*Por Guilherme Diniz

Texto originalmente publicado no Imortais do Futebol e cedido à Trivela. Acompanhe o site, também no Facebook e agora no Instagram. Nesta terça-feira, o Imortais do Futebol completa oito anos de existência. Parabéns!

Grandes feitos: bicampeão inglês (2001/02 e 2003/04 – invicto), tricampeão da Copa da Inglaterra (2002, 2003 e 2005) e bicampeão da Supercopa da Inglaterra (2002 e 2004). Foi o primeiro clube inglês na era moderna a ser campeão nacional invicto (o primeiro campeão invicto foi o Preston North End, no ano de 1889 e em apenas 22 rodadas. O Arsenal venceu em 38).

Time-base: Seaman (Lehmann); Lauren, Kolo Touré (Keown), Campbell e Ashley Cole; Ray Parlour (Edu), Gilberto Silva (Vieira), Ljungberg e Robert Pirès (Fàbregas); Bergkamp (Van Persie) e Henry. Técnico: Arsène Wenger.

Os Invencíveis

É impossível falar sobre o que foi o futebol no começo do Século XXI sem lembrar o Arsenal de Henry, Bergkamp, Pirès, Vieira e do técnico Arsène Wenger. O time encheu os olhos da Inglaterra (e do planeta) com apresentações exuberantes e recheadas de futebol-arte. Jogadas vistosas, ataque perfeito, defesa sólida, meio de campo criativo. Tudo funcionava bem naquele time. Tão bem que, na temporada 2003/04, o timaço londrino conquistou o Campeonato Inglês de maneira invicta, algo que não acontecia na Inglaterra há 115 anos.

O feito do Arsenal (que ficou 49 partidas invicto na Liga inglesa, um recorde jamais superado) fez o clube ganhar o apelido de “Os Invencíveis”. Muito apropriado. Só faltou mesmo um título europeu para coroar ainda mais aquela geração de ouro. Mesmo assim, os Gunners entraram para a história, esta que será relembrada agora.

Virando o jogo

O Arsenal começou a escrever uma de suas mais bonitas páginas no mundo do futebol em 1996, quando contratou o técnico francês Arsène Wenger. O treinador rapidamente implantou novas táticas, um novo estilo de jogo e trouxe talentosos jogadores estrangeiros para compor o escrete inglês. Logo na temporada 1997/98 ele venceu o Campeonato Inglês, a Copa da Inglaterra e a Supercopa da Inglaterra, conquistando definitivamente os torcedores e a diretoria. Na temporada 1999/00 levou o Arsenal ainda mais longe, até a final da Copa da Uefa, mas a equipe sucumbiu nos pênaltis para o surpreendente Galatasaray. A derrota serviu como lição para o time rever o que estava errado e dar a volta por cima, o que aconteceria a partir de 2001.

O timaço

Na temporada 2001/02 o Arsenal tinha um plantel de respeito. A equipe contava com o experiente goleiro Seaman, o ótimo lateral camaronês Lauren, uma zaga imponente com Keown e Campbell, a joia Ashley Cole e jogadores extremamente criativos e técnicos do meio-campo até o ataque: Vieira, Parlour, Gilberto Silva, Ljungberg, Bergkamp e o cracaço Thierry Henry, além de peças de reposição tão boas quanto como Kolo Toure, Robert Pirès, Edu e Cia. Wenger tinha um esquadrão que iria brilhar demais na Inglaterra. E faria muita, muita história. O time logo deu mostras do sucesso que viria no Campeonato Inglês.

Título impecável

O Arsenal dominou o Campeonato Inglês de 2001/02 e conquistou o caneco com sete pontos de vantagem sobre o Liverpool, vice-campeão. O time foi praticamente perfeito tanto em casa quanto fora, ao vencer 26 jogos, empatar nove e perder apenas três, marcando 79 gols e sofrendo 36. A equipe emendou 13 vitórias consecutivas justamente na reta final e ganhou a Premier League ao vencer em pleno Old Trafford o Manchester United por 1 a 0. O grande destaque da equipe foi o atacante Henry, artilheiro do torneio com 24 gols. Robert Pirès foi o grande garçom daquele time com 15 assistências no campeonato. Outro grande garçom foi o holandês Dennis Bergkamp, com 11 passes para gols. O caneco revelava uma nova grande equipe que conquistaria muitos torcedores não só na Inglaterra, mas também em todo mundo.

Dobradinha

O Arsenal faturou, também, a Copa da Inglaterra em 2002. A equipe passou pelo Watford (4×2), Liverpool (1×0), Gillingham (5×2), Newcastle (1×1 e 3×0) e Middlesbrough (1×0). Na final, o time encarou o rival Chelsea, que tinha craques como Petit, Le Saux, Gallas, Desailly, o jovem Lampard, Hasselbaink e Zola. O Arsenal tentou durante grande parte do jogo superar os azuis, mas sempre esbarrava na sólida defesa do rival. Até que, nos 20 minutos finais, a equipe tratou de liquidar a partida.

Aos 70, Parlour abriu o placar para os Gunners. Dez minutos depois, foi a vez do sueco Ljungberg ampliar e garantir os 2 a 0 e o título da Copa ao clube londrino. Quatro dias depois, o Arsenal asseguraria o título inglês, conquistando o “double” na terra da Rainha. Ainda em 2002, em agosto, o time faturou a Supercopa da Inglaterra ao vencer o Liverpool por 1 a 0, com gol salvador do brasileiro Gilberto Silva. Com três títulos assegurados, era hora de a equipe tentar a glória na Liga dos Campeões.

Ano morno

Na temporada 2002/03 o Arsenal bem que tentou fazer bonito na Liga dos Campeões, mas não conseguiu desempenhar um bom papel. O time foi líder na fase inicial de grupos, mas ficou atrás, na fase seguinte, de Valencia e Ajax, não conseguindo a classificação para as quartas de final. A equipe pecou ao empatar quatro dos seis jogos que disputou, sendo três em casa.

No Campeonato Inglês, o time foi vice-campeão e viu o Manchester United comemorar mais uma conquista. Henry foi novamente o destaque ao ser o vice-artilheiro do campeonato com 24 gols (um a menos que o holandês Van Nistelrooy) e o maior “garçom” do torneio com 23 assistências. O francês vivia seu auge na carreira, e o Arsenal se aproveitava disso. Ele era idolatrado pela torcida e resolvia de todas as maneiras os jogos. Se no Inglês o título escapou, na Copa da Inglaterra o clube conquistou o bicampeonato. A equipe superou Oxford United (2×0), Farnsborough Town (5×1), Manchester United – em pleno Old Trafford (2×0), Chelsea (2×2 e 3×1 – na casa do Chelsea) e Sheffield United (1×0).

Na final, o Arsenal encarou a surpresa Southampton e venceu por um magro 1 a 0, gol de Pirès aos 38 do primeiro tempo. Era o título solitário de um ano que não foi tão bom para o esquadrão de Wenger. Porém, a equipe parecia estar reservando forças para a temporada seguinte, que seria inesquecível.

O feito magnífico

A temporada 2003/04 começou com muita expectativa para o Arsenal. A equipe acabara de contratar a revelação do Barcelona Cesc Fàbregas e ainda contava com jovens promissores como Robin van Persie. A equipe estava disposta a vencer novamente a Premier League, só não esperava que o título viesse de maneira tão espetacular. O Arsenal conquistou o caneco de maneira invicta. Isso mesmo: foram 38 jogos, 26 vitórias, 12 empates e zero derrotas, com 73 gols marcados e 26 sofridos, o melhor ataque e a melhor defesa da competição. Thierry Henry marcou monstruosos 30 gols, oito a mais que Alan Shearer, do Newcastle United. A façanha do Arsenal não acontecia no Campeonato Inglês desde 1889, sendo a primeira vez na era moderna.

O feito foi ainda mais saboroso pelas vitórias em cima do Chelsea (um duplo 2 a 1, em casa e fora), Liverpool (4 a 2 em casa e 2 a 1 fora), e um 5 a 0 em cima do Leeds United em casa. A equipe simplesmente deu show no campeonato e o conquistou de maneira inquestionável. Era a consagração de um time que encantava com seu jogo bonito e envolvente. Se o Arsenal não teve sorte nas Copas (foi eliminado na Liga dos Campeões e não foi bem na Copa da Inglaterra nem na Copa da Liga Inglesa) era no principal torneio da Inglaterra que os Gunners mostravam suas garras. A façanha levou o time londrino a ganhar o apelido de “Os Invencíveis”.

Tempo depois, a equipe ainda venceu a Supercopa da Inglaterra ao derrotar o Manchester United por 3 a 1, com gols de Gilberto Silva, Reyes e Silvestre.

