Já fazia algum tempo que o Campeonato Holandês não era o marasmo que sempre se dizia dele. Os três grandes clubes do país (claro, Ajax, PSV e Feyenoord) sofriam, cada vez mais, com a perseguição de AZ e Twente, que venceram o torneio nos últimos cinco anos. De vez em quando, havia sempre um clube médio a tentar entrar no embalo das equipes de Alkmaar e Enschede: ora o Groningen, ora o Heerenveen, ora o Utrecht… com isso, as edições da Eredivisie ganharam em emoção. Basta lembrar de 2009/10 e 2010/11, com títulos definidos na última rodada – neste, incluindo duelo direto pelo título, entre Ajax e Twente.

Portanto, não é de se espantar que o fato de o Trio de Ferro holandês terminar a Eredivisie 2011/12 nas três primeiras posições, pela primeira vez desde a temporada 2003/04, seja uma façanha, comentada durante algum tempo. E isso é bom: afinal de contas, não há país que possa se imaginar com um futebol forte, sem ter os seus principais clubes em bom estado dentro do próprio país. Que o diga o Feyenoord, que fez uma temporada absolutamente empolgante, ganhando a volta às competições europeias.

Ainda assim, deve-se olhar a volta do Top 3 holandês ao destaque com parcimônia. E até alguma dose de pessimismo. Afinal de contas, de nada adiantará Ajax, PSV e Feyenoord voltarem a deter o domínio na Holanda, se isso significar a queda de desempenho dos clubes menores. Cenário que, infelizmente, se vê na Eredivisie 2012/13: nem AZ, nem Twente começam aspirando ao título, embora tenham boas equipes. A maioria dos 18 times que começaram a jogar na última sexta-feira sonha apenas com um play-off para a Liga Europa. E, se sonham alto, não têm cacife financeiro para tanto. De quebra, a péssima atuação da Oranje na Euro retraiu o cenário de euforia e reação visto após o vice-campeonato mundial em 2010.

Mas vamos ao guia do Holandês 2012/13. Pensando na hipótese positiva: com uma liga bastante organizada, contando com canal de tevê próprio (e direitos de transmissão divididos de acordo com os méritos esportivos), a Eredivisie pode empolgar o público como a seleção deixou de fazer, no campeonato continental

Jogador (posição, país, clube)
Transferência definitiva
[Transferência definitiva após empréstimo]
Empréstimo
[Retorno de empréstimo]

ADO DEN HAAG
Nome do clube: Alles Door Oefening Den Haag
Estádio: Den Haag (15.000 pagantes), em Haia
Site oficial: http://www.adodenhaag.nl
Principal jogador: Jens Toornstra (meio-campista)
Quem chegou: Vito Wormgoor (D, HOL, De Graafschap), Dion Malone (D, HOL, Almere City), [Tom Beugelsdijk (D, HOL, Dordrecht)], Kevin Jansen (M, HOL, Feyenoord), Danny Holla (M, HOL, Groningen), Aaron Meijers (M, HOL, RKC), Rydell Poepon (A, HOL, De Graafschap) e Kevin Tano (A, HOL, Dordrecht)

Quem saiu: Christian Kum (D, HOL, Heerenveen), Filip Luksik (D, ESQ, Slovan Bratislava-ESQ), Lex Immers (M, HOL, Feyenoord), Garry Mendes Rodrigues (M, HOL, Dordrecht), Marc Höcher (M, HOL, Willem II), John Verhoek (A, HOL, Rennes-FRA), Giorgio Achterberg (A, HOL, dispensado), Euzebiusz “Ebi” Smolarek (A, POL, dispensado) e Ali Boussaboun (A, MAR, dispensado)
Técnico: Maurice Steijn
Colocação em 2010/11: 15º
Objetivo na temporada: escapar do rebaixamento

Sem John van den Brom, o bom trabalho do time de Haia na temporada retrasada caiu completamente por terra. O rebaixamento voltou a ameaçar constantemente o time auriverde, sendo evitado nas rodadas finais. Sendo assim, eram necessários alguns ajustes. E eles vieram, por meio de algumas contratações promissoras, como Danny Holla, cedido sem muito esforço pelo Groningen, que pode auxiliar Jens Toornstra no meio-campo, e o atacante Rydell Poepon, talvez o único destaque que o rebaixado De Graafschap teve em 2011/12, contratado para ser o homem de referência no ataque do time comandado por Maurice Steijn – que recebeu um voto de confiança, a despeito das turbulências vividas.

