Emelec (EQU)
Internacional (BRA)
Universidad de Chile (CHI)
The Strongest (BOL)

O Inter arrancou o terceiro lugar do Campeonato Brasileiro na última rodada e garantiu a sua passagem à fase de grupos de forma direta, mas isso não facilitou muito o caminho. Os adversários deste grupo 4 são complicados, sendo dois deles campeões nacionais, o Emelec e a Universidad de Chile. Os dois fizeram campanhas importantes nos seus país e chegam fortes para a Libertadores. O Strongest não é um time tão forte quanto os demais, mas está longe de uma galinha morta como um dia já foi. O time de Pablo Escobar é muito forte em La Paz, por causa da altitude, mas também tem complicado ao nível do mar. Em 2014, chegou às oitavas de final justamente porque soube complicar.

O favorito

Internacional

O time é brasileiro, um elenco com alguns jogadores caros, embora não tantos quanto há alguns anos, e falta de conhecimento dos adversários. Tudo isso fará o Inter ser considerado o grande favorito do Grupo 4, embora algumas ressaltas precisem ser feitas. O time é bicampeão da América em tempos recentes, é verdade – levanto a Copa em 2006 e 2010 -, mas é um time em reconstrução sob o comando de Diego Aguirre, com uma defesa ainda insegura e tem um grupo complicado pela frente. Emelec e Universidad de Chile não são apenas times com tradição em disputas sul-americanas, mas também são bons times, com boas campanhas recentes. E o Strongest, mesmo não sendo uma potência do tamanho dos rivais, tem o fator campo e uma clara evolução do futebol boliviano a seu favor – lembremos que o Bolívar foi semifinalista na temporada passada.

O jogão

Emelec x Internacional
18 de março, 4ª rodada, 19h45, no estádio George Capwell, em Guaiaquil

Como o grupo é equilibrado, este será um confronto com ares de decisivo. Na terceira rodadas, os dois times se enfrentarão em Porto Alegre, o que já deve ser um jogo bastante importante. Na quarta rodada, é possível que tenhamos um duelo que defina muito mais as coisas. Como o Emelec já mostrou em 2014, na Copa Sul-Americana, sabe complicar bastante as coisas para adversários fortes. O próprio Emelec é um  time para ser observado de perto e o Inter precisará estar em alto nível para conseguir vencer.

O craque

Andrés D’Alessandro

Capitão, ídolo e com larga experiência e currículo de títulos. D’Alessandro é o líder não só pelas características de falar muito em campo, organizar o time com ou sem a bola. É um líder técnico, capaz de decidir jogos, o que lhe confere grande respeito. E na Libertadores, mais ainda. Até porque ele tem experiência no torneio por outros clubes que passou, como o River Plate, seu clube de formação. No próprio inter, levou o título de 2010 sendo protagonista. Ganhou também a Sul-Americana e a Recopa. É a reserva de talento do Internacional e, aos 33 anos, certamente pensa em levantar outra taça. Se ele estiver no seu melhor, o Inter pode certamente ir mais longe.

Señor Libertadores

Diego Aguirre

Diego Aguirre marca o gol do título do Peñarol em 1987
Diego Aguirre marca o gol do título do Peñarol em 1987

Diego Aguirre tem muita história com a Libertadores. Como jogador, foi o grande nome da conquista do Peñarol em 1987, marcando o gol do título. Estava no Internacional que disputou a Libertadores de 1989, uma das derrotas mais doídas do Colorado na competição. Sabe o que é ganhar, mas também sabe o que é perder. Como técnico, levou o mesmo Peñarol à final em 2011, mas acabou derrotado pelo Santos. É alguém que tem história e vivência na Libertadores. Se isso será suficiente é difícil dizer. O Inter ainda não se encontrou nem mesmo no Campeonato Gaúcho, mas ainda é muito cedo. Aguirre terá que usar o seu conhecimento de Libertadores para tomar os atalhos enquanto monta o Inter. Na última vez que o Colorado teve um técnico estrangeiro também era uruguaio, Jorge Fossati em 2010, e ele acabou demitido, embora estivesse na semifinal. O time acabaria campeão nas mãos de Celso Roth.

Fator campo

Estádio Hernando Siles, La Paz

Pablo Escobar lidera o Strongest, que joga no estádio Hernando Siles, em La Paz (AP Photo/Juan Karita)
Pablo Escobar lidera o Strongest, que joga no estádio Hernando Siles, em La Paz (AP Photo/Juan Karita)

Inegavelmente o campo mais difícil de ser encarado. O time do Strongest não é nenhum esquadrão, embora esteja longe dos times que viraram piada nos anos 1990, e a torcida não é uma loucura tão grande que transforme o estádio em uma panela de pressão. Mas a altitude de 2.600 metros é um fator sempre muito importante. Tanto que o Strongest costuma fazer dos seus mandos a sua maior arma. O efeito costuma ser forte nos adversários.

O clichê

Emelec é um time violento

Jogar contra o Emelec no estádio George Capwell, em Guaiaquil, é muito difícil. Mas é difícil porque o Emelec é um time de alta intensidade, de muita velocidade e, sim, de alguns jogadores de qualidade, como é o caso de Pedro Quiñonez, capitão do time no meio-campo. Só que os brasileiros, especialmente, costumam reclamar muito da arbitragem quando vão até lá. É verdade que os árbitros na América do Sul os árbitros muitas vezes são caseiros, como foram no jogo do Emelec com o Corinthians, nas oitavas de final de 2012. Mas é verdade também que os times ficam querendo se defender, tomam pressão e tentam culpar a arbitragem. Mais do que a arbitragem, o que falta aos times que vão até Guaiaquil é jogar mais e reclamar menos.

Fique de olho

Sebastian Martínez Muñoz, Universidade de Chile

O volante de 21 anos surgiu como o substituto Marcelo Díaz, quando o jogador da seleção chilena foi vendido para o Basel, da Suíça. Assumiu a posição com tranquilidade e se tornou destaque do time. É um volante de bom nível técnico e considerado uma promessa do futebol chileno. Esteve no Mundial sub-20 de 2013 e já foi convocado uma vez para a seleção chilena principal. É um jogador de boa qualidade e tem potencial para crescer.

Curiosidade

Retrospecto do Inter contra o Emelec

O grupo é equilibrado, mas o retrospecto do Internacional com o Emelec é altamente favorável. São seis jogos, quatro vitórias do Inter e dois empates. Para um grupo que promete muito equilíbrio, se o Inter conseguir manter o desempenho poderá avançar sem muito susto.