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Dez histórias do Brighton na outra vez em que o clube frequentou a elite inglesa

Por Emmanuel do Valle, jornalista e dono do blog Flamengo Alternativo

Brighton é uma cidade litorânea da costa sudeste da Inglaterra com pouco mais de 280 mil habitantes e que tem no turismo sua principal fonte de receita. Com sua população balanceada entre aposentados e jovens universitários, a cidade também é cenário de um famoso romance do escritor Graham Greene, “Brighton Rock”, ambientado na década de 1930 e que inspirou adaptações teatrais e cinematográficas, além de diversas canções ao longo dos tempos.

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Agora, com o acesso conquistado pelo Brighton & Hove Albion à Premier League, a cidade também volta a integrar a elite do futebol inglês e a relembrar o período de quatro temporadas, na virada dos anos 1970 para os 1980, quando recebeu semanalmente os grandes clubes do país. Contamos aqui em dez tópicos as melhores histórias desse momento inesquecível do futebol local.

O acesso

Alan Mullery havia acabado de encerrar a carreira de jogador quando aceitou dirigir o Brighton, então na terceira divisão da liga inglesa. Ex-volante revelado pelo Fulham e que havia feito história no Tottenham, além de ter sido titular da seleção da Inglaterra na Copa do Mundo de 1970, Mullery retornara a Craven Cottage para pendurar as chuteiras, o que acabaria fazendo em 1976.

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Na ocasião, o Brighton tinha acabado de perder o técnico Peter Taylor, que voltaria a se juntar ao velho parceiro Brian Clough numa nova empreitada no Nottingham Forest. O próprio Clough já tivera rápida e conturbada passagem pelo comando do Brighton na temporada 1973-74. Depois de bater na trave na briga pelo acesso na última temporada com Taylor (ficou em quarto lugar, a três pontos da última vaga), na primeira com Mullery o clube conseguiria subir para a segunda divisão em 1977.

Continuando a escalada meteórica, a equipe esteve bem perto de obter o acesso inédito à elite logo na temporada seguinte, mas acabou sobrando numa disputa acirrada entre quatro clubes pelas três vagas. Terminou em quarto, superado no saldo de gols pelo Tottenham e a apenas dois pontos do campeão Bolton. Mas no ano seguinte, em outra reta final muito disputada, a tão sonhada estreia na divisão máxima do futebol inglês já era realidade.

O acesso histórico do Brighton foi confirmado em 5 de maio de 1979, bem longe do litoral sul inglês: mais exatamente no St. James’ Park, onde os Seagulls bateram o Newcastle por 3 a 1, chegando aos 56 pontos. O time chegou a liderar a classificação por várias rodadas a partir de fevereiro, e só perderia o título por um ponto para o Crystal Palace (com quem o clube iniciava uma inflamada rivalidade), após os londrinos vencerem um jogo atrasado. Mas o que importava era debutar na elite.

Dobradinha sobe o campeão europeu

O começo na primeira divisão, porém, não foi nada animador. O clube estreou levando de 4 a 0 do Arsenal em Highbury e perdendo também os dois jogos seguintes. Venceu apenas duas de suas primeiras 14 partidas, ambas em casa, contra Bolton e Ipswich. Fora de casa, em sete jogos, somava apenas um ponto. Ocupava a lanterna antes de entrar em campo na tarde de sábado, 17 de novembro.

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A expectativa era a de mais uma derrota – resultado de suas quatro últimas partidas – quando o Brighton viajou até Nottingham para enfrentar o Forest de Brian Clough no City Ground. Até porque o adversário, coroado campeão europeu em maio, ostentava uma invencibilidade de 51 jogos em seus domínios pela liga, com o último revés sofrido diante do Cardiff, em abril de 1977, quando a equipe ainda disputava a segunda divisão. E poderia assumir a ponta da tabela em caso de vitória, o que era bem provável.

Mas a zebra resolveu passear naquele gramado enlameado. No último minuto da primeira etapa, Lawrenson levantou a bola na área, Clarke escorou de cabeça para o centro, a zaga do Forest rebateu mal e a bola sobrou para Gerry Ryan. Mesmo desequilibrado, o ponta irlandês conseguiu dominar e bater rasteiro, por entre as pernas do lateral Viv Anderson e fora do alcance de Peter Shilton. Era o gol da vitória improvável dos caçulas da primeira divisão, que ocupavam então a lanterna da liga, em pleno estádio do campeão europeu.

