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Clube a clube, este é o Guia Trivela da Premier League 2022/23

Teremos outra briga entre Manchester City e Liverpool? Ou Antonio Conte conseguirá se intrometer? E o que será do Manchester United? 

O fim da última Premier League foi épico. O Aston Villa, treinado por Steven Gerrard, chegou a abrir 2 a 0 sobre o Manchester City, resultado que poderia dar o título ao Liverpool. Mas os homens de Jürgen Klopp ainda não haviam conseguido destravar o Wolverhampton e, enquanto tentavam, Ilkay Gündogan liderou a virada relâmpago do City, que ganhou por 3 a 2 e conquistou o Campeonato Inglês pela segunda vez seguida.

Inesquecível, emocionante, mas começará mais uma temporada em que é difícil imaginar que a briga pelas primeiras posições vá além de Manchester City e Liverpool. Treinados pelos dois melhores técnicos do mundo, estão monopolizando a Premier League desde… o Chelsea de Antonio Conte. Conte tem tantas idiossincrasias que às vezes é difícil lembrar o quanto ele é bom. Por exemplo, conquistou o título derrotando Guardiola (que havia acabado de chegar) e Klopp (que estava em sua primeira temporada completa).

Com um Tottenham muito bem reforçado, conseguirá acompanhar o ritmo da dupla? Se não conseguir, pelo menos parte como favorito para ser o terceiro colocado, diante das turbulências do Chelsea, que está reformulando metade do seu elenco e acabou de trocar de dono. Também não é bom subestimar Thomas Tuchel, que mostrou várias vezes a capacidade de se adaptar às circunstâncias desde que chegou a Stamford Bridge.

Em crescimento, o Arsenal conta com Gabriel Jesus para liderar a sua linha ofensiva e marcar os gols que ele precisa para invadir o G4. Tem um time extremamente jovem e cheio de potencial que precisa dar um salto, principalmente em regularidade, para conseguir retornar à Champions League. Por meio da Premier League será difícil, até porque também terá a concorrência do Manchester United que jura de pés juntos que dessa vez fará um projeto esportivo coerente. A janela de transferências até aqui passou longe do ideal para Erik ten Hag, que nem sabe se poderá contar com Cristiano Ronaldo.

Apenas um dos seis integrantes do grupo de elite da Inglaterra trocou de treinadores. Todos os outros parecem mais fortes. Isso é uma má notícia ao segundo pelotão porque parecem baixas as chances de haver uma surpresa entre os quatro primeiros. O West Ham está extremamente consistente e se reforçou bem. O Leicester passa por um período de vacas magras, ao contrário do Newcastle, ainda usando modestamente o dinheiro da Arábia Saudita. Aston Villa e Everton desejam sair da parte de baixo da tabela para se juntar a esse grupo.

Para isso, terão que rechaçar todos os “clubes-mais-pobres-que-fazem-ótimo-trabalho”, como Brighton, Brentford, Crystal Palace e Wolverhampton, ou o Leeds, se Jesse Marsch engrenar. Quem parece estagnado é o Southampton, e Ralph Hasenhüttl começa a temporada pressionado. O Nottingham Forest está de volta, cheio de contratações que precisarão se entrosar rapidamente para evitar a queda. Os outros dois promovidos, Fulham e Bournemouth, partem como favoritos ao rebaixamento.

Arsenal: Hora de ser forte de verdade

Aston Villa: Um importante teste para Gerrard

Bournemouth: De volta e sob nova direção

Brentford: Quanta falta fará Christian Eriksen?

Brighton: Com mais gols, pode dar outro passo à frente

Chelsea: Momentos de turbulência

Crystal Palace: O importante é se divertir

Everton: Retrocedendo

Fulham: Agora contratou pouco demais

Leeds: A vida pós-Bielsa

Leicester: Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima

Liverpool: Renovado e pronto para tentar de novo

Manchester City: Agora com um centroavante

Manchester United: Não consegue ter um minuto de sossego

Newcastle: Rico, mas (ainda) sem esbanjar

Nottingham Forest: O rei do mercado

Southampton: Como evitar a estagnação?

Tottenham: Agradando Conte

West Ham: Uma estranha calmaria

Wolverhampton: Jiménez precisa melhorar

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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