Premier League

Confinado há quase dois meses, Lovren admite: “Lado psicológico é o mais difícil de superar”

Dadas as devidas proporções, os jogadores de futebol, assim como grande parte da sociedade, têm tido que se acostumar com uma rotina completamente diferente da que eles conheciam, devido à pandemia do Coronavírus. Em entrevista ao jornal croata Sportske Novisti, Dejan Lovren, zagueiro do Liverpool, reconheceu que o período tem sido difícil, sobretudo mentalmente.

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Para manter-se em forma e também tentar se divertir um pouco, o experiente defensor tem se exercitado em casa e feito parte das atividades com seu filho. Ainda assim, há um mês e meio isolado socialmente, tem sentido os efeitos psicológicos da quarentena.

“Não tem sido fácil, já que estamos trancados em casa há 46 dias agora. O aspecto psicológico é o mais difícil de superar. Eu me exercito por conta própria o máximo possível, bato um pouco de bola com meu filho no quintal, mas o treino com a equipe é completamente diferente”, compara.

Lovren tenta encontrar dentro de si mesmo a motivação para cada dia. Segundo ele, acorda de manhã e repete a si próprio: “Vou tentar ficar exausto no treino de hoje”. Até tem funcionado, e o zagueiro afirma ter perdido peso. O problema é que não tem como manter a mesma força muscular de sempre estando dentro de casa.

“Também perdi massa muscular nas pernas, porque não existe substituto para um treino coletivo de 90 minutos. Não dá para fazer dentro de casa um exercício de 90 minutos para as pernas.”

À espera das definições da Premier League para ver se a temporada será retomada e como, Lovren espera que as autoridades do futebol não cheguem a soluções que coloquem uma grande sobrecarga nos jogadores.

“Espero que o Aleksander Ceferin e todas as outras pessoas da Uefa e da Fifa cheguem a uma solução para que não entremos em uma situação de ter que jogar 15 jogos em 30 dias. Precisamos de folga. Isso não tem sido folga, porque os jogadores precisarão se recuperar mentalmente dessa pandemia e da consequente quarentena”, argumentou.

Se boa parte do mundo do futebol aguarda ansiosamente pelo retorno do esporte, os jogadores do Liverpool e seus torcedores certamente estão no grupo dos mais agitados. A equipe estava prestes a vencer seu primeiro título inglês desde 1990, o primeiro na nova era da Premier League, quando a pandemia forçou a paralisação do futebol.

Suspensa desde 9 de março, a Premier League tem tido reuniões constantes para se chegar a um plano de retorno aos gramados. Concluir a temporada em campo é uma prioridade dos clubes, sobretudo pela perda financeira que teriam caso dessem o ano por encerrado.

Independentemente do que seja decidido, é difícil visualizar o Liverpool não saindo campeão da temporada 2019/20 do futebol inglês. A vantagem de 25 pontos para o segundo colocado Manchester City, com apenas nove jogos a se disputar, não deixa dúvidas sobre quem merece o título. Na última semana, a França abriu um bom precedente aos Reds ao declarar o PSG campeão francês.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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