No entanto, as perdas de Immers, John Verhoek e do promissor Christian Kum causaram algum abalo no time-base, que deverá gastar as primeiras rodadas se reacostumando aos novos reforços até ganhar algum tipo de entrosamento. De resto, poucos destaques, aqui e ali, como o goleiro Gino Coutinho, que teve várias boas performances no ano passado, e o supracitado Toornstra. Nada que faça o Den Haag se credenciar a coisas maiores do que a metade da tabela. Ou coisa até pior.

AJAX

Nome do clube: Amsterdamsche Football Club Ajax
Estádio: Amsterdam ArenA (51.628 pagantes), em Amsterdã
Site oficial: www.ajax.nl
Principal jogador: Siem de Jong (meio-campista)
Quem chegou: Lasse Schone (M, DEN, NEC), [Roly Bonevacia (M, HOL, NAC Breda)], [Rodney Sneijder (M, HOL, Utrecht)], Ilan Boccara (M, HOL, Paris Saint-Germain-FRA) e Tobias Sana (A, SUE, IFK Gotemburgo-SUE).
Quem saiu: Jeroen Verhoeven (G, HOL, fim de contrato), Marco Bizot (G, HOL, Groningen), André Ooijer (D, HOL, encerrou carreira), Bruno Silva (D, URU, encerrou carreira), Jan Vertonghen (D, BEL, Tottenham-ING), Florian Jozefzoon (M, HOL, RKC), Rodney Sneijder (M, HOL, RKC), Ismaïl Aissati (M, HOL, dispensado), Nicolás Lodeiro (M, URU, Botafogo-BRA), Geoffrey Castillion (A, HOL, Heracles), Darío Cvitanich (A, ARG, Nice-FRA), Mounir El Hamdaoui (A, MAR, Fiorentina-ITA), Aras Özbiliz (A, ARM, Kuban-RUS) e Dmitri Bulykin (A, RUS, Twente).
Técnico: Frank de Boer
Colocação em 2011/12: Campeão
Objetivo na temporada: título

Parecia que o Ajax iria sucumbir aos vários problemas internos que o vitimavam, na metade da temporada passada. Mas das trevas fez-se a luz: a linha de privilegiar os talentos que surgem da base, defendida por Johan Cruyff (criticado, controverso, mas ainda um guru em Strandsvliet, a despeito de tudo), superou os detratores. E, com o ambiente pacificado, o Ajax soube crescer na hora certa. Venceu os últimos treze jogos da Eredivisie. E conquistou o bicampeonato, que chegou a parecer inalcançável a certa altura da última temporada. E, se em meio a turbulências, Frank de Boer manteve-se dando chances e preferência a quem começou em De Toekomst, a afamada escolinha dos Ajacieden, era de se imaginar que nada mudaria com o bicampeonato.

E nada mudou mesmo. A única transferência na qual se gastou algum dinheiro foi a que trouxe o dinamarquês Schone, já que Tobias Sana e Ilan Boccara ainda não passam de apostas juvenis. E, mesmo assim, apostas por apostas, é na base que o Ajax apostará. Para substituir Vertonghen, a grande perda da janela de transferências, Alderweireld simplesmente se tornará o líder do setor em que acompanhava o compatriota, tendo como companheiro Daley Blind. Mas e na lateral esquerda, onde o filho de Danny atuava? Mais duas revelações, Mitchell Dijks e Dico Koppers. Na direita, Van der Wiel tem Ricardo van Rhijn como reserva. E ainda há Siem de Jong. Eriksen. Lorenzo Ebecilio. As novidades que vêm com os promissores Mickey van der Hart, no gol, e Viktor Fischer, atacante já comentado Europa afora. Todas essas são provas de que o Ajax pode alcançar o tricampeonato contando principalmente com sua base.

