O Napoli formou um dos grandes esquadrões da década de 1980, não há questionamentos quanto a isso. Conquistar o Scudetto tinha um peso enorme e os celestes foram capazes de completar o feito duas vezes. No entanto, o histórico dos napolitanos na antiga Copa dos Campeões é curto. Foram duas eliminações precoces: logo na primeira fase de 1987/88, sucumbindo ao Real Madrid da Quinta del Buitre, que construía seu penta no Espanhol; e na segunda etapa de 1990/91, diante de um Spartak Moscou cheio de jovens talentos, em um momento no qual o próprio timaço italiano lidava com seu declínio. De qualquer forma, as decepções na Champions não significam que Maradona, Careca e companhia deixaram em branco sua página de façanhas europeias. Pelo contrário, a rechearam com o memorável título da Copa da Uefa de 1988/89, alcançado há exatos 30 anos.

Vale lembrar que, naqueles tempos, a Copa dos Campeões reunia apenas os clubes realmente vencedores de seus campeonatos nacionais. E que existisse ainda a Recopa Europeia, para os times consagrados nas copas nacionais, a Copa da Uefa era muito mais forte que a atual Liga Europa. A terceira competição continental reunia as equipes logo abaixo da primeira colocação nas ligas, exceção feita àquele que tivesse faturado a copa nacional. Desta maneira, o nível do torneio se aproximava da própria Champions.

Basta lembrar que o Napoli só perdeu o Scudetto em 1987/88 após uma disputa alucinante com o Milan, em que a reta final apertadíssima pendeu ao time de Arrigo Sacchi. Enquanto os rossoneri construíram sua hegemonia na Champions a partir daquele ano, os celestes foram limitados à Copa da Uefa. E fariam jus à oportunidade. Havia uma concorrência fortíssima, que incluía Atlético de Madrid, Ajax, Benfica, Dynamo Dresden, Bordeaux e outras potências nacionais da época. A Alemanha Ocidental tinha cinco clubes, impulsionada pelo Bayer Leverkusen (campeão em 1988) e pelo Bayern de Munique. Ainda assim, o favoritismo recaía naturalmente sobre a Itália. A liga mais forte do planeta era representada também por Internazionale, Juventus e Roma.

O Napoli precisou lidar com os problemas internos, após a derrocada na Serie A 1987/88. Os jogadores publicaram um comunicado à imprensa declarando seus entraves com o técnico Ottavio Bianchi e deixavam claro que o presidente Corrado Ferlaino sabia do descontentamento. No entanto, o cartola não admitiu o motim. Preferiu manter Bianchi no cargo e se desfez de atletas importantes que se opunham ao comandante – incluindo o meio-campista Salvatore Bagni e o atacante Bruno Giordano. A partir de então, uma nova relação precisou ser construída nos vestiários e os celestes conseguiram aparar as arestas para seguir gastando a bola.

Consequência natural das vendas, o Napoli também trouxe vários reforços para a nova temporada. O sistema defensivo ganhou o goleiro Giuliano Giuliani, destaque do Verona nos anos anteriores, e o zagueiro Giancarlo Corradini, bastião do Torino ao longo da década. Já no meio, chegavam o jovem Massimo Crippa, em ascensão também no Toro, e Luca Fusi, que ganhou as primeiras convocações enquanto defendia a Sampdoria. Além do mais, a federação italiana passou a permitir a contratação de um terceiro jogador estrangeiro. Foi quando chegou Alemão, volante da seleção brasileira que estava no Atlético de Madrid.

Os novatos se somavam à base fortíssima do Napoli. Alessandro Renica, Ciro Ferrara, Fernando de Napoli e Andrea Carnevale continuavam formando a espinha dorsal dos celestes. A dose de talento, contudo, se concentrava em um binômio: Maradona e Careca. Diego ainda desfrutava de sua melhor forma, brilhante na condução daquele timaço. Tinha um dos melhores centroavantes do mundo ao seu lado, complemento perfeito entre talento e presença de área. O brasileiro seria especialmente destrutivo naquela caminhada.

