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Andy Murray e o futebol: uma relação que custou até o fim de namoro

Você é um dos maiores talentos do tênis mundial, o melhor britânico em décadas, é uma estrela no seu esporte e no mundo das celebridades e namora uma mulher linda. Só que ela termina com você porque você é um fanático por futebol. Mais: por jogar muito Fifa. Estamos falando de Andy Murray, que venceu Roger Federer no domingo e tornou-se o primeiro britânico a levar o ouro nas Olimpíadas no tênis desde 1908. Ele, como muitos de nós, tem problemas com a namorada por jogar muito videogame e sofre por causa do seu time de futebol.

Namorada brava por causa do Fifa

Você já ouviu essa história: a namorada fica brava porque o cara gasta boa parte do tempo livre dele para ficar jogando Fifa. Não soa familiar? A diferença é que estamos falando de Andy Murray, uma estrela no Reino Unido. Sim, ele também tem problemas com isso.

Kim Sears teria se cansado dos hábitos de Andy , que seria viciado em Fifa, jogos de tênis e Call Of Duty. Este teria sido um dos motivos do término do namoro dos dois, em 2009. Tablóides britânicos disseram que Sears reclamava para as amigas que o namorado chegava a passar sete horas por dia no videogame. É nesse momento que você pensa: quem nunca? Sempre tem aquele troféu a mais, aquela partida a mais, aquele convite para uma disputa online…

Detalhe importante: eles se reconciliaram no início de 2010 e eles estão juntos até hoje. Ela está sempre nos jogos do namorado, apoiando e tudo. E, possivelmente, aguentando o vício do namorado com o PS3…

Torcedor do Hibernian

Murray é um dos maiores do tênis atual, mas é um fanático por futebol. E dá para dizer que essa é uma herança genética. O avô de Murray, Roy Erskine, jogou pelo Hibernian, sem muito destaque, é bem verdade, mas jogou. É o time que Murray torce até hoje.

Ele e a família, aliás. Em maio deste ano, Judy, mãe de Andy, abandonou o filho logo após a disputa do torneio de Roma para ir com a família (e isso inclui o irmão Jamie, outro tenista, e o avô Roy) para assistir à final da Copa da Escócia entre Hibernian e Hearts. O jogo foi no dia 19 de maio, mas o Hearts acabou vencendo por 5 a 1.

Em entrevista ao Daily Record, em 2009, o tenista revelou que torcer para os Hibs é uma tarefa fácil, porque ele não se preocupa quando o time ganhará a liga. “A maioria dos meus amigos são torcedores do Rangers ou Celtic. Nunca há expectativas altas sobre os Hibs, eu acho, então não nos sentimos decepcionados”.

Andy Murray, atacante

Ainda garoto, Murray fez testes na grama sagrada. Não, não estamos falando de Wimbledon, mas do Ibrox, casa do Rangers. Murray poderia ser um jogador de futebol. A sua mãe, Judy, incentivava os filhos a praticarem esportes. E o atacante Andy Murray poderia ter seguido carreira. Na época, ele disse preferir futebol, inclusive.

“Quando você tem 13 ou 14 anos, tênis é duro porque é um esporte muito individual e há mais pressão para conseguir resultados”, disse Murray em entrevista à revista inglesa FourFourTwo. “O futebol me permitia passar o tempo com meus amigos de escola e me divertir”, continuou o número 4 do mundo. “Eu passei da fase estranha que eu levaria o futebol mais a sério, mas eu tive que escolher o tênis. Naquela idade, eu sabia que eu estaria entre as três ou quatro melhores da Europa, enquanto no futebol você realmente não sabe”.

Habilidade com os pés

Murray tornou-se um jogador de tênis de sucesso no circuito, mas continua mostrando habilidade com os pés. Em momentos de descontração, gosta de fazer embaixadas com a bola de tênis. Tanto que a Adidas, sua patrocinadora, promoveu um encontro entre ele, Jo-Wilfried Tsonga e Fernando Verdasco.

Duvida? Eis o vídeo:

Já que Murray é fã de videogames, com essa habilidade, ele devia gostar do clássico “Jogos de Verão” (ou “California Games”), que tinha uma prova parecida de embaixadas. Lembram?

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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