O movimento começou com Colin Kaepernick, então quarterback do São Francisco 49ers, e ganhou maiores proporções recentemente quando virou alvo de críticas do presidente americano Donald Trump. Jogadores do futebol americano, a maioria negros, estão se ajoelhando durante o hino nacional para protestar contra injustiça social e o que consideram racismo e violência da polícia dos Estados Unidos.

LEIA MAIS: Torcida do Galatasaray usa máscaras de Gomis em apoio ao atacante após caso de racismo

Neste fim de semana, a Alemanha decidiu mostrar solidariedade aos jogadores do futebol americano. Mais especificamente, o Hertha Berlim. Antes da derrota por 2 a 0 para o Schalke 04, no último sábado, os titulares do clube ajoelharam-se no círculo central, acompanhados pela comissão técnica e os reservas na linha lateral, enquanto o sistema de som do estádio Olímpico de Berlim – que foi usado e construído pelos nazistas para as Olimpíadas de 1936 – passava a mensagem:

“Berlim é colorida. Por essa razão, juntamos forças com o protesto dos nossos colegas americanos e tomamos uma posição contra a discriminação. Por uma Berlim tolerante, agora e no futuro”. No Twitter, o clube acrescentou: “O Hertha Berlim apoia a tolerância e a responsabilidade. Por uma Berlim tolerante e um mundo de mente aberta”.

O capitão do time, o norueguês Per Skjelbred, afirmou, segundo a AP, que o time queria tomar uma posição contra o racismo. O marfinense Salomon Kalou, outro estrangeiro dos dez que defenderam o Hertha Berlim contra o Schalke, de oito nacionalidades diferentes, além do técnico húngaro Pál Dárdai, disse que a ideia partiu do time. “Hertha sempre está contra o racismo. Se pudermos lutar contra isso como time, e como cidade, então é algo que queremos fazer. Queremos enfrentar o racismo e sempre vamos lutar contra esse comportamento”, disse, segundo a ESPN britânica.

O protesto teve apoio da diretoria do Hertha Berlim. “Vivemos em um tempo em que os clubes de futebol, sempre debaixo de holofotes, precisam descobrir uma maneira de se posicionarem, isso está em sintonia com os valores e a filosofia do Hertha Berlim”, disse o diretor-esportivo do clube, Michael Preetz. “Estou aqui há 21 anos e sempre fomos contra a discriminação de qualquer tipo e contra o racismo”.

O único americano do elenco do Hertha Berlim é Jonathan Klinsmann, nascido na Califórnia, filho do ex-técnico da seleção dos Estados Unidos e ídolo alemão, Jürgen Klinsmann. Ele não foi relacionado para o jogo contra o Schalke 04.