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Mignolet vai de criticado a herói e leva o Liverpool à final da Copa da Liga

A estatística pulou nas redes sociais assim que Arnautovic abriu o placar: dos últimos nove chutes disparados ao gol do Liverpool, sete entraram. Mais uma crítica para se acumular ao monte que Simon Mignolet coleciona desde o começo da última temporada. E o gol do Stoke City nem havia sido culpa sua. Mas, nessas narrativas que o futebol prepara de propósito, o belga ganhou a chance de ser herói nas disputas de pênalti da semifinal da Copa da Liga Inglesa e não a desperdiçou.

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Mignolet teve o seu contrato até 2021 no começo de janeiro, uma demonstração de confiança de Jürgen Klopp, que inúmeras vezes precisou defender o seu camisa 1 (22 no caso) em entrevistas coletivas. Boa parte da torcida não compartilha desse sentimento e não considera o belga um goleiro de primeira linha. O número um pouco elevado de falhas desde aquela temporada brilhante em que o Liverpool foi vice-campeão inglês corrobora essa tese.

A ponderação a favor dele é que a defesa do Liverpool não faz um bom trabalho na hora de preservá-lo, principalmente em jogadas de bola parada, bastante criticadas por Klopp no épico 5 a 4 sobre o Norwich no fim de semana. Desta vez, o passe saiu dos pés de Bojan, pela direita. Sakho não conseguiu cortar, e a bola chegou a Arnautovic, em posição de impedimento, completar para as redes. Não havia nada que Mignolet pudesse fazer.

O Liverpool teve o domínio da posse de bola durante boa parte da partida, mas padece quando precisa propor o jogo e criar as jogadas. A bola passa de pé em pé, às vezes com passes fortes e sem fluidez, formando um U em volta da área. O último passe, a penetração na área, vem na maioria das vezes pelo alto, em cruzamentos, principalmente depois que Benteke entra em campo. São facilmente rebatidos pela defesa, e nessa, na prorrogação, Van Ginkel quase eliminou o Liverpool, mas acertou o pé da trave. Ao fim da prorrogação, a partida foi para os pênaltis. Um velho conhecido de Peter Crouch foi o primeiro a parar nas mãos de Mignolet. Emre Can, porém, errou na sequência. Os dois times foram convertendo seus pênaltis até chegar a vez de Muniesa, canhoto, que cobrou cruzado e foi frustado pelo belga, que vinha acertando os cantos das batidas com frequência. Joe Allen teve a responsabilidade de colocar o Liverpool na final e acertou o ângulo. Mas essa disputa de pênaltis quem venceu para os Reds foi Mignolet.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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