AZ

Nome do clube: Alkmaar Zaanstreek
Estádio: AFAS Stadion (17.023 pagantes), em Alkmaar
Site oficial: www.az.nl
Principal jogador: Adam Maher (meio-campista)
Quem chegou: Yves de Winter (G, HOL, De Graafschap), Donny Gorter (M, HOL, Roda JC), Viktor Elm (A, SUE, Heerenveen), Steven Berghuis (A, HOL, Twente) e Mikhail Rosheuvel (A, HOL, Almere City)
Quem saiu: Niki Maenpaä (G, FIN, VVV-Venlo), Milano Koenders (D, HOL, Heracles Almelo), Ragnar Klavan (D, EST, Augsburg-ALE), Erik Schouten (D, HOL, Volendam), Simon Poulsen (D, DIN, fim de contrato), Brett Holman (M, AUS, Aston Villa-ING), Rasmus Elm (M, SUE, CSKA Moscou-RUS) e Charlison Benschop (A, HOL, Brest-FRA).
Técnico: Gertjan Verbeek
Colocação em 2010/11: 4º
Objetivo na temporada: vaga na Liga Europa

Durante algum tempo da temporada passada, os Alkmaarders chegaram até a sonhar com o título holandês. Chegaram ao final do primeiro turno na primeira posição. Mas não aguentaram a ascensão do Ajax. Nem o fervor do Feyenoord. Não suportaram nem mesmo o PSV. Ainda assim, a temporada não foi de todo perdida, porque o time manteve-se como o melhor do país, excetuando-se o Trio de Ferro. E, ao contrário do Twente, não deixou incômoda impressão de ter “morrido” ao final da temporada. Se não conseguiu coisa melhor, foi porque não tinha estofo para tanto. Conformada com isso, a equipe de Gertjan Verbeek fez o que era possível.

E parece que fará o mesmo em 2012/13. Até pelas perdas importantes na defesa (Klavan e Simon Poulsen deixam lacunas que não serão preenchidas facilmente, e Moisander ainda pode seguir a trilha aberta) e no meio-campo (Holman e Rasmus Elm também eram jogadores importantes na espinha dorsal da equipe). De todo modo, ainda restam jogadores capazes de manter o AZ na parte de cima da tabela. Maher é um armador promissor, Esteban é dos melhores goleiros da Eredivisie, Altidore recebe em Viktor Elm um companheiro capaz de ajudá-lo a dar o salto de desempenho que ainda é esperado dele. E Gertjan Verbeek já provou o que é capaz de fazer com elencos médios. Em suma: o time alvirrubro ainda merece atenção.

FEYENOORD
Nome do clube: Feyenoord Rotterdam
Estádio: De Kuip (51.177 pagantes), em Roterdã
Site oficial: www.feyenoord.nl
Principal jogador: Jordy Clasie (meio-campista)
Quem chegou: Daryl Janmaat (D, HOL, Heerenveen), [Bart Schenkeveld (D, HOL, Excelsior)], Joris Mathijsen (D, HOL, Málaga-ESP), Ruud Vormer (M, HOL, Roda JC), Harmeet Singh (M, IND, Valerenga-NOR), Omar Elabdellaoui (M, NOR, Manchester City-ING), John Goossens (M, HOL, NEC), [Adil Auassar (A, HOL, RKC)], Lex Immers (A, HOL, ADO Den Haag) e Mitchell Te Vrede (A, HOL, Excelsior)
Quem saiu: Darley (G, BRA, fim de contrato), Gill Swerts (D, HOL, fim de contrato), Dani Fernández (D, ESP, Racing Genk-BEL), Ricky van Haaren (D, HOL, VVV-Venlo), Ron Vlaar (D, HOL, Aston Villa-ING), Jordy van Deelen (D, HOL, Excelsior)Mats van Huijgevoort (D, HOL, Excelsior), Karim El Ahmadi (M, MAR, Aston Villa-ING), [Otman Bakkal (M, HOL, PSV)], Kevin Jansen (M, HOL, ADO Den Haag), [John Guidetti (A, SUE, Manchester City-ING)], Shabir Isoufi (A, HOL, Telstar) e Adil Auassar (A, HOL, fim de contrato)
Técnico: 
Ronald Koeman 
Colocação em 2010/11: vice-campeão
Objetivo na temporada: vaga na Liga Europa
O guia do ano passado dizia que o Feyenoord não tinha capacidade de sonhar com coisas maiores. Só que 2011/12 revelou uma equipe aguerrida, com alguns toques de qualidade, vindos principalmente de John Guidetti e Jordy Clasie. Sendo assim, o esforço foi premiado com uma campanha surpreendentemente agradável, que terminou com o vice-campeonato holandês. Que trouxe ao Stadionclub a vaga na Liga dos Campeões, após dez anos de ausência. Não houve muito jeito de resistir contra o Dynamo Kiev, e o clube caiu na terceira fase preliminar. De todo modo, conseguir ainda os play-offs da Liga Europa (nos quais enfrentará o Sparta Praga) não deixa de ser um generoso prêmio de consolação. Contudo, Ronald Koeman deve ter uma equipe que voltou à estaca zero, de certa forma.

