Há cinco anos, América e Cruz Azul disputaram uma das finais mais alucinantes da história do futebol – e digo sem medo de cometer exageros pelo superlativo. Um clássico que viu as Aguilas marcarem um gol com seu goleiro nos acréscimos do segundo tempo do jogo de volta, antes de triunfarem nos pênaltis e ampliarem o jejum dos rivais. O Apertura 2018 do Campeonato Mexicano reservará uma revanche entre os oponentes da Cidade do México. Porém, com o América assombrando ainda mais a capital, pelo que fez nas semifinais. A classificação neste domingo se deu graças a uma indefectível goleada por 6 a 1 sobre o Pumas, outro oponente citadino. Foi a maior goleada do dérbi em todos os tempos, superando os 5 a 1 de 1966.

O empate por 1 a 1 no Estádio Olímpico Universitário, no jogo de ida, deixava o cenário aberto. O América era favorito por ter a melhor campanha e jogar diante de sua torcida no Estádio Azteca. Mas não tão favorito quanto se viu. Apenas no primeiro tempo, as Águilas anotaram três gols. Renato Ibarra abriu o placar e Carlos González Espínola até arrancou o empate ao Pumas. Contudo, logo depois Bruno Valdez e Roger Martínez já responderam com mais dois tentos, preparando terreno à goleada.

No início do segundo tempo, o América foi impiedoso. Em apenas cinco minutos, a equipe anotou mais dois, com Diego Lainez e Guido Rodríguez. Somando cinco tentos, já igualavam o maior chocolate da história do clássico. E fariam o sexto, a pá de cal, aos 26 minutos, em pênalti convertido por Emanuel Aguilera.

Além de tudo, a impressão é a de que o placar poderia ter sido bem maior, considerando que o Pumas terminou com um jogador a menos. A dez minutos do fim, Alan Mozo perdeu a cabeça e recebeu o vermelho direto. Apesar da postura fulminante dos anfitriões no ataque, vale destacar negativamente a participação do goleiro Alfredo Saldívar. Falhou miseravelmente em dois gols no primeiro tempo, ajudou a cometer o penal e o “braço curto” ainda o impediu de fazer melhor em outros tentos.

O América possui um time inegavelmente forte ao Campeonato Mexicano. Além do técnico Miguel Herrera, o elenco conta com jogadores da seleção nacional e vários nomes de qualidade da América do Sul – como Mateus Uribe e Roger Martínez. Desafio grande ao Cruz Azul, que passou de maneira mais apertada pelo Monterrey nas semifinais. Sem tanto investimento, mas com peças interessantes, os Cementeros poderão buscar sua revanche. ‘A revanche do século’, como já classifica a imprensa local.