Atlético Mineiro (BRA)
Independiente Santa Fe (COL)
Colo Colo (CHI)
Atlas (MEX)

O sorteio colocou um grupo que é difícil apontar os classificados. O Atlético Mineiro, como campeão de 2013 e um dos melhores times do Brasil em 2014, chega como favorito, mas a tarefa é complicada. O Colo Colo se classificou como o campeão do Clausura em 2014 e foi o terceiro colocado no último Apertura, atrás apenas da campeã Universidad de Chile e do Santiago Wanderers. Tem um ataque experiente com Esteban Paredes e Humberto Suazo, além do meio-campista Beausejour, todos jogadores de seleção chilena. O goleiro é o veterano Villar, da seleção paraguaia. Já o Atlas chegou à Libertadores como terceiro melhor da fase de classificação do Apertura mexicano, em um time que se destacou por jogar e deixar jogar. Um dos destaques é chileno: o meio-campista Rodrigo Millar, de 33 anos. Só a viagem para Guadalajara já deve cansar os adversários, que terão que lidar com uma equipe que joga em velocidade. Por tudo isso, o grupo é difícil definir e deve ter uma disputa bastante acirrada pelas duas vagas nas oitavas de final.

Favorito

Atlético Mineiro

O Cruzeiro foi incrível em sua conquista do Brasileirão, mas Minas Gerais não teria sido considerada a capital do futebol brasileiro em 2014 se não fosse pelo título fantástico do Atlético Mineiro em 2014. Não só conta com jogadores que mesclam qualidade e experiência, como Victor, Josué, Dátolo e Lucas Pratto, como também tem se especializado em competições de mata-mata. O bom início no Campeonato Mineiro, com três vitórias em três jogos, resultado do maior tempo de preparação na pré-temporada, deixou a equipe no ponto para o pontapé inicial da Libertadores, da qual é um dos favoritos não apenas de sua chave, mas também ao título.

Jogão

Independiente Santa Fe x Atlético Mineiro (3ª rodada, 18/03)

O futebol colombiano tem crescido e teve em 2014 um ano de destaque, tanto com jogadores, a seleção e seus clubes. Portanto, o fato de o Independiente ter levado o título do Campeonato Colombiano no fim do ano passado automaticamente o coloca como o adversário mais difícil que o Atlético Mineiro terá pela frente na fase de grupos. Experiente, a equipe de Santa Fe chega à sua terceira disputa de Libertadores consecutiva. Na última edição, foi às semifinais, e o acúmulo de experiência, junto da pressão que a torcida exercerá ao receber um dos últimos campeões, torna o duelo da terceira rodada imperdível.

Craque

Jesús Dátolo

Após deixar o Boca Juniors em 2009 e fracassar em decolar sua carreira na Europa, Dátolo chegou ao Internacional em 2012 e, após um ano e meio na equipe, não correspondeu às expectativas. No Galo, porém, encontrou seu melhor futebol e cresceu demais no ano passado. Individualmente, foi o jogador de maior destaque na conquista da Copa do Brasil, e o poder ofensivo atleticano passa por seus pés. Pode decidir partidas com um passe preciso, com sua velocidade e dribles ou então na bola parada. É a arma mais perigosa com que Levir Culpi conta.

Señor Libertadores

Josué

Mais experiente e dono da carreira mais longeva dentro do elenco do Atlético Mineiro, Josué é também o único jogador do clube a conquistar duas vezes a Copa Libertadores. Foi peça fundamental no São Paulo campeão de 2005, fazendo a famosa dupla de volantes com Mineiro, e chegou ao Galo em 2013, em meio à disputa da edição daquele ano. Foi inscrito a partir das oitavas de final, aproveitou a lesão de Leandro Donizete e conquistou a titularidade no restante da campanha do título inédito. Sua experiência no torneio já foi um dos fatores para a sua chegada há dois anos. Somando a isso as duas últimas participações com o Galo, conhece todos os atalhos da competição.

Fator campo

Independência

A casa adotada pelo Atlético Mineiro teve papel essencial na conquista da Libertadores de 2013. Naquela edição, a relação do time e da torcida com o estádio se estreitou, e em diversos momentos era nítida a sintonia entre as arquibancadas e os jogadores na hora de ditar o ritmo de um jogo. O título da Copa do Brasil apenas reforçou a mística do Independência como um dos estádios mais difíceis. O Galo tem suas peças importantes, mas o trunfo do time é a entrega e a maneira elétrica como atua, e, no Horto, a massa sabe muito bem como catalisar essa energia.

Clichê

Colombianos e chilenos jogam e deixam jogar

Apesar das escolas colombiana e chilena terem fama de apresentarem um futebol leve e de toque de bola, tanto Independiente Santa Fe quanto Colo Colo tiveram campanhas defensivamente muito seguras nos seus campeonatos nacionais. O Santa Fe levou o título do Clausura 2014 com a segunda melhor defesa da liga colombiana, com 13 gols sofridos em 18 jogos. No Apertura 2015, foram só seis jogos e quatro gols sofridos. O Colo Colo, no Chile, também se destacou pela boa defesa. No Apertura que terminou em dezembro, foram só 11 gols sofridos em 17 jogos. Apesar das escolas onde estão, achar que são times que deixarão jogar pode ser um erro.

Fique de olho

Omar Pérez (Independiente Santa Fe)

Omar Pérez, do Independiente Santa Fe
Omar Pérez, do Independiente Santa Fe

O argentino Omar Pérez é o cérebro do perigoso Independiente Santa Fe. Aos 33 anos, o armador tem a experiência e a inteligência de que o time precisa para superar a campanha de semifinal do ano passado e buscar sua primeira conquista de Copa Libertadores. Pérez já é conhecido da torcida do Galo, tendo marcado o único gol da derrota do Santa Fe por 2 a 1, no Independência, na fase de grupos da última edição. Bicampeão com o Boca Juniors em 2000 e em 2001, viu do banco as conquistas e espera ter a chance de chegar à terceira como protagonista em vez de espectador.

Curiosidade

Retrospecto positivo do Galo contra chilenos

O jogo de estreia contra o Colo Colo será o primeiro do Atlético Mineiro em Libertadores contra o mais tradicional time do Chile. No entanto, no que depender do retrospecto do Galo contra chilenos, o peso da camisa do adversário não importará muito. Não são tantos, mas dos seis duelos contra equipes do país, o Atlético venceu quatro e perdeu apenas um. Em dois deles, goleou. Primeiro contra o Unión Española, em 1978, por 5 a 1, e depois contra o Cobreloa, por 6 a 0, justamente no último desses encontros, em 2000. Se estava atento a esses números, o Colo Colo deve ter tido um esforço redobrado na preparação para a estreia.