Ron Vlaar, o capitão que liderou a garotada, transferiu-se para o Aston Villa. Mas sua perda foi até bem reposta, pois Mathijsen ainda tem nível razoável para o futebol holandês, e possui algum espírito de liderança. No meio-campo, Clasie deverá ficar sobrecarregado, com as saídas de El Ahmadi e Bakkal. Mas a saída mais lamentada é no ataque: devolvido ao Manchester City, a volta de Guidetti ao De Kuip é bem difícil, embora a diretoria ainda tente novo empréstimo. Sendo assim, o que há é um time que continua jovem. E que ainda aposta na base: Tonny Trindade de Vilhena e Terence Kongolo são as promessas a serem mais utilizadas. Óbvio, a campanha deverá ser melhor. Mas será preciso esforço extra, de novo, para provar que o vice-campeonato não foi apenas um espasmo de reação, mas marco de novos tempos em Roterdã.

GRONINGEN

Nome do clube: Football Club Groningen
Estádio: Euroborg (19.814 pagantes), em Groningen
Site oficial: www.fcgroningen.nl
Principal jogador: David Texeira (atacante)
Quem chegou: Marco Bizot (G, HOL, Ajax), Stefano Magnasco (D, CHI, Universidad Católica-CHI), Filip Kostic (M, SER, Radnicki-SER), [Oluwafemi Ajilore (M, NGR, Brondby-DIN)], Paco van Moorsel (M, HOL, Den Bosch), Michael de Leeuw (M, HOL, De Graafschap) e Mitchell Schet (A, HOL, RKC).
Quem saiu: Brian van Loo (G, HOL, Heracles), Petter Andersson (M, SUE, Midtjylland-DIN), Koen van de Laak (M, HOL, Ajax Cape Town-AFS), Shkodran Metaj (M, ALB, FC Emmen), Dusan Tadic (M, SER, Twente), Danny Holla (M, HOL, VVV-Venlo) e Luis Pedro (A, ANG, Veendam)
Técnico: Robert Maaskant
Colocação em 2010/11: 14º
Objetivo na temporada: escapar do rebaixamento

O returno do Groningen em 2011/12 foi algo para se esquecer. O time decaiu profundamente, como se enfim sentisse as perdas que teve durante a temporada (a começar por Tim Matavz, que deixou o Euroborg rumo ao PSV já no início da Eredivisie passada), e ficou na 14º posição. Houve, por um momento, até o risco de rebaixamento, mas ele foi debelado. De todo modo, alguém tinha que pagar pela campanha decepcionante. Foi o técnico: Pieter Huistra deu lugar a Robert Maaskant.

De volta à Holanda, após passagens por Polônia (Wisla Cracóvia) e Estados Unidos (Texas Dutch Lions), Maaskant terá uma tarefa aparentemente mais difícil ainda. Vários jogadores que eram parte da espinha dorsal do “Orgulho do Norte” deixaram o clube: Tadic, Pedersen, Van de Laak, Petter Andersson. E os reforços conseguidos foram tímidos. Merecem destaque apenas o promissor goleiro Bizot e Magnasco, vindo da Universidad Católica. A temporada do Groningen deve ser decepcionante, de novo.

