Se a bela temporada que faz ainda não foi recompensada com uma convocação para a seleção inglesa, Mark Noble não pode reclamar de falta de reconhecimento em casa. O capitão do West Ham viu a fanática torcida dos Hammers lotar o Boleyn Ground nesta segunda-feira, em partida de homenagem ao jogador, que até hoje, aos 28 anos, defendeu apenas um clube. Não, o meio-campista não está se aposentando precocemente. O tributo desta tarde foi uma espécie de despedida simbólica do jogador mais longevo do elenco do estádio que, a partir da próxima temporada, não será mais a casa da equipe, que passará a atuar no Estádio Olímpico de Londres. Os holofotes, entretanto, ficaram com outras figuras da história do West Ham.

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Os 35 mil torcedores que lotaram o Boleyn Ground assistiram a um divertido duelo entre o atual elenco dos Hammers e um combinado de estrelas e ex-jogadores que defenderam as cores do clube. Entre os ilustres convidados, estavam Rio Ferdinand, Craig Bellamy e Dean Ashton. Este último, que se aposentou no clube em 2009, aos 26 anos, por causa de problemas persistentes de lesão, foi o grande destaque com o golaço mais bonito da tarde. A pintura, entretanto, não evitou a vitória por 6 a 5 do time atual do West Ham, que contou com a presença do ídolo do passado Paolo Di Canio.

Apesar do gol mais bonito ter sido do ex-atacante, nenhuma imagem irá se espalhar mais pelas redes sociais do que a protagonizada pelo goleiro Adrián, o terceiro do jogo. Pelo caráter festivo do encontro, o arqueiro espanhol saiu jogando com a bola, contando com a ajuda de alguns companheiros para que não perdesse a posse, atravessou todo o gramado e, com um chute cruzado, fez o gol mais inusitado que poderia acontecer na partida.

Mark Noble, o homenageado da tarde, também deixou o seu gol, mas o melhor saldo para ele dessa festa, além da presença maciça da torcida, foi o significado que ele tirou de todo o período de quase 12 anos em que está no clube, em entrevista ao Guardian: “Não há muitos de nós que ficam em um clube, nestes tempos, por mais de dez anos, especialmente no clube em que você foi revelado e pelo qual torce. (…) Quando você para e pensa, realmente é muito raro”.