“Eu tive 22 temporadas que começaram e terminaram. Acho que a parte difícil será quando a próxima não começar”. A última temporada terminou para Tim Howard. O jogador de 40 anos havia anunciado que se aposentadoria ao fim da participação do Colorado Rapids na Major League Soccer, confirmada, no último domingo. Com a derrota para o Los Angeles FC, a equipe ficou em nono lugar, fora da zona de playoffs.

Howard provavelmente merecia um final de carreira melhor. Quando saiu do Everton, no meio 2016, pegou o ano do Colorado Rapids em andamento e ajudou-o a chegar à final da Conferência Oeste. Nas três temporadas seguintes, porém, acostumou-se a buscar bolas no fundo das redes, atrás de uma das piores defesas dos Estados Unidos e sem sentir o gostinho da pós-temporada. Nesse mesmo período, foi titular na reta final da trágica campanha dos Estados Unidos nas Eliminatórias para a Copa de 2018, inclusive na fatídica partida contra Trinidad e Tobago que determinou que os americanos assistiram ao torneio russo do sofá de casa.

Porque, durante uma década, Tim Howard foi um embaixador do futebol dos Estados Unidos, um dos jogadores americanos que mais teve impacto na Premier League. Chegou para defender o Manchester United, procurando um novo goleiro confiável para a era pós-Schmeichel. Nesse período, conquistou seus únicos títulos por clubes, a Copa da Inglaterra de 2003/04 e a Copa da Liga de 2005/06. Ao fim daquela temporada, foi emprestado ao Everton, que acabou contratando-o em definitivo e o teve nas suas metas por 413 partidas e dez anos.

Na maior parte desse período, o Everton, sob o comando de David Moyes, ficava na parte de cima da tabela da Premier League e ele chegou a disputar 25 partidas de Liga Europa e Copa da Uefa. Sua participação europeia é ampliada pela passagem pelo Manchester United, quando chegou a jogar pela Champions League dez vezes. Na seleção americana, foram 121 jogos, entre 2003 e 2017, e três Copas do Mundo, duas atuando, uma como reserva (2006).

“Foi isso que eu sempre quis fazer: ter longevidade neste jogo e ser o melhor. Eu provavelmente olho para minhas melhores memórias do futebol e levo fase a fase. Cada time pelo qual joguei, há provavelmente um momento que se destaca para mim. A primeira vez que entrei em campo pelo meu país foi especial. Claro que o jogo contra a Bélgica na Copa do Mundo (quando bateu o recorde de defesas no Mundial, com 15). Tive grandes e especiais momentos ao longo do caminho, difícil escolher apenas um”, disse, ao LA Times.

Ao longo de mais de 20 anos, é realmente difícil escolher apenas um momento, então vamos com um compilado de grandes defesas de Tim Howard para homenagear sua grande e longa carreira.

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