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Howard Webb pendurou o apito, mas seguirá como nome mais forte da arbitragem inglesa

O rosto mais conhecido da arbitragem mundial nos últimos anos pendurou o apito. O inglês Howard Webb decidiu se aposentar, após 25 anos de carreira, mas isso não significa que se afastará completamente do ofício. Claramente com um forte capital político no futebol de seu país, Webb deixa o apito para assumir um cargo diretivo na PBMOL, entidade que administra a arbitragem do futebol inglês. Ele responderá a um superior, mas basicamente liderará discussões para a melhoria dos árbitros nas principais divisões da Inglaterra.

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O diretor geral da PGMOL, Mike Riley, revelou que o objetivo principal no momento é melhorar o nível de árbitros semi-profissionais, ampliando a fonte de possíveis árbitros competentes a serem aproveitados no grupo seleto de profissionais responsáveis pelas partidas das principais divisões inglesas, incluindo a Premier League.

“Arbitrar me deu muito, e é importante que árbitros que tiveram as recompensas no jogo passem seu conhecimento. Também tenho muito a aprender sobre o negócio da arbitragem, e o melhor lugar para eu fazer isso é na PGMOL. É um ambiente de trabalho incrivelmente positivo, e todos nós temos o objetivo em comum de melhorar a arbitragem”, disse Howard Webb, em declaração publicada no site da Premier League.

Entre os torcedores na Inglaterra, apesar do bom trabalho que desempenhou nos últimos 25 anos, Howard Webb não é lá tão bem visto. Mais como motivo de piadas do que como reclamação legítima, o juizão é normalmente lembrado por ter dado uma mãozinha ao Manchester United ao longo dos anos. Mesmo os dois pênaltis a favor do Liverpool na vitória dos Reds por 3 a 0 em pleno Old Trafford na temporada passada não apagaram isso.

Brincadeiras à parte, Webb goza de muito prestígio na Inglaterra. Em sua nova empreitada, não será apenas uma voz importante nas decisões tomadas no futebol inglês em relação à arbitragem. Com o currículo que tem, acaba virando também um forte porta-voz para questões públicas. Afinal, a palavra de um árbitro que já apitou em duas Copas do Mundo (2010 e 2014) e duas Eurocopas (2008 e 2012) – e único a ter apitado as finais de um Mundial e de uma Liga dos Campeões em um só ano (2010)  tem um peso significativo.

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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