HEERENVEEN

Nome do clube: Sportclub Heerenveen
Estádio: Abe Lenstra (26.800 lugares), em Heerenveen
Site oficial: www.sc-heerenveen.nl
Principal jogador: Oussama Assaidi (atacante)
Quem chegou: Gianni Zuiverloon (D, HOL, Mallorca-ESP), Christian Kum (D, HOL, ADO Den Haag), Youssef El-Akchaoui (D, MAR, NAC Breda), Jukka Rajtala (D, FIN, Hoffenheim-ALE), Marten de Roon (M, HOL, Sparta Rotterdam), Matthew Amoah (A, GAN, Mersin Idman Yurdu-TUR) e Mark Uth (A, ALE, Köln-ALE)
Quem saiu: René Oosterhof (G, HOL, AGOVV Apeldoorn)Mitja Resek (D, ESN, Maribor-ESN), Michel Breuer (D, HOL, NEC), Daryl Janmaat (D, HOL, Feyenoord), Milan Kopic (D, SER, fim de contrato), Geert Arend Roorda (M, HOL, NEC), Michal Svec (M, TCH, Gyori ETO-HUN), Viktor Elm (M, SUE, AZ), Bas Dost (A, HOL, Wolfsburg-ALE), Luciano Narsingh (A, HOL, PSV), Gerald Sibon (A, HOL, encerrou a carreira) e Quenten Martinus (A, HOL, Sparta Rotterdam)
Colocação em 2010/11: 5º
Objetivo na temporada: vaga na Liga Europa

Sabia-se que o Heerenveen podia mais do que o opaco 12º lugar que teve na temporada retrasada. E o time da Frísia mostrou isso. Tendo um trio de ataque irresistível em Bas Dost, Oussama Assaidi e Luciano Narsingh, mais a capacidade de Viktor Elm para armar jogadas e uma defesa surpreendentemente madura para a baixa média de idade, a equipe alcançou a quinta posição. Mais do que isso: garantiu lugar na Liga Europa – já está nos play-offs, após ter superado o Rapid Bucareste com facilidade na terceira fase preliminar. A ambição cresceu, e prova disso foi a contratação de Marco van Basten para substituir Ron Jans como técnico.

No entanto, será muito difícil que o Heerenveen viva uma temporada tão satisfatória quanto a passada. O ataque foi dilapidado: Dost e Narsingh saíram, e caberá a Oussama Assaidi continuar mantendo o bom desempenho junto dos novos parceiros – isto é, se ele próprio não sair (fala-se que o Ajax pode trazê-lo). No meio-campo, a perda de Viktor Elm forçará a procura de um novo armador que puxe os contra-ataques com velocidade. Na defesa, Jeffrey Gouweleeuw, revelação da última temporada, terá de assumir a liderança, com as defecções de Breuer e Janmaat. Enfim, o Heerenveen terá de se reconstruir, se quiser provar que não é fogo de palha.

HERACLES

Nome do clube: Heracles Almelo
Estádio: Polman (8.500 pagantes), em Almelo
Site oficial: www.heracles.nl
Principal jogador: Everton (atacante)
Quem chegou: Brian van Loo (G, HOL, Groningen), Renze Fij (G, HOL, Groningen), Milano Koenders (D, HOL, NAC Breda), Christian Dorda (D, ALE, Greuther Fürth-ALE), Dragan Paljic (D, ALE, Wisla Cracóvia-POL), Jeroen Veldmate (D, HOL, Sparta Rotterdam) e Geoffrey Castillion (A, HOL, Ajax).
Quem saiu: Dennis Telgenkamp (G, HOL, Cambuur Leeuwaarden), Nick Hengelman (G, HOL, AGOVV Apeldoorn), Antoine van der Linden (D, HOL, FC Emmen), Olivier ter Horst (D, HOL, Helmond Sport), Mark Looms (D, HOL, NAC Breda), Tim Breukers (D, HOL, Twente), Gaby Jallo (D, HOL, Willem II), Darl Douglas (M, HOL, fim de contrato) e Anmar Almubaraki (A, HOL, FC Emmen)
Técnico: Peter Bosz
Colocação: 12º
Objetivo na temporada: vaga na Liga Europa

Atualmente, quem ocupa o papel de “clube que pode fazer melhor” no Campeonato Holandês é o Heracles Almelo. Os alvinegros continuam com um bom trio de ataque em Everton, Samuel Armenteros e Willie Overtoom. Além disso, as contratações foram destinadas a fortalecer exatamente o ponto fraco dos Almelöers: a defesa. A começar pelo goleiro. Se Remko Pasveer decepcionou, temeroso, o reforço do experiente Brian van Loo deve acalmar as coisas.