O Napoli não teria vida fácil desde o princípio da Copa da Uefa. Pegou vários times que conquistaram suas ligas nacionais naquele período. E o PAOK, campeão grego três anos antes, surgiu como o primeiro desafio. As tabelinhas entre Careca e Maradona desnortearam a defesa alvinegra, mas o gol só sairia graças a um pênalti. Após um carrinho criminoso sobre o brasileiro, o argentino converteu, garantindo a vitória por 1 a 0. Com a vantagem, o empate por 1 a 1 em Salônica se tornou suficiente. Careca abriu o placar graças a um lançamento espetacular de Maradona. Já no segundo tempo, Georgios Skartados empatou ao PAOK, mas a equipe treinada pelo holandês Rinus Israël não iria além.

O sarrafo do Napoli aumentou um pouco mais nos 16-avos de final. Os italianos encararam o Lokomotive Leipzig, em ascensão no futebol da Alemanha Oriental. A equipe mesclava jogadores da seleção local com algumas boas promessas, menção honrosa a Olaf Marschall. Os napolitanos precisaram recobrar o prejuízo no antigo Zentralstadion. Matthias Zimmerling abriu o placar para os anfitriões, aos 24 do segundo tempo. Três minutos depois, ao menos, os visitantes garantiram o empate por 1 a 1. Lançamento de Maradona para Careca cruzar na linha de fundo e o lateral Giovanni Francini aparecer como um matador, concluindo às redes.

Já no San Paolo, Francini outra vez garantiu o alívio aos italianos. O primeiro gol saiu com dois minutos. Maradona cobrou falta lateral e o defensor concluiu de cabeça, subindo com liberdade dentro da área. Os celestes bombardeavam a meta do Leipzig e chegaram ao segundo tento na etapa complementar, em combinação parecida. Maradona fez um levantamento frontal e Francini saiu de frente para o gol, mas parou no goleiro René Müller. O rebote bateu nas pernas de Heiko Scholz, que mandou contra o próprio patrimônio. Festa dos sulistas com o triunfo por 2 a 0.

Se já não tinha mais a força de anos antes, o Bordeaux seguia como um dos clubes mais respeitados do Campeonato Francês. Aimé Jacquet era o técnico da potência, que reunia diversos jogadores dos Bleus, encabeçados por Jean Tigana. Além disso, os girondinos se valiam de talentos estrangeiros e Enzo Scifo já era reconhecido internacionalmente. Apesar da encrenca enorme nas oitavas, o Napoli se saiu bem. Os italianos facilitaram seu caminho já na ida, aturando a pressão no Estádio Jacques Chaban-Delmas e vencendo por 1 a 0.

O gol decisivo aconteceu logo aos cinco minutos. Jogadaça de Carnevale, que entortou o marcador e bateu no cantinho. Crippa também ajudou, aparecendo no meio do caminho e atrapalhando o goleiro Dominique Dropsy. O Napoli criou chances para mais. Maradona carimbou o travessão em uma cobrança de falta e teve um gol corretamente anulado, enquanto Careca parou em um milagre de Dropsy. Mas, vale dizer, a violência também interferiu no duelo. Em um lance no qual sobraram pontapés, Fernando De Napoli e Alain Roche receberam o vermelho. O francês deu uma pancada em Maradona com bola rolando, antes que o italiano revidasse. Durante a volta, os partenopei não decepcionariam o clima pulsante no San Paolo. O caminho se abriu no primeiro tempo, quando Jean-Christophe Thouvenel foi expulso por uma cotovelada em Crippa. Em vantagem numérica, os anfitriões criaram suas chances, mas o 0 a 0 já carimbou a passagem.