Os dois clubes voltariam a se encontrar em 29 de março de 1980, no jogo do returno em Brighton. O Nottingham Forest certamente esperava tirar a forra. Naquela altura, o título inglês já era uma realidade bem mais distante para o time de Brian Clough, mas sua força ainda era inquestionável: dez dias antes havia derrotado o Dynamo Berlim fora de casa por 3 a 1, avançando para as semifinais da Copa dos Campeões, mantendo as chances do bicampeonato europeu.

Mas a vingança ficou na vontade. O Brighton controlou as ações a partir da metade da primeira etapa e chegou a acertar o travessão na metade do segundo tempo. Até que, a quatro minutos do fim, o lateral Gary Williams acertou um petardo de pé esquerdo da intermediária bem no ângulo de Peter Shilton. E o Brighton completava sua dobradinha particular contra o Nottingham Forest.

O primeiro goleador: Peter Ward

Contratado junto ao pequeno Burton Albion (então um clube ‘non-league’) em 1975, o atacante Peter Ward bateu o recorde de gols de um jogador do clube em uma mesma temporada ao balançar as redes 36 vezes em 1976-77, ainda na terceira divisão. Continuou no Brighton apesar do interesse de clubes maiores e foi o centroavante titular na temporada de estreia dos Seagulls na elite, marcando expressivos 16 gols, incluindo um hat trick na vitória de 3 a 1 sobre o Wolverhampton no Molineaux.

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Em maio de 1980, após o encerramento da temporada de clubes e pouco antes da Eurocopa, o técnico da seleção inglesa Ron Greenwood convocou uma equipe experimental para um amistoso contra a Austrália em Sydney. Ward estava na lista, ficou no banco e entrou no lugar de Alan Sunderland aos 40 minutos da etapa final. Depois disso, nunca mais foi lembrado. Com seus cinco minutos em campo, passou a ostentar (até 2012) o curioso recorde de carreira internacional mais curta para um jogador da seleção inglesa.

Mesmo sem outras chances nos Three Lions, Ward continuou cobiçado por grandes clubes. Até finalmente deixar o Brighton rumo ao Nottingham Forest em outubro de 1980, numa operação triangular envolvendo a troca de centroavantes: para contar com o jogador, o time de Brian Clough cedeu Gary Birtles ao Manchester United, que, por sua vez, repassou o jovem Andy Ritchie aos Seagulls.

Exatos dois anos depois, Peter Ward retornaria ao Brighton emprestado pelo Forest. Esta segunda passagem durou quatro meses, com o centroavante marcando mais três gols – entre eles, o da vitória de 1 a 0 sobre o Manchester United.

O novo uniforme

Na temporada 1980-81, a segunda na elite, o mais marcante seria o novo uniforme fabricado pela Adidas, substituindo a Bukta, o qual aposentava as listras azuis e brancas na vertical por um modelo que se tornaria um clássico instantâneo: inteiramente azul, trazendo pela primeira vez a marca de um patrocinador, a companhia aérea British Caledonian.

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Nem sempre, entretanto, a logomarca esteve presente ao longo da campanha. A emissora de televisão ITV, por exemplo, proibia a exibição de marcas comerciais nas camisas dos times (exceto a dos fornecedores de material esportivo) nos jogos dos quais tinha o direito de transmissão. Por isso em algumas imagens o manto todo azul do Brighton aparece “limpo”.

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Steve Foster, o símbolo

Único jogador a atravessar toda a trajetória do Brighton na elite como titular absoluto, o zagueiro Steve Foster (ou “Fozzie”, como a torcida o apelidou) tornou-se também um dos maiores símbolos daquela equipe. Nem tanto pela qualidade técnica, ou pela liderança, ou pela boa estatura e eficiência no jogo aéreo. Mais por um detalhe visual mesmo.

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Em 16 de agosto de 1980, na partida de estreia da temporada 1980-81 contra o Wolverhampton no Goldstone Ground (vitória dos Seagulls por 2 a 0), Foster sofreu um corte na testa num choque com o centroavante Andy Gray, dos Wolves, e precisou usar uma bandagem branca ao redor da cabeça para estancar o sangramento. Como prevenção para os constantes choques de cabeça sofridos em disputas pelo alto, mas talvez também como amuleto após a estreia vitoriosa do ‘adereço’, Foster passou a adotar a faixa na cabeça como uma espécie de marca registrada.

Em campo, com a faixa branca, era fácil identificar Foster, o que provavelmente ajudou na observação de seu jogo sério e sem firulas no miolo de zaga dos Seagulls. O fato é que em fevereiro de 1982 o zagueiro seria convocado pelo técnico Ron Greenwood para a seleção inglesa que enfrentaria a Irlanda do Norte pelo Campeonato Britânico. A boa atuação na vitória por 4 a 0 motivou outra convocação, para o amistoso contra a Holanda em Wembley em 25 de maio. Mais uma vez os ingleses não sofreram gol e venceram por 2 a 0. E Foster carimbou seu passaporte para a Copa do Mundo da Espanha.

