O Boca Juniors terá novo técnico em 2019. Guillermo Schelotto deixou a equipe depois da derrota para o River Plate na final da Libertadores – tem tudo acertado para dirigir o Los Angeles Galaxy, nos Estados Unidos, segundo o Los Angeles Times. Como substituto, o Boca Juniors escolheu Gustavo Alfaro, 56 anos, que estava no Huracán. Um técnico que ficou a cinco matérias de se formar engenheiro químico e que tem uma marca forte na carreira: pragmatismo.

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Estava prestes a se formar engenheiro químico, faltando apenas cinco matérias, mas se profissionalizou como jogador de futebol em 1988 pelo Atlético Rafaela naquele ano. O clube jogava uma liga local, mas tinha conseguido o acesso à segunda divisão, por isso se profissionalizou. O meio-campista jogou até 1992 no clube, se aposentando precocemente para assumir outra função: a de técnico, no mesmo clube, naquele mesmo 1992, aos 30 anos de idade.

De 1992, no início da sua carreira de treinador, até 2000, trabalhou sempre na segunda divisão argentina. Ficou próximo do acesso em duas ocasiões: em 1994/95, quando foi eliminado nas semifinais pelo San Martín de Tucumán; em 1996/97, com o Quilmes, que ficou fora pelo saldo de gols; de volta ao Atlético Rafaela, em 1999/00, caiu outra vez nas semifinais. Seu primeiro trabalho na divisão principal da Argentina foi com o Belgrano, mas o time sofreu com ele no comando e o técnico foi demitido. Em 14 jogos, só duas vitórias, cinco empates e sete derrotas.

Foi com o Olimpo, em 2001/02, que Alfaro deu o grande salto na carreira. Subiu com o Olimpo. Depois, subiu também com o Qilmes, em 2003. Mais do que isso: levou o time à Libertadores com o desempenho em 2004, disputando naquele mesmo ano a Sul-Americana e em 2005 a Libertadores.

Com o bom trabalho, foi para o San Lorenzo em 2005, mas a sua passagem pelo clube de Almagro foi desastrosa. Em seu primeiro trabalho em um time grande, deixou o clube rapidamente. Foi para o Arsenal de Sarandí em 2006 e conquistou seus dois principais títulos na carreira: a Copa Sul-Americana de 2007 e o torneio clausura de 2012, com uma passagem pelo Rosario Central entre um título e outro. Passou também por Tigre, Gimnasia La Plata e estava no Huracán desde o meio de 2017.

No Boca Juniors terá a sua segunda oportunidade em um time grande, e que foi finalista da Copa Libertadores e também vem de boas temporadas na Argentina, com os títulos em 2015, 2016/17 e 2017/18. Com um elenco recheado, o técnico ainda deve ter orçamento para algumas contratações. Com o seu histórico, é de se esperar um time seguro defensivamente e que esteja sempre bem posicionado em campo. Alfaro terá a chance da sua vida de um grande trabalho em um dos maiores clubes do país.

Nesta quarta-feira, ele será apresentado como novo treinador dos xeneizes, um dia antes do início da pré-temporada do clube. Curiosamente, 30 anos depois de estar prestes a se formar como engenheiro químico, Alfaro ganha a chance da sua vida na carreira no futebol.