A International Board, guardiã das regras do futebol, estendeu a opção de cinco substituições por partida para a temporada 2020/21 (torneios que terminarão até 31 de julho do ano que vem, incluindo os internacionais), que também deve ter exigências físicas maiores aos jogadores por causa da pandemia de coronavírus. Cada campeonato terá autonomia para decidir se colocará a mudança em prática ou não.

A emenda foi aprovada para o retorno do futebol depois da paralisação porque os torneios teriam que ser disputados em um calendário congestionado para terminarem o mais rápido possível. A IFAB considerou que essas mesmas condições também se aplicarão para a próxima temporada, especialmente porque ela terminará com competições internacionais – Eurocopa e Copa América.

“O principal motivo pela emenda temporária foi o impacto no bem-estar dos jogadores de competições sendo disputadas em um período condensado de tempo e em diferentes condições climáticas (verão no hemisfério norte). Uma análise recente mostra que os motivos para a emenda permanecem válidos e que o impacto no bem-estar dos jogadores deve continuar”, afirmou a entidade.

As ligas europeias em andamento devem terminar ao fim de julho e alguns clubes se manterão em atividade durante agosto na Liga Europa e na Champions League. A próxima temporada deve começar em setembro. A fase de grupos da Champions será disputada a partir de outubro, em seis meios de semana consecutivos, reduzindo o espaço de respiro para ligas e copas. E não há a possibilidade de estender a temporada, com a Eurocopa e a Copa América no ano que vem.

Embora faça sentido em condições excepcionais como as atuais, a mudança não foi unanimidade. Clubes com menos recursos financeiros e, portanto, com elencos menores alegam que ela favorece clubes com mais opções no banco de reservas.

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