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Cissé esqueceu a religião após ser visto em cassino

O novo patrocínio do Newcastle causou uma confusão gigantesca. Torcedores ficaram revoltados com o acordo com a Wonga, uma “agiota legalizada”, segundo suas palavras. Para piorar, seu principal jogador, Papiss, Cissé recusou a vestir a camisa com o logo da empresa, afirmando que ia contra o islamismo. Até mudar de ideia nesta quinta-feira.

A atitude repentina de Cissé, ao que tudo indica, tem a ver com uma foto sua que foi publicada na internet durante a semana. O centroavante foi visto jogando em um cassino, algo que também vai contra a sua religião. Não pegou muito bem e o camisa 9, que se recusava a participar da pré-temporada, decidiu se juntar ao time.

Não cabe julgar a atitude de Cissé ou o tamanho de sua fé, mas a impressão que fica é a de que seu interesse não era apenas religioso. Outros jogadores islâmicos do elenco dos Magpies, aceitaram usar a camisa com o patrocínio da Wonga – entre eles, Hatem Ben-Arfa, Cheik Tioté e Moussa Sissoko.  Diante do especulado interesse do Arsenal no jogador, tudo começa a fazer sentido ante a insistência do camisa 9. Resta saber se a idolatria da torcida se manterá tão facilmente.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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