O Huddersfield sabia como seria o jogo com o Manchester City. Mesmo jogando em casa, o time se montou para defender com unhas e dentes, com um bom posicionamento, deixando a troca de passes do City longe da área. E o time fez quase tudo bem. Apesar do imenso domínio dos Citezens, o jogo ficou empatado até os 39 minutos, quando sofreu um gol de Raheem Sterling e que contou com um pouco de sorte, embora a jogada pudesse ter resultado em gol de qualquer forma. Os 2 a 1 levam o City a uma campanha ainda mais impressionante: 12 vitórias em 13 jogos, com um empate. Ainda invicto.

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Para o jogo, Pep Guardiola escolheu jogar em um 4-1-4-1, em vez do esquema com três zagueiros que foi muitas vezes utilizado nesta temporada. Sabendo que o time da casa montaria uma trincheira para defender-se, o técnico deixou dois jogadores fixos atrás e com os laterais avançando. Com a bola, o time tinha três atacantes de fato, três meio-campistas e os laterais ajudando na criação.

Como ideia, tudo bem, mas o problema é que o Huddersfield fez muito bem o seu trabalho. Tirou os espaços de modo voraz, marcando muito e mostrando, claro, um ótimo preparo físico e tático para o jogo. Como esperado, a posse de bola foi toda do Manchester City. Segundo a Opta Sports, o time de Guardiola terminou com 80% de posse de bola, contra, claro, 20% do Huddersfield.

Pouco antes de acabar o primeiro tempo, o Huddersfield conseguiu o que queria: um gol. Depois de Vincent Kompany afastar mal a bola para escanteio, Nicolas Otamendi acabou desviando para o gol em um cruzamento: 1 a 0.

Quem acabou sendo decisivo para a virada, já no segundo tempo, foi o atacante Sterling. Primeiro, porque, logo no primeiro minuto de jogo do segundo tempo, ele sofreu um pênalti – muito contestado pelo Huddersfield, aliás. Sergio Kun Agüero, com categoria, marcou: 1 a 1.

A jogada do gol veio aos 38 minutos. Sterling veio pela direita, tocou para De Bruyne, que passou em profundidade para Gabriel Jesus, que entrara há pouco. O atacante brasileiros se esforçou para finalizar, o goleiro defendeu, e a bola espirrou, bateu em Sterling, e entrou. Sim, uma jogada que contou com a sorte, embora ela tenha sido construída.

O que vale ressaltar é que o que o Huddersfield fez passou muito perto de ser o ideal. Foi muito bem durante todo o jogo, complicou muito o jogo do Manchester City e tornou o jogo do time adversário muito complicado. Foram 84 minutos de jogo em que quase tudo funcionou bem defensivamente. Veio o lance do gol, que acabou dando a vitória ao Manchester City.

Para um time que voltou à primeira divisão depois de 45 anos, o Huddersfield faz um papel bem decente. O time tem 15 pontos, em 11º lugar na tabela. Como qualquer time que sobe de divisão, a ideia é, antes de mais nada, não ser rebaixado. Pensando nisso, o time vai muito bem.

O Manchester City vai muito bem com suas 12 vitórias. São incríveis 37 pontos, com apenas um empate – curiosamente, contra o cambaleante Everton, mas foi no começo da temporada, quando o time emocionalmente não estava em frangalhos. Com 42 gols em 13 jogos, o time tem, de longe, o melhor ataque da competição. E vai mostrando força para disputar o título em todas as frentes.


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