Guia de La Liga 2020/21 – Granada

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Por Daniel Souza e Guilherme Bianchini

Cidade: Granada (Andaluzia)
Estádio: Nuevo Los Cármenes (19.336)
Técnico: Diego Martínez (Espanha)
Posição em 2019/20: 7º (56 pontos)
Títulos: 0
Projeção: meio de tabela
Principais chegadas: Foulquier (LD/MD, comprado em definitivo do Watford), Gonalons (V/MC, comprado em definitivo da Roma), Luis Milla (MC, Tenerife), Alberto Soro (MD/ME/MEI, Real Madrid), Kenedy (ME, emprestado pelo Chelsea) e Jorge Molina (A, Getafe)
Principais saídas: José Antonio Martínez (Z, pertence ao Eibar), Köybasi (LE), Gil Dias (MD/ME/LE, pertence ao Monaco), Vadillo (ME/MD, Celta) e Carlos Fernández (A/PD/PE, pertence ao Sevilla)
Time-base (4-4-2): Rui Silva; Victor Díaz (Foulquier), Germán Sánchez, Domingos Duarte e Neva; Puertas (Soro), Herrera, Eteki (Milla) e Montoro (Kenedy); Machís e Soldado (Molina).

A comparação é inevitável, pois as histórias de crescimento são parecidas. Seria o Granada o “novo Getafe”? Assim como o time de Bordalás no primeiro ano após a volta (oitavo colocado em 2017/18), o Granada superou toda e qualquer expectativa. O time alcançou um histórico sétimo lugar, rendendo classificação para as prévias da Liga Europa (feito que o Geta só conseguiu em sua segunda temporada na elite), sendo também a primeira vaga europeia da história do clube. O trabalho de Diego Martínez, profissional com vasto currículo nas divisões de base do Sevilla, foi histórico. Mesmo com as diferenças claras em estilo de jogo, fica difícil não pensar na comparação.

Um elemento cativante da equipe do Granada é a capacidade de produzir de diferentes formas, em função de seus adversários. Não se trata de um time que só tem um plano; é uma equipe moldada para explorar o que cada jogo pede. Mesmo quando enfrentou times melhores e perdeu, jogou com extrema valentia e forçou os adversários ao limite. Além disso, o time ficou a dez minutos de uma classificação para a final da Copa do Rei, sendo eliminado nos gols fora de casa pelo Athletic Bilbao.

Contudo, não se pode ignorar o fato de a Liga Europa ser uma competição que demanda muito do elenco, especialmente no caso do Granada, que disputará as prévias para tentar chegar à fase de grupos. Há um bom plantel, mas que foi muito além do esperado em 2019/20, e será ainda mais exigido na temporada atual. É preciso ter os pés no chão com esse time, por mais que a temporada passada tenha sido brilhante.

A diretoria certamente sabe o que terá pela frente e se movimentou bastante no mercado para tornar o elenco mais robusto. O Granada garantiu as permanências de Foulquier e Gonalons e estendeu o empréstimo do zagueiro Jesús Vallejo por mais um ano, além de ter feito boas apostas como o meia ofensivo Alberto Soro, jogador que pertencia ao Real Madrid e foi comprado. Soro jogou pelo Zaragoza no ano passado e foi um dos destaques na Segunda Divisão. Mesmo caso do meia central Luis Milla, vindo do Tenerife. Para o lado esquerdo do campo, o brasileiro Kenedy, que passou a última temporada no Getafe, chega emprestado pelo Chelsea.

Para o ataque, o retorno de Carlos Fernández ao Sevilla será muito sentido. Como reposição, chega o veteraníssimo goleador Jorge Molina, de 38 anos – mais um após passagem pelo Getafe. Autor de 48 gols em quatro temporadas pelo time de Madri, Molina e o também veterano Roberto Soldado, de 35 anos, dividirão a missão de garantir os gols necessários para o Granada. Será um ano bastante desafiador, mas o bom elenco e o ótimo trabalho de Diego Martínez são boas credenciais para que o time cumpra com as expectativas.