Vencedor da Champions League pelo Barcelona em 2009, Thierry Henry pediu paciência ao PSG em seu projeto de conquistar a Orelhuda. Após anos de investimento pesado e fracasso após fracasso, a equipe parisiense vê a pressão crescer, mas o ídolo francês aponta que não basta ser muito bom para vencer a concorrência tão pesada e numerosa.

Novo treinador do Montreal Impact, Henry concorda que o PSG está bem estruturado e conta com excelentes jogadores em seu elenco para buscar a taça, como Verratti, Mbappé, Cavani, Neymar. Para ele, no entanto, só isso não basta.

“Não é só porque você tem jogadores muitos, um treinador muito bom ou um dono muito bom que você ganhará a Champions League. Não é só isso”, opinou, em declaração publicada pelo L’Équipe.

“Quando você olha as últimas equipes que ganharam a Champions, são sempre os mesmos nomes que surgem. O Manchester City também gostaria de vencê-la. O Arsenal nunca a conquistou. Há muito tempo que a Juventus não a ganha. Isso não é dado a todo mundo, não é fácil”, reiterou Henry.

Para o ex-atacante, por mais que o Paris Saint-Germain tenha investido e por melhores que sejam seus jogadores, o clube e os torcedores precisarão ter paciência. O investimento feito até agora é apenas a base, e trata-se de demonstrar consistência para ter alguma chance de vencer a competição.

“Sim, o Paris pode ganhar a Liga dos Campeões, mas muitas equipes querem ganhá-la. Seria bom para o futebol francês que o clube se tornasse um grande da Europa. Existem grandes jogadores no PSG, mas este também é o caso para muitas outras equipes. Sejamos pacientes.”

O Paris Saint-Germain conseguiu alcançar as quartas de final nas edições entre as temporadas 2012/13 e 2015/16. No entanto, desde então, não passou das oitavas em 2017, 2018 e 2019.

Embora nenhum indício oficial de debandada tenha sido dado, com os fracassos contínuos a imprensa francesa já começou, durante o verão europeu, a especular a retirada de investimento por parte do Catar, que ainda por cima negocia a compra de outros clubes, como Leeds, na Inglaterra, e Roma, na Serie A italiana.