Depois, se a zaga perdeu jogadores experientes, como Looms e Van der Linden, hora de partir para a experimentação, buscando os alemães Dorda e Paljic. Ou então, contratando Koenders e Veldmate, velhas promessas do futebol holandês que ainda não deram certo (darão algum dia?). Sem perdas dos principais jogadores, a parte ofensiva continua sendo o principal destaque. Com um esquema já conhecido, o Heracles tem capacidade para melhorar. É só querer.

NAC BREDA

Nome do clube: Noad Advendo Combinatie Breda
Estádio: Rat Verlegh (16.400 pagantes), em Breda
Site oficial: www.nacbreda.nl
Principal jogador:
Quem chegou: Sepp de Roover (D, HOL, Lokeren-BEL), Mark Looms (D, HOL, Heracles), Thilo Leugers (D, ALE, Twente) e Anouar Hadouir (A, HOL, Alemannia Aachen-ALE)
Quem saiu: Jim van Fessem (G, HOL, encerrou a carreira), Milano Koenders (D, HOL, Heracles), [Youssef El-Akchaoui (D, HOL, Heerenveen)], [Roly Bonevacia (M, HOL, Ajax)], Donny Gorter (M, HOL, AZ), Robbert Schilder (M, HOL, Twente), [Jeffrey Sarpong (M, HOL, Real Sociedad-ESP)], [Florian Jozefzoon (A, HOL, Ajax)], Nourdin Boukhari (A, MAR, fim de contrato), Ömer Bayram (A, TUR, Kayserispor-TUR) e [Santi Kolk (A, HOL, Union Berlin-ALE)]
Técnico: John Karelse
Colocação em 2010/11: 13º
Objetivo na temporada: escapar do rebaixamento

Todo cuidado é pouco em Breda. Era assim que começava o texto que falava dos de Breda, no guia para 2011/12. E é assim que começará, novamente. Porque o clube bordejou perigosamente a zona de rebaixamento, no campeonato passado. E, em que pese alguns jogadores razoáveis, o esforço deverá ser grande para evitar tal destino, novamente. E a janela de transferências trouxe más novas: Bayram, Kolk, Schilder, Gorter… vários atletas que eram fundamentais para o trabalho de John Karelse não estão mais em Breda.

Praticamente uma solitária garantia de segurança no gol, Jelle ten Rouwelaar é o único jogador em quem a torcida do NAC confia plenamente. Apesar de promissor, no ataque, Alex Schalk é apenas uma esperança, não uma certeza. E Nemanja Gudelj traz algum tipo de talento ao meio-campo. Pouco, muito pouco, para um time que deveria se cuidar melhor, para fazer campanha mais digna dos 100 anos que completa em 19 de setembro.

NEC

Nome do clube: Nijmegen Eendracht Combinatie
Estádio: De Goffert (12.470 pagantes), em Nijmegen
Site oficial: www.nec-nijmegen.nl
Principal jogador: Leroy George (atacante)
Quem chegou: Khalid Sinouh (G, HOL, PSV), Michel Breuer (D, HOL, Heerenveen), [Dammyano Grootfaam (D, HOL, FC Oss], Evander Sno (M, HOL, RKC), Geert Arend Roorda (M, HOL, Heerenveen), Stijn de Looijer (M, HOL, Den Bosch), Marcel Stutter (M, ALE, Holzwickede-ALE), Soren Rieks (M, DIN, Esbjerg-DIN), Danny van den Meiracker (A, HOL, Spakenburg), [Rick ten Voorde (A, HOL, RKC)] e Admir Bajrovic (A, SUE, IFK Tröllhattan-SUE)
Quem saiu: Cees Paauwe (G, HOL, fim de contrato), Marco van Duin (G, HOL, Sparta Rotterdam), Zoltán Szelesi (D, HUN, fim de contrato), Niels Wellenberg (D, HOL, fim de contrato), John Goossens (M, HOL, Feyenoord), Lasse Schone (M, DIN, Ajax), Krisztián Vadocz (M, HUN, fim de contrato), [Stefan Nijland (A, HOL, PSV)], [Género Zeefuik (A, HOL, PSV)], Erton Fejzullahu (A, SUE, Djurgardens-SUE)
Técnico: Alex Pastoor
Colocação em 2010/11: 8º
Objetivo na temporada: vaga na Liga Europa

Os Nijmegenaren vinham decepcionando na primeira metade da temporada 2011/12. Até corriam risco de queda. Mas, no returno, como que por milagre, Alex Pastoor conseguiu ver o time crescer. Jogadores como Leroy George, John Goossens e Lasse Schone cresceram muito de produção. E o NEC obteve até um lugar nos play-offs pela Liga Europa. Sem dúvida, uma subida vertiginosa, que deixou uma ótima impressão final à torcida. No entanto, as saídas de Schone e Goossens já eram quase certas. Ou seja, o clube precisaria se mexer.

