane, na televisão inglesa.

“Você não se importa que alguns jogadores às vezes sejam mal-humorados, ou que tenham o seu humor alterado se pensam que estão sendo vendidos, mas uma vez que você estará em campo, precisa manter o orgulho. Você está jogando por seus companheiros, por seu clube, por seus torcedores, por sua família. Você tem que entrar em campo e jogar, e ficar aborrecido depois do jogo, se necessário”, complementou o ex-capitão do Manchester United.

A torcida do Chelsea pode não ser tão violenta quanto Roy Keane, mas muitos torcedores certamente também se revoltaram com a afirmação do atacante. Depois de uma temporada excelente na conquista do título inglês, Hazard se afundou em um descompromisso que parece irreversível. Sua saída para o PSG nem surge como uma ideia tão ruim assim para os Blues, considerando a capacidade que os franceses têm para reembolsá-los pelo alto investimento – especialmente, pelos salários desperdiçados nos últimos meses, em meio ao pouco futebol e ao excesso de lesões do belga. Só que Hazard não precisava se colocar desta maneira justo no momento decisivo. Total falta de profissionalismo e, além disso, uma tremenda falta de respeito.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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