Com as finanças dos clubes de futebol muito afetadas pela pandemia de coronavírus, ideias de restrições financeiras ganham força, e uma que tem sido muito mencionada pelas autoridades do esporte é a possível introdução de um teto salarial. O último personagem importante a tocar nesse assunto foi o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

O seu correspondente na Uefa, Aleksander Ceferin, é defensor dessa ideia desde pelo menos 2017 e a retomou diante da pandemia de coronavírus ao citar a possibilidade uma “taxa de luxo”, punição financeira que os clubes teriam que pagar se excedessem o limite.

Em 19 de maio, o presidente da Federação Alemã, Fritz Keller, afirmou que escreveria uma carta em conjunto com o executivo-chefe do Bayern de Munique, Karl-Heinz Rummenigge, propondo introdução de limite salarial a Ceferin.

Infantino inseriu o teto salarial em uma série de “propostas interessantes” que chegam a ele para tentar mitigar os efeitos financeiros da pandemia.

“De tetos salariais a limites de taxas de transferência, ou outros mecanismos de taxação, à possível obrigação a entidades administrativas, organizadores de competições e clubes de construir reservas ou contribuir a fundos de reservas que possam ser usados em momentos de necessidade como agora”, disse, em um comunicado por vídeo publicado neste sábado.

“Eu pessoalmente advogo a favor de regulações financeiras mais claras e rígidas, impondo princípios de total transparência e boa administração, e não restringi-los apenas ao sistema de transferências, mas estendê-los a todo o ecossistema do futebol”, acrescentou.

Nesta semana, a Fifa surpreendeu ao pedir “bom senso” às entidades diante as manifestações de jogadores da Bundesliga em apoio a George Floyd, homem negro morto por um policial branco nos EUA, contrariando suas próprias regras que banem expressões políticas em jogos de futebol.