Para quem vê a realidade atual do Paris Saint-Germain, partes do passado do clube parecem um tanto quanto vazias. Mas quem se lembra sabe a representatividade que Ronaldinho Gaúcho teve no clube. O garoto de 21 anos chegou após longa disputa com o Grêmio, uma promessa a se afirmar em um clube secundário do cenário europeu. Não conquistou títulos. Mas encantou multidões. Enquanto esteve no Parque dos Príncipes, conseguiu construir o seu reinado, embora também tenha vivido os seus altos e baixos. Saiu do clube deixando saudades, para se transformar no melhor do mundo em Barcelona.

A estreia de Ronaldinho no PSG aconteceu há exatos 15 anos: em 4 de agosto de 2001, o clube da capital empatou por 1 a 1 com o Auxerre. Início modesto em uma primeira temporada que não deixou tantas lembranças boas. O meia marcou 13 gols em 48 partidas, mas alternou durante um bom tempo entre a titularidade e o banco de reservas. Também teve problemas com Luis Fernández, criticado pela indisciplina e pela vida noturna. Ao menos os percalços no clube não atrapalharam sua presença na Copa de 2002, quando deu sua contribuição.

Já a volta de Ronaldinho para a temporada seguinte sublinhou o craque que realmente era. Os números nem impressionam tanto, com 12 tentos em 38 aparições. Todavia, o nível do futebol do camisa 10 subiu exponencialmente. Naqueles meses, o gaúcho protagonizou atuações mágicas, especialmente contra Olympique de Marseille e Bordeaux, ovacionado de pé no Parc des Princes. Faltou mesmo só a taça, com o vice na Copa da França, diante do Auxerre. Mas, naquele momento, Paris já tinha ficado pequena para o bruxo. Barcelona seria o seu destino a partir do segundo semestre de 2003.

Que esteja distante de ser um grande ídolo, Ronaldinho marcou o seu nome no PSG. O que vale é a magia. E isso não faltou ao jovem, que chegou mais próximo do topo enquanto fazia das suas na França. Vale relembrar: