O mau começo de temporada fez muita gente acreditar que o Chelsea faria campanha extremamente decepcionante nesta temporada do Campeonato Inglês. Por paus ou por pedras, contudo, os ajustes feitos por Antonio Conte no decorrer da atual campanha já se fazem sentir. Mas de nada adiantaria o técnico italiano mudar qualquer coisa nos Blues se os jogadores não estivessem evoluindo. E estão, como mostrou a virada categórica sobre o Newcastle, para 3 a 1. Aliás, talvez um jogador esteja aparecendo mais do que todos os outros: Eden Hazard, fundamental na rápida inversão do resultado.

Houve razões para temer em Stamford Bridge. Principalmente quando o Newcastle aproveitou uma desatenção da defesa para abrir o placar, aos 12 minutos. Marcos Alonso recuou errado tentando mandar a bola para Thibaut Courtois, o goleiro belga precisou dividir a bola com Jacob Murphy, e ela ficou à feição para Dwight Gayle completar e fazer 1 a 0. Desde então, a pressão dos Blues em busca do empate foi forte. Quanto antes a igualdade viesse, melhor.

Já poderia ter vindo aos 20 minutos: num cruzamento, Andreas Christensen cabeceou na trave. E segundos depois, enfim, o Chelsea teve o que precisava, graças à primeira aparição decisiva de Hazard. Marcos Alonso mandou a bola para a área, e ela ainda foi interceptada, mas o meio-campista belgaestava pronto para um chute de primeira, no ângulo direito, sem chances de defesa para o goleiro Karl Darlow.

Não demorou muito, e veio a virada, aos 33. Victor Moses dominou a bola na direita, em frente a Mikel Merino. Tentou cruzar da primeira vez, mas não conseguiu. Tudo bem: na segunda, a bola mandada pelo atacante nigeriano encontrou a cabeça de Álvaro Morata para o 2 a 1.

No segundo tempo, coube a Hazard sacramentar a vitória e confirmar seu protagonismo. Aos 29 minutos, Cesc Fàbregas lançou, e antes que Moses pudesse fazer qualquer coisa com a bola na área, Matt Ritchie o derrubou. O camisa 10 dos Blues cobrou com estilo – uma cavadinha que deslocou Darlow para o canto oposto – e garantiu o 3 a 1 do Chelsea. Agora, resta a espera para ver se um tropeço do Manchester United, contra o Arsenal, reaproximará a equipe da disputa pelo posto de “concorrente do Manchester City”.