Neste momento, a prioridade na seleção italiana é projetar o futuro. Após a frustração na repescagem das Eliminatórias e diante da ausência da Copa do Mundo, a renovação do elenco precisa começar desde já. Exatamente o que será feito por Luigi Di Biagio, treinador interino dos azzurri. Ainda assim, não dá para ignorar uma história como a de Gianluigi Buffon. E, ao menos neste momento, ela não está acabada. O goleiro participará dos amistosos contra Inglaterra e Argentina, que acontecem na próxima semana. A última imagem da lenda pela Nazionale não será marcada pelas lágrimas derramadas contra a Suécia.

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Por meses, Buffon traçou a Copa do Mundo como último grande objetivo de sua carreira. Desejava participar do Mundial pela sexta vez, um recorde, e só então considerava pendurar as luvas. Os planos, todavia, não foram tão dóceis com o craque. A eliminação diante dos suecos parecia marcar a despedida do veterano, que mesmo destroçado pelo sonho rompido não fugiu das responsabilidades e foi o porta-voz de seus companheiros. Apesar disso, havia tempo pela frente. E o camisa 1, sempre competitivo, não recusaria mais um chamado da equipe nacional. Tem a chance de ampliar seu recorde de 175 partidas com a Itália.

Ainda não se sabe até quando Buffon continuará sendo chamado – afinal, o goleiro segue sem confirmar a aposentadoria ao final da temporada. E, pelo visto, assim como aconteceu com Dino Zoff, enquanto estiver na ativa com a Juventus o camisa 1 permanecerá à disposição da seleção italiana. Que a renovação seja enfatizada, o futuro da meta azzurra não está comprometido, com Gianluigi Donnarumma e Mattia Perin despontando como dignos substitutos de Gigi. Nada mais justo, então, que se amplie um pouco mais a história inigualável do arqueiro.

Na defesa, embora tenha deixado em aberto sua aposentadoria, Giorgio Chiellini também segue em frente. Já Daniele De Rossi e Andrea Barzagli, de fato, se despediram da seleção. Além do zagueiro e do goleiro, os únicos acima dos 30 anos na lista são Leonardo Bonucci, Antonio Candreva e Marco Parolo. Em compensação, o sangue novo é evidente nos demais nomes.

As duas principais novidades se concentram no ataque. Grande revelação do Milan na temporada, Patrick Cutrone será observado de perto, apesar da concorrência de Andrea Belotti e Ciro Immobile. O garoto desbancou Mario Balotelli e Simone Zaza, especulados na imprensa local pelo bom momento com seus clubes. Já para as pontas, a aposta é em Federico Chiesa, jogando demais desde que se firmou no time principal da Fiorentina. Um jogador incisivo que faltou à Itália na repescagem – especialmente quando Lorenzo Insigne ficou no banco. Jorginho continua listado. Já a nova geração inclui ainda nomes como Gian Marco Ferrari, Daniele Rugani, Leonardo Spinazzola, Bryan Cristante, Roberto Gagliardini, Lorenzo Pellegrini e Simone Verdi.

Abaixo, a lista completa:

Goleiros: Buffon (Juventus), Donnarumma (Milan), Perin (Genoa)

Defensores: Florenzi (Roma), Zappacosta (Chelsea), Spinazzola (Atalanta), De Sciglio (Juventus), Darmian (Manchester United), Bonucci (Milan), Chiellini (Juventus), Rugani (Juventus), Ferrari (Sampdoria)

Meio-campistas: Pellegrini (Roma), Jorginho (Napoli), Verratti (PSG), Cristante (Atalanta), Bonaventura (Milan), Gagliardini (Inter), Parolo (Lazio)

Atacantes: Chiesa (Fiorentina), Verdi (Bologna), Candreva (Inter), Belotti (Torino), Immobile (Lazio), Insigne (Napoli), Cutrone (Milan)