Apenas mais um caneco

Sem brilhar como no ano anterior, o Arsenal conquistou na temporada 2004/05 apenas a Copa da Inglaterra ao derrotar o Manchester United, nos pênaltis, por 5 a 4 após empate em 0 a 0 no tempo normal. Era o tricampeonato da equipe em apenas quatro anos. A taça, porém, foi rapidamente esquecida, pois faltava ainda um título que há tempos o torcedor queria comemorar: a Liga dos Campeões.

Em busca do sonho

Com uma equipe fortíssima, o Arsenal colocou a Liga dos Campeões de 2005/06 como objetivo principal, mais do que qualquer outro torneio na temporada. Era talvez a última chance do esquadrão de Wenger vencer a competição europeia, pois na próxima janela de transferências muitos jogadores com certeza dariam adeus ao time (Henry já era muito cobiçado por diversos clubes, entre eles o Barcelona). O time caiu no Grupo B da competição ao lado de Ajax, Thun e Sparta Praga. A equipe não tomou conhecimento dos adversários e venceu cinco dos seis jogos que disputou, com apenas um empate. O destaque foi a vitória dos Gunners por 2 a 1 sobre o Ajax em plena Amsterdam Arena. Na Inglaterra, os times empataram em 0 a 0.

Nas oitavas de final, duelo contra o poderoso Real Madrid. No primeiro jogo, em Madri, o Arsenal não se intimidou e venceu por 1 a 0, gol do matador Henry. Na volta, a sempre sólida defesa do time segurou o 0 a 0 que levou a equipe as quartas de final. O adversário foi outra potência, a Juventus. No primeiro jogo, em Londres, vitória inglesa por 2 a 0, gols de Fàbregas e Henry. Na Itália, empate sem gols.

Na semifinal, contra o Villarreal, o time voltou a fazer a primeira partida em casa e foi novamente econômico no placar: 1 a 0, gol de Touré. Na volta, outro empate sem gols e vaga, pela primeira vez na história do clube, na final da maior competição da Europa. A grande conquista do time de Wenger estava muito próxima. O adversário seria o Barcelona, de Deco, Eto’o, Puyol, Giuly e o melhor do mundo Ronaldinho.

Duelo de invictos

Arsenal e Barcelona chegaram à final da Liga dos Campeões de 2005/06, no estádio Stade de France, em Saint-Denis, invictos. A campanha das equipes foi impecável, com vitórias importantíssimas fora de casa e jogos planejados e inteligentes em casa. O Arsenal apostava em sua defesa com Touré e Campbell, o meio de campo criativo com Gilberto Silva, Pirès e Ljungberg e na força do atacante Henry. Já o Barça tinha uma equipe fortemente armada pelo holandês Frank Rijkaard, com Rafa Márquez e Puyol na zaga, Deco e van Bommel no meio e um ataque formidável com Giuly, Eto’o e Ronaldinho. Era um duelo muito esperado que colocava frente a frente duas equipes que jogavam o fino da bola, eram muito organizadas taticamente e tinham estrelas do mais alto calibre. O jogo prometia muito. E foi assim até o final.

Merecia o caneco...

O Barcelona criou as melhores chances do jogo e foi melhor nos números absolutos, com 64% de posse de bola e 20 chutes a gol, contra oito do Arsenal. O time inglês sofreu uma baixa logo com 18 de jogo, quando o goleiro Lehmann foi expulso ao cometer falta em Giuly. Porém, tempos depois, aos 37, o zagueiro Campbell, de cabeça, fez Arsenal 1 a 0. Com um jogador a menos e na frente do placar, o time decidiu se defender de todas as maneiras possíveis. Porém, esse foi o grande erro de Wenger: jogar atrás, contra uma equipe como o Barcelona, em uma final de Liga dos Campeões, era arriscado demais.

No segundo tempo, o risco veio à tona quando Eto’o empatou aos 76. Apenas cinco minutos depois, um improvável gol de Belletti virou o jogo para o Barça e decidiu o placar: Barcelona 2×1 Arsenal. O time inglês perdia a chance de faturar sua primeira taça europeia e de se consagrar definitivamente como um dos melhores times da história.

