Inglaterra

Clube inglês construirá estádio para 5 mil pessoas feito praticamente só de madeira

O Forest Green Rovers terá um estádio que faz jus ao seu nome. Depois de uma concorrência que envolveu 50 projetos de arquitetos do mundo inteiro, o clube inglês da quinta divisão escolheu a proposta da empresa Zaha Hadid Architects, responsável pelo Centro Aquático de Londres e por um dos estádios que será usado na Copa do Mundo de 2022. A nova casa da equipe terá capacidade para 5 mil pessoas e será feita praticamente só de madeira.

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Segundo o presidente do clube, Dale Vince, há muitas vantagens ecológicas em construir um campo de futebol com madeira. Primeiro, porque é um material recorrente e encontrado na natureza. Segundo, porque três quartos do impacto ambiental de um estádio de futebol vem dos seus materiais de construção, e a madeira, de acordo com ele, tem baixa incidência de carbono.

“O grande destaque desse estádio é que ele será feito praticamente só de madeira – a primeira vez que isso será feito em qualquer lugar do mundo”, disse Vince. “Fizemos o máximo possível para que o nosso atual estádio fosse sustentável, mas há um limite para o que podemos fazer. Ele simplesmente não foi construído com o meio-ambiente em mente. No Eco Park, começamos de uma folha de papel em branco e vamos mais longe que qualquer um já foi. Esse realmente será o estádio mais verde do mundo”.

O estádio do Forest Green Rovers
O  projeto do estádio do Forest Green Rovers

Jim Heverin, diretor da empresa de arquitetura escolhida para o projeto, afirma que o novo estádio será “carbono neutro” ou “carbono negativo” (ou seja, terá pouco ou nenhum impacto nas mudanças climáticas) e que haverá medidas para geração renovável de energia. “As construções no local, e sua energia incorporada, exercerão uma função substancial neste objetivo ambicioso e demonstrarão que a arquitetura sustentável pode ser dinâmica e bonita”, disse.

O estádio será a cereja no bolo de um empreendimento chamado Eco Park, em Stroud, ao oeste de Oxford, um parque empresarial da Ecotricity – empresa de “energia verde”, da qual, não coincidentemente, o presidente do Forest Green Rovers é fundador. Além do estádio, haverá campos de treinamento, um centro de ciências do esporte e escritórios, sempre com a sustentabilidade em mente.

Também não podemos perder de vista que esse projeto traz alguns riscos. Um dos maiores desastres do futebol inglês foi o incêndio no estádio do Bradford City, em 1985, quando um cigarro queimou o lixo, e as chamas propagaram-se para as arquibancadas, que eram feitas de madeira. A tecnologia, evidentemente, avançou em 30 anos e o Forest Green Rovers precisa tomar as precauções necessárias para que seu novo estádio, além de sustentável, também seja seguro.

 

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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