Pela força do Calcio, era praticamente impossível que o Napoli não se cruzasse com outro clube italiano na Copa da Uefa. Internazionale e Roma caíram nas oitavas de final. Os nerazzurri perderam para o Bayern de Munique, em revés que os ajudou a se concentrarem na busca do Scudetto. Já os giallorossi foram superados pelo Dynamo Dresden, principal equipe da Alemanha Oriental antes da queda do Muro de Berlim. Assim, sobrava a Juventus. E justamente os bianconeri surgiram no caminho do Napoli naquele instante, rumo às quartas. A Velha Senhora convivia com a entressafra provocada desde o fim da geração de Michel Platini. Mas não que fosse um adversário fraco. Dino Zoff comandava a equipe cheia de jogadores de seleção, incluindo Alessandro Altobelli, Luigi de Agostini e Stefano Tacconi. Os estrangeiros eram representados pelo português Rui Barros e pelo soviético Oleksandr Zavarov – além de Michael Laudrup, reserva no jogo de ida.

A pedreira culminou na primeira derrota do Napoli, durante a visita a Turim. A Juventus construiu uma excelente vantagem de 2 a 0, ainda no primeiro tempo. Pasquale Bruno abriu o placar com um míssil de fora da área. E, pouco antes do intervalo, Giancarlo Corradini desviou um cruzamento contra as próprias redes, ampliando aos rivais. O Estádio Olímpico oferecia um ambiente fantástico e, apesar das tentativas dos napolitanos em recobrarem o prejuízo, o goleiro Tacconi manteve a sua meta invicta. Por mais que tivessem uma equipe superior, os partenopei dependeriam de um pequeno milagre no Estádio San Paolo.

Uma das noites mais inesquecíveis daquele Napoli se viveu em 15 de março de 1989, no reencontro com a Juventus. A atmosfera no San Paolo era elétrica, entre os fogos de artifício que ganharam os céus e o barulho ensurdecedor da multidão. Em campo, os celestes não demoraram a corresponder. O primeiro gol veio logo aos dez minutos. Pasquale Bruno cometeu um pênalti sobre Careca, sobre o qual os juventinos reclamaram bastante. Maradona não quis nem saber e converteu. Os dois times criavam chances, mas os napolitanos eram mais agressivos e ganharam a recompensa aos 45. Alemão roubou uma bola no campo de ataque e passou para Carnevale, que acertou um tirambaço de fora da área, vencendo Tacconi.

A vantagem parcial no primeiro tempo já assegurava o troco necessário ao Napoli. De qualquer forma, o time não podia ceder gols e necessitava de mais um tento para evitar a prorrogação. E, durante a etapa complementar, Tacconi se deu melhor contra os atacantes celestes. Forçou o tempo extra. Os minutos se arrastavam na meia hora final. As equipes se resguardavam e a definição parecia mais propensa aos pênaltis. Todavia, a torcida aguardava um épico no San Paolo. E um épico teria, com a vitória por 3 a 0 definida no último lance do segundo tempo da prorrogação. No 120° minuto, a bola pipocou na área juventina, sem que a defesa afastasse totalmente. Careca dominou na direita e ganhou de Bruno na corrida. Então, fez o cruzamento e o líbero Alessandro Renica fuzilou de cabeça. O carnaval napolitano começou naquele momento, com fogos de artifício saltando das arquibancadas. Já ao apito final, uma explosão, pelo triunfo emocionante sobre os rivais.

Na sequência, o Napoli iniciou sua turnê pela Alemanha Ocidental. E o Bayern de Munique se colocava como o obstáculo nas semifinais. Os bávaros viviam um momento de transição, após o tricampeonato nacional emendado até 1985/86, e viram alguns de seus destaques saírem. De qualquer forma, era preciso respeitar o gigante, treinado pelo ascendente Jupp Heynckes. Klaus Augenthaler era o esteio dos alvirrubros, compondo a defesa ao lado de jogadores com Hans Pflügler e Raimond Aumann. Também despontavam jovens como Olaf Thon e Stefan Reuter. Já na frente, a referência era Roland Wohlfarth, artilheiro do clube naqueles anos. Apesar da presença de vários atletas da seleção, ainda um plantel aquém do Napoli.

E isso ficou claro desde o primeiro jogo, no Estádio San Paolo. O Bayern não foi páreo ao esquadrão. Cabe dizer que Giuliano Giuliani operou um milagre quando o placar ainda estava zerado. Mesmo assim, os celestes não se abalaram e construíram o confortável triunfo por 2 a 0. O primeiro gol saiu aos 41 minutos. Maradona deu uma levantadinha na bola, a zaga não afastou e Careca disparou, batendo no contrapé do goleiro Aumann. Já na segunda etapa, após uma bola na trave, Carnevale definiu o placar. Maradona cruzou da direita e o atacante subiu livre, dando uma excelente vantagem aos italianos.