Fim de uma equipe brilhante

A derrota na final da Champions culminou com o fim de uma era brilhante do Arsenal. O time, desde então, não ganhou nenhum título da Premier League ou da Champions e vive um incômodo jejum que parece não ter fim. Enquanto a bonança não vem, resta aos torcedores relembrarem sempre com nostalgia e alegria os feitos de um time que aliava a arte de jogar bola com a técnica e consciência tática do futebol. O Arsenal invencível e histórico é, sem dúvida alguma, um imortal do futebol.

Os personagens

Seaman: foi um dos maiores goleiros da história do futebol inglês e atuou de 1990 até 2003 no Arsenal, conquistando diversos títulos. Foi titular da seleção inglesa em 91 partidas. Muito seguro, David Seaman foi um dos grandes símbolos dos Gunners na década de 90.

Lehmann: chegou com a dura missão de substituir a lenda Seaman, mas deu conta do recado. Muito ágil e capaz de fazer defesas brilhantes, o alemão Lehmann rapidamente conquistou os torcedores. Seu único ponto negativo foi a expulsão na final da Liga dos Campeões de 2006, justo quando o Arsenal mais precisava dele.

Lauren: o camaronês Laureano Mayer, mais conhecido como Lauren, foi absoluto na lateral direita do Arsenal de 2000 até 2006. Foram mais de 150 jogos pelo clube londrino e atuações memoráveis na zaga do time. Ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2000 com a seleção de Camarões.

Kolo Touré: irmão de Yaya Touré, Kolo foi um dos grandes zagueiros do Arsenal de 2002 até 2009. Ótimo na defesa e também no meio de campo, como volante, o marfinense ganhou o coração da torcida com sua força de vontade e ótimo posicionamento. Ao lado de Campbell, fez uma das melhores zagas da Inglaterra.

Keown: foi outro grande zagueiro da Inglaterra, revelado pelo próprio Arsenal. Martin Keown atuou de 1993 até 2004 na equipe e pôde presenciar os melhores momentos do clube em sua história. Fez grandes partidas pelo time, mas começou a perder espaço com a chegada de Touré.

Campbell: brilhante zagueiro, ótimo no jogo aéreo, bom no posicionamento e com presença física. Sol Campbell foi a referência na zaga do Arsenal de 2001 até 2006. Seria o herói do título da Liga dos Campeões de 2006 com seu gol se o Barcelona não tivesse virado a partida e Lehmann não tivesse sido expulso. Mesmo com o drama naquela partida, brilhou nas conquistas dos Gunners, inclusive no épico título invicto do Campeonato Inglês de 2003/04.

Ashley Cole: joia criada no Arsenal, Ashley Cole despontou para o mundo jogando o fino no clube londrino. Preciso no apoio ao ataque, perfeito na defesa com desarmes fantásticos, e muito dedicado, Cole colecionou títulos no time de 1998 até 2006. Foi ídolo da torcida até se transferir, em 2006, para o Chelsea, o que custou uma perda de popularidade por grande parte dos torcedores. Mesmo assim, seu desempenho está marcado para sempre.

Ray Parlour: outro formado no Arsenal, Ray Parlour brilhou intensamente no meio de campo do Arsenal de 1992 até 2004. Seu brilho ficou ainda mais evidente com a chegada de Arsène Wenger, em 1996, quando Parlour passou a ter ainda mais liberdade no meio de campo, o que resultou em muitos gols. Participou de mais de 330 jogos pelos Gunners.

Edu: o jovem volante que despontou no Corinthians rapidamente se transferiu para o Arsenal, em 2001, para brilhar no time londrino. Muito seguro, com grande visão de jogo e ótimo na contenção, Edu foi uma peça chave para o Arsenal de 2001 até 2005, inclusive marcando gols decisivos.

Gilberto Silva: outro brasileiro brilhante no meio de campo do Arsenal, Gilberto Silva virou um monstro no clube inglês com atuações fantásticas, eficientes e quase perfeitas tecnicamente. Jogou de 2002 até 2008 no time e virou até capitão quando já estava consagrado. Além de ser ótimo no meio, ainda se arriscava no ataque graças a sua técnica, e marcava uns golzinhos de vez em quando. Foi um ídolo no time e um dos poucos brasileiros a conseguir imenso sucesso no futebol inglês.