E se mexeu. As contratações de Evander Sno e Geert Arend Roorda representam válida tentativa de fortalecer o meio-campo. Na defesa, Michel Breuer torna-se mais uma opção para a lateral direita, que já tinha Nathaniel Will. De todo modo, ali quem comanda as ações é o veterano goleiro Babos. Leroy George tornou-se o protagonista no ataque, mas Danny van den Meiracker apresentou-se muito bem nos amistosos, e pode conseguir despontar durante o campeonato. O time deve se entrosar rapidamente, para que não demore tanto a engrenar como demorou em 2011/12.

PSV
Nome do clube: Philips Sports Vereniging
Estádio: Philips (35.000 pagantes), em Eindhoven
Site oficial: www.psv.nl
Principal jogador: Ola Toivonen (atacante)
Quem chegou: Boy Waterman (G, HOL, Alemannia Aachen-ALE), [Przemyslaw Tyton (G, POL, Roda JC)], Ruud Swinkels (G, HOL, FC Eindhoven), [Jagos Vukovic (D, SER, Roda JC)], Matthias “Zanka” Jorgensen (M, DIN, Kobenhavn-DIN), Mark van Bommel (M, HOL, Milan-ITA), [Otman Bakkal (M, HOL, Feyenoord), Luciano Narsingh (A, HOL, Heerenveen) e [Stef Nijland (A, HOL, NEC)]
Quem saiu: Andreas Isaksson (G, SUE, Kasimpasa-TUR), Khalid Sinouh (G, HOL, fim de contrato)
, Stijn Wuytens (D, BEL, Beerschot-BEL), Abel Tamata (D, HOL, Roda JC), Funso Ojo (M, BEL, Beerschot-BEL), Otman Bakkal (M, HOL, Dinamo Moscou-RUS), Zakaria Labyad (M, MAR, Sporting-POR), Género Zeefuik (A, HOL, Groningen) e Jan Vennegoor of Hesselink (A, HOL, encerrou carreira)

Técnico: Dick Advocaat
Colocação em 2010/11: 3º
Objetivo na temporada: título

O PSV continua tendo o melhor elenco da Holanda. E é, sem dúvida, o clube que mais investe em contratações. Tyton voltou em alta da Euro 2012? Pois bem, compre-se o goleiro polonês. A bem da verdade, ele já seria comprado de qualquer maneira, pelo sucesso feito após o empréstimo pelo Roda JC – e após a concussão cerebral, diga-se. Um atacante mais habilidoso é necessário, para fazer parceria a Mertens? Pois bem, venceu-se a disputa com o Ajax, e Luciano Narsingh, dos grandes destaques do último campeonato, veio para Eindhoven.

O promissor Kevin Strootman precisa ficar menos sobrecarregado no meio-campo? Pois bem, o bom filho à casa tornou, e Mark van Bommel retornou para encerrar a carreira em De Herdgang, sendo uma espécie de tutor do companheiro de Oranje na Euro 2012. Um técnico é necessário? Pois bem, hora de chamar Dick Advocaat – que pode não ser o melhor nome, mas traz mais cuidados defensivos, coisa que faltou nos últimos tempos sob o comando de Fred Rutten.E o que tudo isso quer dizer? Pouco, quase nada. Porque o PSV continua tendo o hábito de perder terreno nas horas mais impróprias. Ganhou a Copa da Holanda, é verdade.

Começou a temporada atual vencendo facilmente o Ajax e levando a Supercopa Holandesa. Mas são títulos de peso quase nulo. O importante, para os Boeren, é voltar a vencer o Campeonato Holandês. E um jejum de quatro anos sem a Eredivisieschaal não é nada fácil de suportar para os Eindhovenaren. Portanto, independentemente de contratações, o que se quer ver é o PSV comprovando o favoritismo que lhe tem sido dado, nos prognósticos para o título holandês. De nada adianta ter um bom elenco, um bom técnico, um bom time, se na hora da decisão, tudo isso cai por terra. O clima é de tudo ou nada. Ou o PSV, enfim, volta a conquistar o Holandês, ou a impressão de fracasso continuará sendo forte.

