River Plate (ARG)
Juan Aurich (PER)
San José (BOL)
Tigres (MEX)

Depois de voltar a brilhar no continente em 2014 com o título da Copa Sul-Americana e começar 2015 com o título da Recopa, o River Plate agora quer retomar o seu lugar de time importante também na Libertadores. Chega também com a confiança do título argentino no primeiro semestre de 2014. Terá como adversários dois times que tem se acostumado a jogar a Libertadores, como Juan Aurich e San José, mas que não têm nem de longe o mesmo peso, além do Tigres, adversário mexicano que é sempre perigoso.

O favorito

River Plate

O River Plate é favorito por léguas nesse grupo. O time conquistou o título argentino, da Sul-Americana e da Recopa nos últimos 12 meses. Chega com confiança e força para buscar o tri da Libertadores. É verdade que o River tem um histórico de decepções quando é favorito no principal torneio das Américas, mas desse grupo consegue passar.

O jogão

River Plate x Tigres
2ª rodada, 5 de março, 19h15, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires

River Plate x Tigres, em 5 de março, pode dizer muita coisa sobre o decorrer da chave. Será a segunda rodada, e talvez os argentinos tenham tropeçado na estreia contra o San José, na altitude de Oruro. Atuar em casa contra o único clube com nível técnico semelhante ao seu é um ótimo teste para os portenhos. E também nos permitirá ver até onde o Tigres podem chegar.

O craque

Marcelo Barovero, River Plate

Marcelo Barovero é goleiro, e goleiro raramente é taxado de craque. E certamente é exagerado para o do River Plate, mas a importância dele para a equipe vai muito além de sua posição e de sua qualidade técnica. O camisa 1 riverplatense ganhou a braçadeira de capitão por seu espírito de liderança e a capacidade de crescer nos momentos decisivos. Pode não ser um goleiro espetacular, mas é capaz de definir partidas.

Señor Libertadores

Joffre Guerrón

Joffre Guerrón não virou o jogador que poderia. Teve passagens sem sucesso por Getafe, Cruzeiro e Atlético Paranaense antes de chegar ao Tigres. Mas sua participação no título da Libertadores da LDU em 2008 será sempre sua referência. Com sue velocidade e potência física, conseguiu reter a bola e fazer o tempo passar em uma decisão que parecia do Fluminense e foi eleito o melhor jogador do torneio.

Fator campo

Estádio Jesús Bermúdez, em Oruro

É um grupo geograficamente muito espalhado, e isso pode favorercer demais os mandantes. Todos os times terão de fazer longas viagens, até com mudança de inverno-verão no caso das partidas envolvendo o Tigres. Nesse contexto, a equipe que realmente se beneficia mais é o San José e seus quase 3,7 mil metros de altitude de Oruro. O River Plate, para a estreia na Bolívia, até resolveu poupar vários jogadores titulares já imaginando que a capacidade de jogar nos Andes é mais importante que a qualidade técnica.

O clichê

Os times mexicanos não ligam para a Libertadores

Alguém vai sacar o “Os times mexicanos não ligam para a Libertadores” na primeira atuação ruim do Tigres. E, de fato, é possível que a compatição continental não seja a prioridade da equipe de Monterrey. Os felinos estão apenas na oitava posição do Clausura mexicano e não podem desperdiçar pontos para passar ao mata-mata. Como a Liga MX é financeiramente muito mais farta que a Libertadores, é normal ela se tornar prioridade. Mas as atuações ruins do Tigres falam mais sobre a incompetência gerencial da Conmebol em tornar a Libertadores um torneio rico do que sobre o eventual desinteresse ou falta de qualidade do time mexicano.

Fique de olho

Téo Gutiérrez, Gio Simeone, Rafael Sóbis e Junior Ross

O grupo tem alguns jogadores que merecem atenção pelo potencial ou porque sempre despertam interesse pelo que podem fazer. O River Plate tem o polêmico colombiano Teo Gutiérrez e a revelação Giovanni Simeone, filho do técnico do Atlético de Madrid. O Tigres conta com Rafael Sóbis, que certamente aparecerá na lista de compras de algum clube brasileiro no final do ano. E o Juan Aurich tem Junior Ross, que já foi tido como grande promessa do futebol peruano e até passou pela Alemanha, mas hoje é apenas mais um jogador que não explodiu como se imaginava.

Curiosidade

Edgar Balbuena

Edgar Balbuena até já foi esquecido por muitos no Brasil, mas ele foi um dos “Señor Libertadores” que o Corinthians contratou quando achava que apenas um elenco com rodagem internacional poderia tirar o clube do jejum continental. O lateral e zagueiro paraguaio tinha experiência de Libertadores com Cerro Porteño e Libertad, mas não coneguiu ajudar o clube paulista em sua obsessão internacional. Depois do Brasil, foi para o Juan Aurich, passou pelo Independiente del Valle e retornou ao time peruano.