Vieira: depois de passar por Cannes e Milan, foi no Arsenal que Vieira encontrou seu verdadeiro futebol e brilhou para o mundo inteiro ver. Técnico, altíssimo (1,93 m) e ótimo no jogo aéreo, era sinônimo de segurança e estilo no meio de campo da equipe. De 1996 até 2005 foram mais de 270 jogos pelo clube, além da braçadeira de capitão do time a partir de 2002, após a aposentadoria de Tony Adams.

Ljungberg: o sueco “tocou o terror” no Arsenal de 1998 até 2007 com atuações brilhantes como um ponta na equipe de Wenger. Muito rápido e habilidoso, Ljungberg marcou mais de 45 gols pelo Arsenal e formou um meio de campo primoroso nos anos de ouro da equipe.

Robert Pirès: o talentoso meia-atacante francês Pirès foi um dos grandes nomes do Arsenal de 2000 até 2006. Formou, ao lado de Ljungberg, Gilberto Silva e Vieira um meio de campo inesquecível no time de Wenger. Ajudou o Arsenal a construir a imagem de sempre contar com ótimos franceses em seu elenco, além de realizar partidas brilhantes e marcar 62 gols em 189 jogos pelo clube.

Fàbregas: o espanhol foi revelado pelo Barcelona, mas só virou uma estrela do futebol mundial jogando no Arsenal. Sob o comando de Wenger, Fàbregas virou um fenômeno e trouxe ainda mais qualidade ao meio de campo e ataque da equipe inglesa. Uma pena o jogador ter virado titular apenas tempo depois dos títulos conquistados em 2003 e 2004, pois poderia ter contribuído muito mais para a equipe. Deixou o Arsenal em 2011 para voltar ao Barcelona.

Bergkamp: o “homem de gelo” como ficou conhecido foi uma das peças fundamentais e geniais no ataque do Arsenal de 1995 até 2006. Foram mais de 87 gols pelo Arsenal e muitos passes para Henry brilhar no time. O próprio Henry descrevia o holandês como “um sonho como atacante”. Muito técnico, perfeito no posicionamento e decisivo, Bergkamp fez história no time inglês e ganhou para sempre o coração dos torcedores. Pelo medo de avião, Bergkamp ganhou dos companheiros o apelido de “holandês não-voador”. Leia mais sobre ele clicando aqui.

Van Persie: mais um holandês que brilhou no Arsenal, Van Persie chegou para substituir Bergkamp, que saiu do time em 2006. Com um faro de gol impressionante, Van Persie foi um dos maiores talentos do futebol holandês na década e se colocou entre os grandes artilheiros dos Gunners.

Henry: é o maior ídolo da história do Arsenal, com 228 gols em 376 jogos com a camisa dos Gunners. Rápido, matador e decisivo, Thierry Henry conquistou para sempre a torcida do Arsenal com muitos gols e atuações brilhantes. Foi o maior atacante do Campeonato Inglês de 2002 até 2004 e um terror para os zagueiros. Atuou no clube de 1999 até 2007. Conquistou quase todos os títulos possíveis, só faltando um caneco continental. Leia mais sobre ele clicando aqui.

Arsène Wenger (Técnico): podemos definir o Arsenal antes de Arsène Wenger e depois de Arsène Wenger, tamanha sua importância para a história e identidade do clube. Suas táticas e estilos mudaram para sempre o time londrino e fizeram os Gunners ser um dos maiores esquadrões do planeta, adeptos do futebol-arte e do domínio de jogo. Para sua trajetória no clube ser perfeita, faltou apenas uma taça da Liga dos Campeões. Mas ele, com certeza, está no coração dos torcedores pelo feito incrível de ter levado o Arsenal ao título inglês invicto. Esse, com certeza, será muito difícil de ser igualado.

*Sobre o autor

Guilherme Diniz é jornalista desde 2009 e decidiu criar o Imortais do Futebol em 2012, ao perceber que não existia em nenhum lugar informações detalhadas sobre times, seleções e craques sem ser em revistas esporádicas (e incompletas), textos dispersos na wikipedia ou em sites diversos. Com isso, ele criou o blog e foi alimentando-o dia após dia até transformar um hobby em um árduo trabalho que chegou a mais de 370 textos em apenas dois anos. Desde então, são mais de 540 textos que já viraram fonte de pesquisas, artigos e até temas de palestras de técnicos e professores. Além disso, o Imortais já cedeu alguns de seus textos para a ONG Worldreader e auxiliou vários verbetes da Wikipedia como fonte. O Imortais também possui perfis no Facebookno Instagram e no Twitter.