Há 30 anos, a Libertadores via uma de suas cenas mais épicas

Hugo De León, a taça conquistada e o sangue escorrendo: uma imagem excelente para sintetizar o espírito da Libertadores

Não se assiste completamente a uma final de campeonato sem se esperar a entrega da taça. Um momento especial que muitas vezes resulta em cenas célebres. Diz a cultura popular que Bellini foi o pioneiro a levantar um troféu. Nos últimos tempos, Cafu declarando seu amor a Regina e Eric Abidal erguendo a Champions após vencer um câncer foram as mais marcantes. E, há exatos 30 anos, a Libertadores tinha sua cerimônia mais emblemática.

Se o torneio sul-americano é caracterizado pela raça, Hugo De León eternizou essa mentalidade em uma imagem. O rosto ensanguentado do capitão, depois de uma verdadeira batalha contra o Peñarol no Estádio Olimpico, marcou a primeira conquista continental do Grêmio. Um dos maiores zagueiros uruguaios da história que, assim como muitos de seus pares, teve como um de seus principais traços a entrega em campo.

A peculiaridade sobre o fato é que, apesar da luta que marcou a partida contra os carboneros, o sangue não foi causado por nenhum lance dentro de campo. Antes de levantar a taça da Libertadores, De León a apoiou na cabeça. Um prego exposto na base do troféu fez o estrago no couro cabeludo do defensor.

Pouco importa a razão. O sangue e a taça foram unidos no mesmo momento, naquela que é considerada uma das maiores partidas da história do Grêmio. Mais do que isso, uma das grandes cenas da Libertadores, que talvez, por si só, já sirva para traduzir o que é o torneio.

Sobre os 30 anos da conquista do Grêmio, vale também conferir a ótima série feita pelos amigos do Impedimento.