Inglaterra

Bom relacionamento com técnico e diretor de futebol leva Terry ao Aston Villa

O Aston Villa anunciou a contratação de John Terry, ex-capitão da Inglaterra, por uma temporada. Aos 36 anos, o jogador decidiu jogar na segunda divisão inglesa, surpreendendo muita gente. Havia interesse de clubes da Premier League, da Turquia, da China e dos Estados Unidos. O bom relacionamento com o técnico Steve Bruce e com o diretor de futebol, Steve Round, foi o fator decisivo para que o jogador vestida a camisa do Aston Villa.

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Foi Steve Bruce que convenceu o jogador a optar pelos Villans. E quem disse isso foi o próprio Terry. O relacionamento com Steve Round também pesou. Round foi assistente técnico de Steve McClaren na seleção inglesa, quando Terry era o capitão e jogador mais influente da seleção inglesa. Quando Fabio Capello foi contratado pela seleção inglesa, foi Terry quem fez lobby para Round continuasse na comissão técnica. O jogador queria trabalhar com Round novamente em clube e esta foi a oportunidade.

“Estou muito satisfeito de vir para o Aston Villa. É um clube que eu admiro de longe por muitos anos. Há instalações fantásticas no Bodymoor Heath, o Villa Park é um dos melhores estádiosdo país e há um bom grupo de jogadores aqui, com um técnico experiente e bem sucedido como Steve Bruce. Mal posso esperar para começar e procurar ajudar o elenco a conseguir algo especial esta temporada”, disse o jogador ao site do clube.

Na apresentação, Terry deixou claro que o fato de não enfrentar o Chelsea, seu clube por longos 22 anos, foi um fator para decidir pelo Aston Villa. Algo que só é possível pelo clube de Birmingham estar na segundona. “O lado mental de jogar contra o Chelsea foi demais para superar”, afirmou Terry.

“Foram 22 anos e eu tenho muito orgulho disso, eu desejo bem ao Chelsea na próxima temporada,mas meus pensamentos estão 100% aqui. Eu estou muito satisfeito de estar aqui como jogador. É obviamente um grande clube, eu tive algumas conversas com Steve durante o verão [que é justamente o período de agora no hemisfério norte]. Eu estou com muita vontade de jogar no topo com um clube e um técnico que têm a mesma ambição que eu”, explicou Terry.

“Eu acho que o clube fala por si, estar lá fora, no estádio. Eles têm um grande apoio aqui, eu acho que o clube merece estar na Premier League. Steve sendo Steve me convenceu a vir, e estou satisfeito porque eu ainda queria continuar jogando, minha vontade ainda está aqui aos 36 anos”, disse ainda o ex-capitão inglês.

O contrato de Terry é bem lucrativo. Segundo o jornal Guardian, é algo em torno de £ 4 milhões pelo contrato de um ano. Para um clube de segunda divisão, é um valor alto, mas o técnico Steve Bruce considera um ótimo negócio. “Ele vale cada centavo porque nós sabemos o que ele traz”, afirmou. “Não é sempre que nós conseguimos um líder natural de homens atualmente. Eu o assisto de longe por um bom tempo e trazê-lo aqui é uma grande conquista para todos nós”, disse ainda o treinador.

Outro técnico, o experiente Harry Redknapp, de 70 anos, também tentou convencer Terry a segui-lo. Atual treinador do Birmingham, ele confessou que fez uma boa proposta pelo ex-jogador do Chelsea. “Subitamente ele foi para o nosso rival, mas nós fizemos uma boa proposta antes”, afirmou Redknapp.

A escolha de Terry é mais esportiva do que financeira, ainda que a proposta do Aston Villa seja ótima também nesse aspecto. Swansea e West Bromwich tinham manifestado interesse em levar o ex-capitão para seus elencos, mas nem a possibilidade de continuar na Premier League e nem as boas propostas financeiras de clubes de outros países, como se especulou, convenceram Terry. Ele jogará em um clube tradicional, que tem expectativas altas: quer subir para a Premier League, depois de uma temporada decepcionante que terminou em 13º lugar. Parece um movimento interessante.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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