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Por Daniel Souza e Guilherme Bianchini

Cidade: Pamplona (Navarra)
Estádio: El Sadar (18.375)
Técnico: Jagoba Arrasate (Espanha)
Posição em 2019/20: 10º (52 pontos)
Títulos: 0
Projeção: meio de tabela
Principais chegadas: Raúl Navas (Z, comprado em definitivo da Real Sociedad), Juan Cruz (LE/Z, Elche), Lucas Torró (V/MC, Eintracht Frankfurt) e Enric Gallego (A, comprado em definitivo do Getafe)
Voltaram de empréstimo: Brandon Thomas (A/PD, Girona)
Principais saídas: Estupiñán (LE, pertence ao Watford), Toni Lato (LE, pertence ao Valencia), Fran Mérida (MC, Espanyol), Rober Ibáñez (MD/ME, emprestado ao Leganés) e Arnáiz (ME/A, pertence ao Leganés)
Time-base (4-4-2): Sergio Herrera; Nacho Vidal, Aridane, David García e Juan Cruz; Roberto Torres, Oier, Torró (Brasanac) e Iñigo Pérez; Rubén García (Enric Gallego) e Adrián López.

O tradicional clube da Navarra chega ao segundo ano consecutivo na Primeira Divisão, embalado por uma ótima campanha. O Osasuna voltou a figurar entre os dez melhores clubes do país pela primeira vez desde 2012. Presença fixa na elite do futebol espanhol na década passada, a atual vinha sendo difícil, com dois rebaixamentos e muita dificuldade nas tentativas de retornar à elite. A chegada de Jagoba Arrasate, em 2018, trouxe impacto imediato, com um título incontestável na Segunda Divisão e uma temporada de sucesso na volta à Primeira.

Com um bom elenco para os padrões de um recém-promovido, esperava-se que o Osasuna permanecesse em La Liga, mas o 10º lugar obtido excedeu imensamente as expectativas. O trabalho dos rojillos ficou um pouco ofuscado pela campanha ainda mais incrível do Granada, também novato da última temporada, mas merece todos os créditos. Certamente, o sarrafo subiu, mas as expectativas do Osasuna são moderadamente positivas para 2020/21. Com poucas perdas e alguns reforços interessantes, dá para imaginar um bom papel do clube.

Contudo, o prognóstico certamente era melhor até a desastrosa notícia desta semana: uma nova lesão nos ligamentos do joelho do atacante argentino Chimy Ávila. Com 11 gols em 22 jogos em 2019/20, Ávila vinha sendo uma das sensações da temporada e chegou a ser cogitado como opção pelo Barcelona, que vivia uma crise de lesões no setor. Em janeiro, machucou os ligamentos do joelho esquerdo e perdeu o restante da temporada. O Osasuna aguentou firme sem sua referência, que vinha treinando bem na pré-temporada para voltar a jogar. Infelizmente, o pesadelo se repete, agora com o joelho direito.

Para os padrões da janela atual, o Osasuna até se movimentou bastante. O lateral-esquerdo Juan Cruz, destaque do Elche na campanha do acesso, chega para repor a saída do equatoriano Estupiñán, um dos destaques da posição na última temporada. Além disso, aposta no meio-campista Lucas Torró, que chega após passagem apagada pelo Eintracht Frankfurt. O clube ainda assegurou as permanências definitivas de Enric Gallego, atacante veterano importante na rotação do elenco, e do zagueiro Raúl Navas, que pertencia à Real Sociedad.

A equipe já tem em mente que enfrentará, no melhor dos casos, a maior parte da temporada sem seu goleador e referência técnica. Isso se Ávila não perder a temporada toda. Golpe tenebroso para o osasunismo. Outro problema é que a tradicional força no El Sadar estará incompleta sem a torcida rojilla. O Osasuna é um dos clubes espanhóis de seu porte mais conhecidos pelas atmosferas intensas nos jogos em casa. É um dos que mais será prejudicado com o cenário de portões fechados. As ausências de um fator casa pleno e do seu principal jogador são preocupantes. A notícia desta semana faz com que o Osasuna abra os olhos quanto ao risco de rebaixamento, embora não seja um dos principais candidatos.