O segundo jogo das semifinais ganhou ares lendários. Novamente, por causa de Maradona. O espetáculo começou ainda durante o aquecimento, com suas embaixadinhas mais célebres. A combinação perfeita entre a habilidade e a música parecem ter contagiado o camisa 10 também quando o apito do árbitro assinalou o início da partida. Diego tratou de destroçar o sistema defensivo do Bayern, com seus dribles em alta velocidade e seus passes magistrais. Que a arbitragem tenha sido extremamente favorável aos alemães, condescendente com as pancadas sobre o argentino, nem isso foi capaz de pará-lo. Ele revidou as entradas duras e também se deu melhor na bola.

O primeiro tempo terminou sem gols, apesar das muitas tentativas. Maradona viu Aumann salvar de maneira milagrosa uma cobrança de falta, espalmando a bola que seguia em direção ao ângulo. Além disso, Maradona e Careca se combinaram em uma linda tabelinha, mas o tento de cabeça do meia terminou anulado por impedimento. O Bayern, por sua vez, não era mero espectador. Os alemães foram para cima e confiavam principalmente no jogo aéreo. Perderam algumas chances claras de abrir o placar, além de exigirem duas defesaças de Giuliani antes do intervalo.

O festival de gols ficou para a etapa complementar. O Napoli saiu em vantagem aos 16 minutos. Norbert Nachtweih furou a bola dentro da área e, quando tentava proteger, foi desarmado por Maradona – em lance no qual o lateral reclamou de falta. O craque só rolou para Careca completar. Naquele momento, o Bayern precisava de quatro tentos. Empatou aos 18, com Wohlfarth punindo o erro de Giuliani em um cruzamento. Porém, os celestes retomaram a dianteira aos 31. Muito mais perigosos nos contragolpes, os visitantes iam criando chances. Careca já tinha perdido um gol feito, até anotar o segundo. Maradona partiu com o campo livre e deu um lançamento perfeito ao companheiro, saindo de frente para o gol. Desta vez ele não perdoou. Por fim, Reuter chutou de fora da área e decretou o empate por 2 a 2, mas a verdade é que os napolitanos mereciam a vitória. Teriam duas chances claríssimas anuladas por impedimentos inventados pela arbitragem. A classificação, independentemente disso, era italiana.

O último desafio do Napoli era outro clube alemão-ocidental. O Stuttgart não era exatamente o mais cotado de seu país, mas vinha revigorado por uma campanha na qual eliminou o Dynamo Dresden nas semifinais e também contava com um timaço. Lenda da seleção holandesa, Arie Haan fazia um bom trabalho como treinador. A defesa tinha como pilares o goleiro Eike Immel, o capitão Guido Buchwald e o líbero Karl Allgöwer, todos presentes em competições internacionais com o Nationalelf. O iugoslavo Srecko Katanec carregava o piano no meio, enquanto o promissor Maurizio Gaudino e o rodado islandês Ásgeir Sigurvinsson eram os responsáveis pela criação. Já na frente, muitos gols com Fritz Walter (este, apenas homônimo do capitão da seleção em 1954), embora a confiança recaísse sobre Jürgen Klinsmann. Aos 24 anos, o atacante vinha de temporadas avassaladoras com os suábios, já despontando rumo à Copa do Mundo.

O problema do Stuttgart foi lidar com o desfalque de Klinsmann no primeiro jogo das finais, realizado na Itália. E, sem a sua maior preocupação, o Napoli pôde derrotar os visitantes por 2 a 1. Como era de se imaginar a uma ocasião desse calibre, o San Paolo estava abarrotado. A torcida empurrava os celestes, e seria necessária para reerguer a equipe no primeiro tempo. Afinal, um frango do goleiro Giuliani permitiu que os alemães-ocidentais abrissem a contagem aos 17 minutos. Gaudino chutou forte de fora da área, mas o arqueiro deveria fazer uma defesa protocolar rente ao chão. Calculou mal seu posicionamento e permitiu que a bola espirrasse em seus braços. A virada só começou no segundo tempo.

