Guia de La Liga 2020/21 – Alavés

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Por Daniel Souza e Guilherme Bianchini

Cidade: Vitoria-Gasteiz (Comunidade Autônoma: País Basco)
Estádio: Mendizorrotza (19.840)
Técnico: Pablo Machín (Espanha)
Posição em 2019/20: 16º (39 pontos)
Títulos: nenhum
Projeção: meio de tabela
Principais chegadas: Lejeune (Z, emprestado pelo Newcastle), Battaglia (MC/V, emprestado pelo Sporting Lisboa) e Deyverson (A, emprestado pelo Palmeiras)
Voltaram de empréstimo: Sivera (G, Almería), Adrián Diéguez (Z/LE, Alcorcón), Saúl García (LE, Rayo Vallecano), Burgui (ME/MD/MEI, Zaragoza) e Guidetti (A, Hannover)
Principais saídas: Roberto Jiménez (G, pertence ao West Ham), Magallán (Z, pertence ao Ajax), Fejsa (V, pertence ao Benfica), Camarasa (MC, pertence ao Betis), Aleix Vidal (MD/LD, pertence ao Sevilla) e Oliver Burke (PD/PE/A, pertence ao West Bromwich)
Time-base (3-5-2): Pacheco; Ximo Navarro (Lejeune), Laguardia e Rubén Duarte (Rodrigo Ely); Édgar Méndez, Pere Pons, Battaglia, Tomás Pina e Luis Rioja (Javi López); Lucas Pérez e Joselu (Deyverson).

O Alavés chegará ao ano de seu centenário (2021) de cara nova em diversos aspectos. O que mais chama a atenção, sem dúvida, é a mudança de escudo, que lembra bastante o modelo antigo do Hertha Berlin. Mas não é só isso: Pablo Machín é o novo treinador. Conhecido pelo acesso do Girona, além de uma campanha de metade de cima da tabela na elite com o clube catalão, Machín não teve tanto sucesso na passagem pelo Sevilla, e em 2019/20 foi um dos técnicos que acabou se queimando em meio ao desastre do Espanyol.

Tinha compromisso com o futebol chinês, mas deixou o Qingdao Huanghai por motivos pessoais. Alguns dias depois, assumiu o comando do Alavés. Caracterizado por um sistema ofensivo apoiado em três zagueiros e em alas ofensivos, num 3-5-2 clássico, o técnico buscará com o Glorioso retomar seus melhores momentos do Girona e do início da passagem pelo Sevilla. Certamente, é uma mudança de perfil imensa em relação ao futebol jogado pela equipe comandada por Asier Garitano até a reta final do último campeonato.

Com Garitano, a temporada foi muito ruim. Eliminado pelo Real Jaén, da quarta divisão, na primeira fase da Copa do Rei, a equipe já vinha muito mal na Liga, mas foi provavelmente a pior depois da paralisação, mergulhando de cabeça na luta contra o rebaixamento. Por pouco não sobrou para os babazorros, que demitiram Garitano e trouxeram Juan Muñiz para os quatro últimos jogos. Quatro pontos foram suficientes para a salvação.

Apesar do último ano, o Alavés tem se mostrado tímido no mercado de transferências. É consenso que o elenco precisa de melhorias, além do fato de os próprios jogadores do plantel atual precisarem se adaptar rapidamente ao que propõe o novo técnico, sobretudo os laterais, que serão mais exigidos ofensivamente. A vantagem nesse sentido é que a ideia do treinador também inclui uma dupla de atacantes. Nos poucos momentos positivos do Alavés em 2019/20, Lucas Pérez e Joselu funcionaram muito bem juntos. E também chega para o setor um conhecido do público brasileiro: Deyverson, emprestado pelo Palmeiras, que estava no Getafe. O brasileiro já teve boa passagem pelo próprio Alavés na temporada 2016/17.

Além disso, chega do Sporting o meio-campista argentino Rodrigo Battaglia, de 29 anos, por empréstimo, para aumentar a competição no setor que já tem Pere Pons (que trabalhou com Machín no Girona), o capitão Manu García e Tomás Pina. Dos clubes modestos de La Liga, o Alavés não é o que desperta maiores expectativas do público em geral. Porém, a volta de Machín ao campeonato no início da temporada, em um contexto mais estável, é interessante sob a perspectiva da Liga, que certamente ganha com o futebol bastante autêntico implantado pelo treinador em suas equipes.