Após mais uma derrota no Campeonato Brasileiro, o São Paulo segue em 19º lugar, na zona do rebaixamento. São 12 jogos, duas vitórias, três empates e sete derrotas, 25% de aproveitamento dos pontos. Com Paulo Autuori, o aproveitamento é ainda pior: um empate e quatro derrotas, só 6,6% de aproveitamento.

Se antes do campeonato começar o rebaixamento era impensável, passadas 13 rodadas (com o São Paulo tendo 12 jogos) a situação é bem diferente. O time está afundado na zona do rebaixamento e faz a sua pior campanha na história. Pior: historicamente, times com a mesma pontuação e na mesma posição do São Paulo a essa altura do campeonato brigaram para não cair.

O São Paulo tem nove pontos ganhos em 12 jogos disputados e ocupa a 19ª posição. Muito se diz que ainda falta muito tempo, é só a 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. O São Paulo tem um jogo a menos e, portanto, tem 12 jogos. Veja como estavam os times que ocupavam a posição do São Paulo, 19º, após a sua 12º partida das últimas edições do Campeonato Brasileiro. Os dados são a partir de 2006, quando a liga passou a ter 20 clubes.

2006: com 12 jogos, o 19º colocado era o Corinthians, com nove pontos, exatamente a mesma pontuação do São Paulo atual. O alvinegro escapou do rebaixamento com tranquilidade, com 53 pontos e em 10º lugar.

2007: América-RN era o 19º com sete pontos após seus 12 primeiros jogos. Foi o time que acabou com a pior campanha da história dos pontos corridos, rebaixado em último com 17 pontos.

2008: Com 12 jogos disputados, o Santos era o 19º colocado, com 8 pontos ganhos. O time escapou do rebaixamento por um ponto, terminando em 15º com 45 pontos.

2009: O Fluminense tinha 10 pontos e era o 19º colocado. Acabaria escapando do rebaixamento com uma campanha absolutamente fantástica nos últimos jogos, terminando em 16º com 46 pontos, um a mais que o Coritiba, primeiro rebaixado.

2010: Com 12 jogos, o Atlético Mineiro era o 19º colocado com 10 pontos. O Galo escapou do rebaixamento com 45 pontos, três a mais do que o primeiro time a cair, Vitória.

2011: O Avaí ocupava a 19ª posição, com sete pontos ganhos, depois de 12 jogos disputados. O time foi rebaixado em último lugar, com 31 pontos.

2012: Depois de doze jogos, o 19º colocado era o Atlético Goianiense, com oito pontos. O time acabaria rebaixado com 30 pontos e em 19º lugar.

De todos os casos, três  times caíram e quatro escaparam do rebaixamento. Os que escaparam eram times do grupo dos 12 grandes, o que certamente não é por acaso. Times grandes, até pela sua capacidade de investimento e normalmente por ter mais jogadores de qualidade que seus concorrentes ao rebaixamento, consegue somar alguns pontos que podem ser importantes. Além disso, em um jogo contra um time pequeno, na dúvida, a arbitragem apita em favor do time grande. Muitas vezes não por má intenção, mas porque alivia a pressão sobre ele mesmo. Mesmo assim, nem sempre isso é suficiente, como o Palmeiras pode experimentar na temporada passada. A torcida apoiou, o time tentou reagir no fim, mas o time caiu mesmo assim. E há casos, claro, de times que estava melhores nessa situação e caíram mesmo assim.

O elenco do São Paulo é fraco, mas outros até mais fracos estão à sua frente. Então, o que acontece? Além do caos político, que é muito complicado falar, um ponto fundamental é que os grandes jogadores do time não rendem. Rogério Ceni está mal, Ganso é uma sombra do que já foi, Luís Fabiano não consegue fazer gols importantes. O melhor do time é Jadson, que está longe de ser um craque, embora seja um jogador de ótimo nível. No mais, muitos garotos e jogadores que não se pode confiar. Alguns desses garotos que jogam no São Paulo talvez conseguissem render em um time mais ajeitado. Mas em um time em crise, não possuem condições de liderança, experiência e mesmo qualidade técnica para aparecerem. Talvez um ou outro consiga alguma coisa, mas é bem difícil.

O São Paulo tem que colocar as barbas de molho. A situação é ruim e a pressão pelos resultados é muito maior ainda do que seria para um time pequeno. Ser rebaixado não é mais uma possibilidade distante para o time presidido por Juvenal Juvêncio. E quanto antes o time e os torcedores perceberem isso, melhor.