O Napoli partiu para a pressão e empilhou chances desperdiçadas. A bola cruzava seguidamente a área do Stuttgart, sem que ninguém mandasse para dentro. Assim, o empate veio aos 22, graças a um pênalti discutível – e com a “mão de Deus” novamente entrando em ação. Maradona dominou uma bola com o braço e chutou, também contra a mão de Günther Schäfer. O árbitro só viu o segundo toque e, na marca da cal, o craque converteu. A decisão ficou pegada, com os dois times se estranhando. Até que o placar fosse definido aos 42. Foi um lance de raça. Maradona recebeu de Carnevale e aplicou um chapéu no marcador, antes de cruzar. Careca apareceu, oportunista, e depois do domínio truncado, bateu por baixo de Immel. A vantagem era excelente.

Na volta, cerca de 70 mil torcedores encheram as arquibancadas do Neckarstadion – muitos deles italianos, que pegaram a estrada rumo ao norte do continente. O Stuttgart vinha motivado pelo retorno de Klinsmann, mas desta vez não contaria com Buchwald na defesa. E, apesar da necessidade dos anfitriões, o Napoli não ficou atrás do placar em nenhum instante. Ao longo de uma noite intensa, segurou o empate por 3 a 3. Enquanto a defesa conteve a pressão inicial dos suábios, Alemão tratou de abrir o placar aos 17 minutos. O volante arrancou da intermediária, tabelou com Careca e invadiu a área para tocar na saída de Immel. Klinsmann deixou o seu aos 27, desviando uma cobrança de escanteio. Entretanto, a cinco minutos do intervalo, Maradona aproveitou uma rebatida na área adversária e, de cabeça, cruzou a bola para Ciro Ferrara retomar a vantagem.

O Stuttgart partiu para cima na etapa complementar, em busca dos três gols que necessitava naquele momento. Abriu-se aos contra-ataques e Maradona resolveu a parada, garantindo o terceiro tento aos 17 minutos. Após uma bola longa, Careca aparou de cabeça e Diego disparou. Jogada com a assinatura do craque, que deu um corte seco no marcador e esperou o momento certo para devolver a Careca. Um passe fabuloso, que deixou o artilheiro em condições excelentes para marcar. Ao final, o Stuttgart até buscou a igualdade, entre um gol contra de Fernando de Napoli e uma cabeçada de Olaf Schmäler, esta já aos 44. Nada que impedisse a festa dos napolitanos. Milhares de torcedores aguardaram o retorno dos heróis ao aeroporto de Nápoles, oferecendo uma recepção fabulosa.

A conquista do Napoli, ainda hoje, figura como uma das mais emblemáticas da Copa da Uefa. A difícil jornada dos celestes valorizou a competição, assim como o desempenho absurdo de Careca e Maradona. O centroavante anotou seis gols e preponderou na fase final. Enquanto isso, o camisa 10 acumulou assistências e chamou a responsabilidade para si em grandes jogos. Fica a memória indelével de uma dupla espetacular. E isso tudo em uma temporada bastante desgastante dos napolitanos. O time chegou à final da Copa da Itália, derrotado pela Sampdoria, e também foi vice-campeão da Serie A. Manteve a perseguição à Internazionale durante quase toda a caminhada, embora os tropeços no segundo turno tenham permitido aos nerazzurri se distanciar. Ao final da campanha, enfim, Ottavio Bianchi encerraria seu ciclo vitorioso no San Paolo.

A redenção do Napoli na Serie A, de qualquer forma, não tardaria. Depois de dois vices, o time retomou o topo do campeonato em 1989/90. Outra vez, exibindo a fúria de Maradona e Careca em sua linha de frente. Os celestes só não conseguiram conseguiram defender o bi na Copa da Uefa, eliminados nas oitavas de final pelo Werder Bremen. Seria o troco dos alemães-ocidentais.