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Rooney promete: só atuará por Manchester United e Everton na Premier League

Não faz muito tempo, pouco menos de três anos, que Wayne Rooney ficou muito próximo de deixar o Manchester United. Estava insatisfeito por ser usado fora de posição por Alex Ferguson e negociou com o Chelsea. Em 2010, discordava do caminho que o clube percorria e conversou com o Manchester City. Dois episódios que riscaram sua imagem com os torcedores e os deixaram receosos com a possibilidade de vê-lo atuando por um rival. Eles não precisam mais se preocupar.

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Em conversa com o Liverpool Echo, no anúncio de uma partida em sua homenagem entre o Everton, clube em que foi formado, e o Manchester United, no começo da próxima temporada, Rooney prometeu que nunca mais atuará por outro time da elite inglesa. “Eu devo tudo ao United e ao Everton por me darem oportunidades no futebol. Fico feliz em poder dizer que, independente do que aconteça no futuro, eu nunca vou jogar por outro clube da Premier League”, afirmou. Também havia rumores de que o jogador de 30 anos poderia voltar ao Goodison Park para encerrar sua carreira onde tudo começou, o que não foi descartado pela frase do atacante.

Transferências para outro país europeu também não são impossíveis, mas difíceis a essa altura da carreira do jogador de 30 anos. Caso ele decida deixar o Manchester United, o mais provável é engordar a conta bancária na China ou nos Estados Unidos. O amistoso em homenagem a Rooney será realizado em 3 de agosto, em Old Trafford, e a renda será destinada a um hospital e um hospício em Liverpool e nos arredores. “O Manchester United e o Everton, junto com minha família, deram-me o apoio e a oportunidade para me ajudar a alcançar meus objetivos e sonhos”, completou.

No começo da temporada 2010/11, em outubro, Wayne Rooney ficou próximo de seguir os passos de Carlos Tevez e trocar o Manchester United pelo Manchester City, que começava a despejar libras na cabeça dos jogadores. O motivo da insatisfação era o rumo que o clube tomava. Na avaliação do atacante, o United não disputaria os principais títulos nos anos seguintes. Segundo Alex Ferguson, em sua autobiografia, ele reclamou que o treinador deveria ter contratado Özil, que acabou indo para o Real Madrid. Ferguson suspeita que Rooney estava sendo manipulado pelo seu agente.

O imbróglio foi resolvido com aumento de salário que dobrou os vencimentos de Rooney, para £ 180 mil por semana, mas ele chegou tão próximo de virar a casaca que um infeliz torcedor do Manchester City chegou a tatuá-lo nas costas. Apesar das previsões catastróficas de Rooney, o Manchester United venceu a Premier League naquela temporada e chegou, pela terceira vez em quatro anos, à decisão da Champions League.

A tatuagem de Rooney no torcedor do City
A tatuagem de Rooney no torcedor do City

Ao final da última temporada de Ferguson em Old Trafford (2012/13), mesmo com mais um troféu da Premier League, Rooney voltou a ter sua permanência ameaçada no Manchester United. Ferguson contou que ele pediu para sair por que estava sendo utilizado fora de posição. O técnico achava que ele estava apenas jogando mal. O Arsenal especulou sua contratação, mas quem chegou mais próximo de levá-lo foi o Chelsea de José Mourinho – que, aliás, é o seu novo treinador no United.

A chegada de David Moyes, técnico responsável pela sua estreia no Everton, colocou panos quentes na situação, e Rooney ficou. Mas foi por pouco. “O Chelsea ficou próximo de contratá-lo”, disse Moyes ao Sunday Times. “José Mourinho estava interessado, mas nós não queríamos fazer nenhum negócio. Eu tive que lutar para garantir que ele ficasse”.

Aos 30 anos, Rooney deixou de ser um candidato a um dos melhores do mundo, mas ainda é o principal jogador inglês, talvez o mais talentoso. Teve uma segunda metade de temporada competente e agora se prepara para liderar os jovens da Inglaterra na Eurocopa de 2016 e se preparar para finalmente atuar sob o comando de Mourinho. Mas no Manchester United. Em casa.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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