Guia de La Liga 2020/21 – Betis

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Por Daniel Souza e Guilherme Bianchini

Cidade: Sevilla (Andaluzia)
Estádio: Benito Villamarín (60.720)
Técnico: Manuel Pellegrini (Chile)
Posição em 2019/20: 15º (41 pontos)
Títulos: 1 (1934/35)
Projeção: briga por Europa League
Principais chegadas: Claudio Bravo (G, Manchester City), Montoya (LD, Brighton) e Víctor Ruiz (Z, Besiktas)
Voltaram de empréstimo: Camarasa (MC/MEI, Alavés), Francis Guerrero (MD, Almería), Aitor Ruibal (PD/PE, Leganés) e Sanabria (A, Genoa)
Principais saídas: Barragán (LD), Feddal (Z, Sporting Lisboa), Pedraza (LE/ME, pertence ao Villarreal), Javi García (V, Boavista) e Aleñà (MC/MEI, pertence ao Barcelona)
Time-base (4-2-3-1): Bravo; Emerson, Mandi, Bartra e Álex Moreno; Guido Rodríguez, Guardado, Fékir, Canales e Juanmi (Aitor Ruibal); Borja Iglesias (Loren Morón).

Decepção é a palavra que melhor define o Betis dos últimos anos. A classificação para a Europa League em 2017/18 levou a crer que a equipe se firmaria entre as melhores de La Liga, mas os verdiblancos acumularam fracassos desde então, com campanhas muito inferiores à qualidade do elenco. Depois dos altos e baixos com Quique Setién e a frustração com Rubi, a aposta da vez é em um veterano: Manuel Pellegrini, que volta ao futebol espanhol após sete anos.

Arrumar a defesa é o maior desafio do chileno em seu novo trabalho. Os béticos sofreram ao menos 50 gols nas últimas cinco temporadas, número muito elevado para quem almeja brigar na parte de cima da tabela. Ciente das necessidades, o clube direcionou as atenções para o setor no mercado de transferências. Sobretudo para o gol, já que Joel Robles se mostrou pouquíssimo confiável. E a aposta também foi em um veterano com passado de destaque em La Liga: Claudio Bravo, de 37 anos, de volta à Espanha após passagem malsucedida pelo Manchester City.

Os outros reforços, a princípio, chegam para compor elenco. São os casos de Montoya na lateral direita, em posição dominada por Emerson, e de Víctor Ruiz na zaga, para suprir a saída de Feddal. Montoya também pode atuar na esquerda, posição cujo titular, Álex Moreno, tem vocações bastante ofensivas. Apesar do foco nas contratações, a qualidade dos jogadores de defesa não chega a ser um problema. A urgência é por um sistema que ofereça proteção e solidez a uma equipe repleta de bons jogadores.

Entre as grandes contratações da janela do verão passado, Nabil Fékir parece já estar fazendo hora extra no Benito Villamarín. O meia francês precisa de muito pouco para construir jogadas e marcar gols. Canales, seu parceiro no meio-campo, viveu ótimos momentos com a camisa verdiblanca, mas esteve abaixo em 2019/20 — assim como quase todo o elenco. E durante a pré-temporada, Pellegrini mostrou que confia no camisa 10 para ser um dos protagonistas do novo ciclo.

Caso o espanhol e o francês atinjam entrosamento e regularidade, o Betis terá meio caminho andado para uma temporada bem melhor que a anterior. O clube, porém, precisa definir uma estratégia clara, que vá além de amontoar bons jogadores, para reencontrar a boa fase. Como consequência dos últimos fracassos, houve mudanças na gestão do futebol. Mas a escolha do técnico deu um indício de pouca criatividade. Após enfileirar surpresas negativas, é a hora de inverter o cenário.