A Holanda conseguiu uma inédita classificação à final da Copa do Mundo, em sua segunda participação no torneio. Nesta quarta-feira, na semifinal, venceu a Suécia por 1 a 0, com um gol na prorrogação, e garantiu seu lugar como adversária da toda poderosa seleção dos Estados Unidos. O jogo em Lyon foi decepcionante, especialmente se comparado ao que vimos no jogo de terça, a semifinal entre Estados Unidos e Inglaterra. Um gol de Jackie Groenen, no tempo extra, decidiu o duelo.

Primeiro tempo decepcionante

Suécia e Holanda chegaram à semifinal da Copa com altas expectativas. As holandesas tinham derrubado o forte Japão nas oitavas de final e a ascendente Itália nas quartas de final, este último tendo feito um ótimo jogo. A Suécia, por sua vez, derrotou o Canadá nas oitavas e venceu a favorita Alemanha, de virada, nas quartas. Mas a semifinal teve um duelo bem menos interessante.

Foram muitos erros de passe e poucas finalizações, menos ainda perigosas. A Holanda chutou cinco vezes, uma apenas no gol, e a Suécia três, duas no gol. Nenhum desses chutes foi uma chance clara de gol. Aliás, o primeiro tempo não passou nem perto de ter algo assim.

Goleiras em destaque no segundo tempo

A Holanda resolveu se colocar um pouco mais à frente no segundo tempo e a Suécia entrou no jogo. A etapa final da partida foi bem mais interessante e muito mais corrida. As goleiras tiveram que trabalhar e, só na segunda etapa, a holandesa teve que intervir em um chute perigoso e a sueca fez duas ótimas defesas. Em alguns momentos, vivemos um bate-rebate dentro da área, com a bola pipocando para ser chutada, e muitos bloqueios.

Frieza sueca

No primeiro tempo um pouco melhor em campo, a Suécia atacou mais e melhor na etapa inicial. Na segunda etapa, teve muito menos a posse de bola (contando apenas o segundo tempo, teve 38% contra 62% das holandesas), mas souberam se manter calmas, sem desalinhar o time, coletivamente forte. A Holanda, mesmo melhor, raramente teve espaço, ainda mais nas imediações ou dentro da área.

Gol, só na prorrogação

A Holanda era melhor já no segundo tempo, mas foi na prorrogação que a Holanda se impôs. Van de Donk tocou para a centroavante Miedema, mas Sembrant se antecipou para cortar e a bola sobrou para Groenen. Ela recebeu e, de fora da área, chutou firme, no canto, e marcou: 1 a 0. Um belo gol holandês.

Holanda gasta o tempo

A Suécia sempre pareceu tranquila no jogo, emocionalmente, mas perdendo na prorrogação, a situação se inverteu. Foram as holandesas que gastaram o tempo no segundo tempo da prorrogação e conseguiram manter o placar. A Suécia teve algumas chances, especialmente na bola parada, mas acabou não conseguindo fazer valer suas boas cobradoras e nem a boa capacidade no jogo aéreo. Na verdade, a Holanda até conseguiu contra-atacar e poderia ter ampliado.

Final à vista

A Suécia, uma seleção muito tradicional no futebol feminino, fica mais uma vez pelo caminho. Em três edições, as suecas chegaram às semifinais: 1991, 2003 e 2011. Em uma delas, passou à final, 2003, quando perdeu a finalíssima para a Alemanha. Sobra, como consolo, a busca pelo terceiro lugar. Suécia e Inglaterra se enfrentam em Nice, no próximo sábado, às 12h (horário de Brasília), com transmissão do SporTV.

A Holanda, campeã da Eurocopa de 2017, vai para a sua primeira final de Copa do Mundo. Será uma imensa zebra diante das americanas, já tricampeãs e que foram superiores a todas as adversárias nesta Copa do Mundo. Para quem já chegou até a final, por que não sonhar mais? O time comandado pela técnica Sarina Wiegman e com a atacante Lieke Martens, melhor do mundo em 2017, tentarão o feito no domingo, 12h, horário de Brasília. O jogo será transmitido pela Globo, Band, SporTV e Globoesporte.com.

Ficha técnica

Holanda 1×0 Suécia

Local: Parc Olympique Lyonnais, em Lyon
Árbitra: Marie-Soleil Beadoin (Canadá)
Gols: Jackie Groenen aos 9’/1TP (Holanda)
Cartões amarelos: Sherida Spitse, Danielle van de Donk (Holanda), Julia Zigliotti Olme (Suécia)

Holanda: Sari van Veenendaal; Desiree Van Lunteren, Stefanie Van der Gragt, Dominique Bloodworth e Merel van Dongen; Jackie Groenen, Danielle van de Donk e Sherida Spitse; Lineth Beerensteyn (Shanice Van de Sanden), Vivianne Miedema e Lieke Martens (Jill Roord). Técnica: Sarina Wiegman

Suécia: Hedvig Lindahl; Hanna Glas, Nilla Fischer, Linda Sembrant e Magdalena Eriksson (Joanna Andersson); Elin Rubensson (Julia Zigliotti Olme) e Caroline Seger; Sofia Jakobsson, Kosovare Asllani e Lina Hurtig (Madelen Janogy); Stina Blackstenius (Mimmi Larsson). Técnico: Peter Gerhardsson