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Parece que Ben Arfa guarda mágoas do Newcastle: “Eu era um prisioneiro no inferno”

Hatem Ben Arfa passou quatro anos para esquecer no Newcastle. Chegou à Inglaterra como uma eletrizante promessa para o futuro e saiu de lá com fama de jogador pouco comprometido. De volta à França, está focado em reconstruir a sua boa imagem pelo Nice. Tem sete gols em 14 partidas na temporada e mais duas assistências.

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Recuperou um pouco da alegria de viver depois de uma passagem pelo Newcastle que Ben Arfa caracterizou como “um inferno” quatro vezes na mesma resposta em entrevista à France Football.

Após um empréstimo fracassado pelo Hull City, cancelado depois de um jogo em que correu menos que o goleiro, Ben Arfa voltou ao Newcastle e precisou esperar seis meses antes de voltar a jogar pelo Nice porque chegou a disputar uma partida entre os reservas. A Fifa não permite que um jogador defenda três clubes na mesma temporada.

“Foi um período muito, muito difícil. O pior da minha carreira. Foi como se o inferno tivesse começado no Newcastle. No meu primeiro dia de volta, em agosto de 2014, fui colocado diretamente nos reservas. Foi uma humilhação terrível. Semanas se passaram e eu estava sempre com esses jovens de 16, 17 anos, longe dos profissionais.

Eu não entendia. Eles me deram um pesadelo. Recebi vários golpes baixos. E quando eu acreditei em mim mesmo, e assinei com o Nice, eles foram impedidos de me contratar. Eu me senti preso em uma sala escura sem porta ou em um túnel sem fim.

Eu vi o inferno e, principalmente, nenhuma solução para os meus problemas. Naquele momento, eu estava errado, eu não via a luz. Eu era um prisioneiro.

Eu me estapeava todos os dias para não desistir. Tentei me convencer que a luz um dia voltaria e eu encontraria o caminho correto. Ao assinar com o Nice neste verão, eu realmente senti que havia acabado de deixar o inferno. Na verdade, foi isso mesmo: eu sai do inferno”.

Parece que ele guarda alguma mágoa do Newcastle.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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