Apesar de não ter sido mais chamado após o Mundial, o zagueiro teria carreira interessante, tendo passagem rápida pelo Aston Villa em 1984 antes de se transferir para o Luton Town, com o qual conquistaria a Copa da Liga em 1988. Voltaria ao Brighton em 1992, após três temporadas no Oxford, pendurando as chuteiras (e a faixinha) no clube em 1996.

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A grande escapada de 1980-81

Dentro de campo, durante a temporada 1980-81, o Brighton obteve no Goldstone Ground duas vitórias expressivas, ainda que pelo placar mínimo, sobre os dois clubes que brigariam pelo título naquela ocasião: primeiro foi o então líder Ipswich, que perdeu lá sua invencibilidade na liga após 15 partidas graças a um gol de Michael Robinson no dia 11 de novembro. Depois foi a vez do futuro campeão Aston Villa, também batido com um gol de Robinson no dia 20 de dezembro.

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Mas o momento mais sensacional da temporada veio na reta final, quando o clube arrancou quatro triunfos consecutivos para confirmar sua permanência na elite. A primeira veio num inesquecível 3 a 0 em Londres sobre o rival Crystal Palace. A seguir, duas vitórias por 2 a 1 sobre o Leicester em casa e sobre o Sunderland no norte. Na última rodada, um 2 a 0 sobre o Leeds combinado com a derrota do Norwich para os já condenados Foxes garantiram mais uma campanha dos Seagulls na primeira divisão.

Entretanto, Alan Mullery não dirigiria a equipe na terceira participação na elite. Após se desentender com o presidente Mike Bamber a respeito da venda do zagueiro Mark Lawrenson para o Liverpool e enfrentar o veto à sua proposta de reformulação do departamento de futebol, o técnico pediu o boné e acabou acertando com o Charlton – de onde, ironicamente, viria Mike Bayley, seu substituto na equipe do litoral.

A melhor campanha

As mudanças para a terceira campanha na elite não se resumiram à troca de treinador. A equipe ainda conseguiu reforços interessantes e experientes, como o lateral norte-irlandês Sammy Nelson (ex-Arsenal), o meia Jimmy Case (trocado com o Liverpool por Mark Lawrenson) e o volante irlandês Tony Grealish (também vindo em troca com o Luton, pelo velho capitão Brian Horton).

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Assim, o Brighton começaria em grande forma a nova campanha: até o início de fevereiro de 1982 havia perdido apenas quatro de suas 23 partidas. Chegara a ocupar a quinta colocação ao derrotar o Wolverhampton fora de casa no fim de setembro. Bateu o Tottenham de Hoddle e Ardiles e o Southampton de Kevin Keegan como visitante. E em casa obteve vitórias categóricas sobre o Manchester City (4 a 1) e o Everton (3 a 1).

O maior feito daquela campanha em termos de resultados, no entanto, viria já depois deste período, na visita a Anfield em 6 de março de 1982: enfrentando um Liverpool já em plena arrancada espetacular rumo ao título, os Seagulls não se intimidaram e venceram por 1 a 0. O triunfo se torna especialmente significativo por ter sido a única derrota dos Reds em seu caldeirão durante todo aquele ano corrido de 1982, entre janeiro e dezembro.

Após aquela noite fantástica em Merseyside, no entanto, a campanha do Brighton derraparia: o clube perderia dez de seus últimos 14 jogos, distanciando-se de vez da metade de cima da tabela, ainda que terminasse em sua melhor colocação final na elite, 13º lugar.

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Brighton na Copa do Mundo

A boa campanha da temporada 81-82, entretanto, renderia a dois jogadores daquele elenco a presença num palco até então inédito ao clube: a Copa do Mundo. O zagueiro Steve Foster e o lateral Sammy Nelson foram convocados pelas seleções da Inglaterra e da Irlanda do Norte, respectivamente. E ambos entrariam em campo: o primeiro na partida contra o Kuwait e o segundo na famosa vitória dos norte-irlandeses sobre a anfitriã Espanha, na primeira fase.

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E a presença de jogadores do clube poderia ter sido ainda maior caso a Irlanda tivesse se classificado ao Mundial. A seleção dirigida por Eoin Hand terminou apenas um ponto atrás das classificadas França e Bélgica, e à frente da Holanda no Grupo 2 das Eliminatórias europeias. Figuraram com frequência naquela equipe durante a fase de classificação o volante Tony Grealish, o ponta Gerry Ryan e o centroavante Michael Robinson, todos do Brighton, além do zagueiro Mark Lawrenson, negociado com o Liverpool em meados de 1981.

