Eden Hazard foi a grande contratação do Real Madrid para esta temporada, mas o belga passou longe de comer a bola como estava fazendo pelo Chelsea. Começou longe da melhor forma, sofreu lesões, disputou apenas 15 jogos, com um gol e uma assistência e, antes da paralisação, havia quebrado o tornozelo, o que poderia ter encerrado precocemente sua primeira campanha com os merengues.

Não que fosse possível ter qualquer outra avaliação, mas, com sinceridade, Hazard admitiu em entrevista à emissora de televisão belga RTBL que sua primeira temporada com o Real Madrid foi ruim e que ele espera ser julgado a partir da segunda.

“Foi ruim, mas não totalmente ruim”, disse. “É uma temporada de adaptação. Serei julgado na segunda. Depende de mim estar em boa forma no próximo ano. O grupo é bom. Para mim, está sendo uma grande experiência. De qualquer forma, tenho quatro anos de contrato”.

No momento da lesão, havia uma dúvida em relação ao tratamento. Em caso de cirurgia, Hazard poderia até mesmo ficar fora da Eurocopa de 2020 que seria disputada nos próximos meses. Segundo o belga, sua ideia sempre foi chegar recuperado à competição e ficou decepcionado que ela acabou adiada por causa da pandemia de coronavírus.

“Eu tinha planejado jogá-la. Agora, teremos mais um ano, o que é uma pena. Creio que para a torcida é difícil porque querem ver um torneio internacional todos os verões. Mas acredito também que há prioridades na vida”, disse. “Eu faria o que fase necessário para estar em forma desde as primeiras partidas. Eu teria trabalhado muito para isso. Teria chegado em boa forma acontecesse o que acontecesse. Teria falta de ritmo, mas qualidade não se perde”.

Confinado em casa como quase toda Madrid e Espanha, Hazard afirmou que está bem, recuperando-se da lesão, e que pode começar a trabalhar um pouco mais duro, apesar das preocupações com a COVID-19.

“Não digo que não possa me contagiar, mas estou dentro de casa, não vejo ninguém. Não podemos ver ninguém. Tenho um pouco de medo, como todos os outros, mas tenho especialmente de transmitir para os demais, isso é o mais delicado. Temos pessoas das quais precisamos cuidar. Eu fico preocupado com as pessoas mais doentes, que têm mais problemas”, completou.