Kai Havertz tentará escrever uma história no Chelsea que corresponda à aposta feita pelo clube em seu futebol. Aos 21 anos, o meia deixou seu talento expresso tantas vezes na Alemanha, mas sabe que enfrentará um nível de exigência maior na Premier League. Uma das razões que motivam o novato, porém, é seu próprio apreço pelos Blues. O prodígio explicou que o Chelsea era seu time preferido fora do país enquanto crescia e que a presença do agora técnico Frank Lampard, um de seus ídolos de infância, pesou bastante em sua escolha.

“Lampard teve um grande impacto na minha decisão. Eu amei o Chelsea por toda a minha vida e sempre gostei do time quando era criança, então não foi muito difícil para mim tomar esta decisão. O Chelsea é um grande clube e sou muito grato por estar aqui agora. É um grande projeto e adoro jogar ao lado de jogadores jovens”, declarou Havertz, ao site do Chelsea. Havertz nasceu em 1999, sem muita idade para ver os primeiros sucessos dos Blues com José Mourinho. Em compensação, pôde curtir a recuperação do clube na virada da década passada.

Uma das influências decisivas para Havertz acompanhar o Chelsea foi Michael Ballack. Craque da seleção alemã enquanto o garoto crescia, o meia não teve uma passagem tão gloriosa por Stamford Bridge – diante das expectativas que existiam. Ainda assim, superou os 150 jogos e participou da conquista da Premier League em 2009/10. Era um dos nomes importantes na formação de Carlo Ancelotti, contribuindo com gols e assistências. Aquela foi a última das quatro temporadas em que o alemão jogou pelos Blues.

Havertz usa Ballack como um de seus espelhos, até pela posição em que atuam e pelo início da carreira no Bayer Leverkusen. O novo talento é mais habilidoso que o antecessor, mas a aptidão de ambos para balançar as redes excede o que os meias costumam produzir. Até por isso, Havertz se inspira nos vídeos de Ballack. E a mudança para Londres pode ajudá-lo a superar o que fez o veterano no Chelsea.

“Ballack era um jogador muito importante, também jogou pelo Leverkusen e pelo Bayern de Munique. Sempre foi um herói quando era mais jovem. Gostava muito dele como jogador e ele atuava na mesma posição que eu. Era um meio-campista que fazia muitos, muitos gols e logicamente eu tento anotar tantos gols quanto ele. Sou grato por jogar no clube em que ele atuou”, afirmou Havertz.

Havertz atuou nas duas primeiras partidas do Chelsea na Premier League. Titular na vitória contra o Brighton, jogou também no primeiro tempo diante do Liverpool. Pouco acionado enquanto esteve em campo, utilizado como falso nove, seria substituído no intervalo – para que Lampard recompusesse a zaga após a expulsão de Andreas Christensen. O alemão não comprometeu na derrota por 2 a 0, mas também não entregou muito. Sua adaptação à Premier League deve vir aos poucos. De qualquer forma, os sonhos dos tempos de criança podem ajudar a motivá-lo neste processo.