Superga, Itália, 4 de maio de 1949, com o Torino. Munique, Alemanha, 6 de fevereiro de 1958, com o Manchester United. Lima, Peru, 8 de dezembro de 1987, com o Alianza Lima. La Unión, Colômbia, 28 de novembro de 2016, com a Chapecoense. Periódica e infelizmente, o futebol é vitimado por histórias tristes de equipes que encontram seu fim num desastre aéreo. Seja com alguns sobreviventes carregando as marcas das tragédias (caso do Manchester United e da Chapecoense), seja matando todos a bordo (casos de Torino e Alianza Lima), quedas de avião enchem o futebol de pranto, esporadicamente.

Há exatos 30 anos, uma tragédia aérea atingiu em cheio o futebol da Holanda – mais precisamente, um dos mais longínquos mananciais de talentos que acabam defendendo o país europeu: a colônia de jogadores com ascendência ou local de nascimento no Suriname. O país da América do Sul (“futebolisticamente”, da América Central – joga pela CONCACAF) que foi colônia holandesa entre 1667 e 1954, e só ficou definitivamente independente em 1975, chorou a morte de vários integrantes do “Onze Colorido”, combinado que estreitou as relações do futebol entre a antiga colônia e a antiga metrópole.

Clique e leia o texto no Espreme a Laranja, projeto do jornalista Felipe dos Santos Souza sobre futebol holandês.