Outro jogador que fizera parte do elenco dos Seagulls durante todo o período do clube na elite e que viria a disputar uma Copa do Mundo – embora já transferido para outro clube – seria o curinga defensivo Gary Stevens, convocado pela seleção inglesa para a Copa do Mundo de 1986, no México, quando já defendia o Tottenham.

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Sai Mike Bayley, entra Jimmy Melia

A sequência final ruim que maculou a ótima campanha e derrubou a classificação final do Brighton na temporada 1981-82 continuou no início do campeonato seguinte. As críticas ao técnico Mike Bayley, considerado excessivamente defensivista (ou “chato” para os torcedores) aumentaram com as goleadas sofridas nas três primeiras partidas como visitante (5 a 0 para o West Bromwich, 4 a 0 para o Nottingham Forest e 5 a 0 para o Luton).

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O técnico resistiria no cargo até o começo de dezembro, após uma série de nove jogos com sete derrotas, e o posto foi assumido interinamente pelo auxiliar técnico Jimmy Melia. Ex-meia do Liverpool com passagem pela seleção inglesa nos anos 60, Melia tornou o time mais ofensivo e conseguiu um animador 3 a 0 sobre o Norwich na estreia, no dia 11 daquele mês. Seu estilo e personalidades glamourosos (como os sapatos brancos estilo “disco” que usava) tornaram-no figura fácil na mídia.

Mas após o bom começo, a campanha voltou ao habitual acúmulo de resultados ruins. A vitória seguinte pela liga viria apenas em março, quase três meses depois, e até o fim da temporada venceria apenas mais duas das últimas 13 partidas. Cada vez mais iminente, o rebaixamento foi confirmado em 7 de maio, depois de uma derrota em casa para o Manchester City (que também cairia). Na despedida da primeira divisão, nova derrota, agora em Norwich por 2 a 1.

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A campanha histórica na FA Cup

Se na liga a campanha foi melancólica, na Copa da Inglaterra os Seagulls embarcariam numa campanha surpreendente e histórica, derrubando pesos pesados até a decisão em Wembley. Primeiro foi o Newcastle de Keegan, Beardsley e Waddle, derrotado no replay em pleno St. James’ Park. A vítima a seguir foi o Manchester City, despachado sem piedade com um 4 a 0. Em 20 de fevereiro, o clube voltaria a surpreender o poderoso Liverpool em Anfield, vencendo por 2 a 1 com gols de Gerry Ryan e do ex-Scouser Jimmy Case, e avançando às quartas de final.

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Em 12 de março, uma vitória pelo placar mínimo diante do Norwich no Goldstone Ground valeu a passagem às semifinais, para medir forças com o também surpreendente Sheffield Wednesday em Highbury. E mais uma vitória, desta vez por 2 a 1 com gols de Case e Robinson, colocou o time de Jimmy Melia na final. Duas semanas depois de ter o rebaixamento matematicamente decretado, o Brighton teria a chance de fazer história na final da Copa da Inglaterra, enfrentando o Manchester United.

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Seria uma decisão memorável, a começar pela chegada dos jogadores dos Seagulls a Wembley, em um enorme helicóptero da frota do patrocinador do clube, que sobrevoou o estádio e aterrissou no pátio de uma escola das proximidades. Em campo, a zebra ameaçou dar as caras quando Gordon Smith testou um cruzamento para o fundo das redes do United. Na etapa final, os Red Devils reagiram e viraram o jogo com gols de Stapleton e Wilkins, mas o Brighton ainda empataria com o zagueirão Gary Stevens, aproveitando uma sobra de bola após cobrança de escanteio.

O time do litoral sul teria ainda uma chance de ouro no último lance do jogo, num contragolpe nascido de um passe interceptado no meio-campo. Michael Robinson avançou, limpou a zaga e passou a Gordon Smith completamente livre na área. A conclusão, no entanto, acabou abafada pelo goleiro Gary Bailey. No replay, cinco dias depois, a chance desperdiçada no jogo anterior doeu ainda mais: o United não deu chance aos azarões, goleando por 4 a 0 e ficando com a taça.

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Emmanuel do Valle

Além de colaborações periódicas, quinzenalmente o jornalista Emmanuel do Valle publica na Trivela a coluna ‘Azarões Eternos’, rememorando times fora dos holofotes que protagonizaram campanhas históricas.

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