O playoff do rebaixamento é um dos momentos mais dramáticos da Bundesliga a cada ano. Desta vez, o Werder Bremen foi o protagonista deste duelo dramático. E em casa, o time da Bundesliga deu cores dramáticas com um empate por 1 a 1 com o Heidenheim. No jogo de volta, a disputa foi novamente muito parelha e com muito drama. Depois de sair em vantagem no começo, tomou o empate no fim do segundo tempo, fez o segundo nos acréscimos e os mandantes ainda arrancaram o empate. No final, o 2 a 2 deu a vitória no duelo ao Werder Bremen pelos gols fora de casa.

O primeiro gol do jogo saiu cedo, o que já deu as cores do confronto. Em uma jogada trabalhada pelo meio pelo Bremen, o zagueiro Norman Theuerkauf chutou para trás de uma maneira inexplicável e acertou o ângulo do próprio gol: 1 a 0. Com um gol a favor, e um gol fora de casa, a atuação ficou bem mais confortável para o time que lutava para permanecer na primeira divisão alemã.

O primeiro tempo foi muito apagado do time da casa. O Heidenheim só deu um chute a gol, e não acertou o alvo. O Werder, melhor em campo, chutou seis vezes e acertou cinco delas. Os mandantes ficaram um pouco mais com a bola, mas a diferença não foi tão significativa para ser sentida em campo. Os visitantes eram melhores em campo.

À frente no placar, o Werder Bremen começou o segundo tempo pisando no acelerador. Nos primeiros 15 minutos, criou chances que poderiam ter definido o confronto. Foram seguidas vezes dos alviverdes chegando ao ataque, criando chances e fazendo o goleiro Kevin Müller trabalhar. Não foram poucas as vezes que o arqueiro precisou intervir.

Melhor no jogo, o Werder Bremen pareceu diminuir o ritmo, até por não ter conseguido o gol. Davy Classen chegou a se aproximar do gol em um chute colocado, que buscava o ângulo. Embora fosse melhor em campo, a vantagem no placar era pequena e o time não estava conseguindo terminar bem as jogadas. Não só em finalizações, mas as jogadas finais não estavam saindo redondas.

Só que aos 39 minutos, o Heidenheim estava jogado ao ataque. Tobias Mohr avançou pela esquerda e passou pela marcação com uma facilidade incrível, todo mundo só olhando o meio-campista conduzir a bola até a entrada da área e soltar uma bomba de pé esquerdo. A bola explodiu na trave e voltou para o meio, bateu em Tim Kleindienst e entrar: 1 a 1, no susto.

Tudo parecia que se encaminharia para um drama ainda maior. O Heidenheim, sonhando com a primeira divisão pela primeira vez na sua história, se empolgou e pressionou. Sem conseguir criar chances claras, o time partiu para cima e tentou o que pôde. Só que em um contra-ataque, o Werder Bremen jogou um balde de água fria.

Em um lançamento nas costas da defesa, Fin Bartels recebeu sozinho, na cara do goleiro Müller. Ele não foi fominha, porém. O goleiro saiu em cima dele, que permaneceu de cabeça erguida vendo quem chegava. E quem chegava era o lateral esquerdo Ludwig Augustinssen, que finalizou de primeira, com o gol aberto. Foi com emoção, porque a bola tocou no travessão e entrou. O gol, do 2 a 1 no placar, cravava a permanência do Bremen na primeira divisão. Não havia mais tempo para reverter o resultado.

Mas houve ainda tempo de mais um gol. O cronômetro já marcava 51 minutos do segundo tempo quando o lateral Theodor Selassie puxou Tobias Mohr, dentro da área. O árbitro Felix Brych apontou a marca da cal. Tim Kleindienst cobrou com categoria e marcou: 2 a 2. Nem deu para comemorar. O jogo acabaria logo em seguida e o Werder Bremen comemoraria a permanência. Comemoraram menos do que provavelmente se o jogo acabasse com o gol de Augustinsson.

O Werder Bremen sobrevive, na bacia das almas, ao playoff do rebaixamento. Precisará melhorar muito para continuar na primeira divisão no próximo ano e precisará fazer muito melhor. O Heidenheim, por sua vez, mostrou força ao superar o Hamburgo, que nem ao playoff foi, e agora precisará retomar do zero. Pelo potencial que mostrou, pode repetir o sucesso.