RKC WAALWIJK

Nome do clube: Rooms Katholieke Combinatie Waalwijk
Estádio: Mandemakers (7.500 pagantes), em Waalwijk
Site oficial: www.rkcwaalwijk.nl
Principal jogador: Jeroen Zoet (goleiro)
Quem chegou:  Peter Jungschläger (M, HOL, Gold Coast United-AUS), Rodney Sneijder (M, HOL, Ajax),  Florian Jozefzoon (A, HOL, Ajax), Teddy Chevalier (A, FRA, Zulte Waregem-BEL), Denzel Slager (A, HOL, Utrecht) e Richard Barroilhet (A, ING, Fulham-ING)
Quem saiu: Aaron Meijers (M, HOL, ADO Den Haag), Karim Bridji (M, HOL/ALG, fim de contrato), Evander Sno (M, HOL, NEC), [Krisztián Németh (A, HUN, Olympiacos-GRE)], Mitchell Schet (A, HOL, Groningen), Roald van Hout (A, HOL, Sparta Rotterdam), [Rick ten Voorde (A, HOL, NEC)], [Adil Auassar (A, HOL, Feyenoord)], [Geoffrey Castillion (A, HOL, Ajax)] e Karim Fachtali (A, HOL, Kaisar Kyzylorda-CAZ)
Técnico: Erwin Koeman
Colocação em 2010/11: 9º
Objetivo na temporada: vaga na Liga Europa

Se os Católicos conseguiram um título para se aplaudir, na Eerste Divisie, em 2010/11, também tiveram desempenho admirável na volta ao Campeonato Holandês. Contando com o visível crescimento de Jeroen Zoet, nova promessa no gol da Holanda (é titular da equipe sub-21, a Jong Oranje), e com Evander Sno na sua melhor fase em muito tempo, o RKC conseguiu se beneficiar da classificação automática do Heerenveen à Liga Europa. E quase obteve vaga para a mesma competição: conseguiu a façanha de superar o Twente, e só parou no Vitesse. Belo fim de trabalho para Ruud Brood, que, após quatro anos, deixou a equipe.

Sobrou, então, para Erwin Koeman a tarefa de manter os Waalwijkers no bom caminho. Será mais difícil: afinal de contas, Sno, um dos protagonistas do ano passado, já não está mais no clube. A vinda de Rodney Sneijder, talvez, possa diminuir tamanha perda, até porque o irmão mais novo de Wesley precisa mostrar serviço, após ter sido dispensado do Ajax. Outras promessas, como Richard Barroilhet, poderão ter a capacidade de explodir. E Jeroen Zoet, ainda emprestado pelo PSV por mais uma temporada, tem a chance de consolidar-se como um dos melhores goleiros da Eredivisie. Enfim, o RKC precisa apenas se cuidar para manter-se no bom caminho.

RODA JC

Nome do clube: Sport Vereniging Roda Juliana Combinatie
Estádio: Limburg (19.200 pagantes), em Kerkrade
Site oficial: www.rodajc.nl
Principal jogador: Sanharib Malki (atacante)
Quem chegou: Filip Kurto (G, POL, Wisla Cracóvia-POL), Mateusz Kuzmicki (D, POL, Club Brugge-BEL), Abel Tamata (D, HOL, PSV)Danilo Pereira (M, POR, Parma-ITA) e Krisztián Németh (A, HUN, Olympiacos-GRE)
Quem saiu: [Przemyslaw Tyton (G, POL, PSV)], [Pawel Kieszek (G, POL, Porto-POR)], [Jagos Vukovic (D, SER, PSV)], Leon Broekhof (D, HOL, Cambuur Leeuwaarden), Ruud Vormer (M, HOL, Feyenoord), Wiljan Pluim (A, HOL, PEC Zwolle) e Mads Junker (A, DIN, Mechelen-BEL)
Técnico: Ruud Brood
Colocação em 2010/11: 10º
Objetivo na temporada: vaga na Liga Europa

O trabalho de Harm van Veldhoven vinha sendo muito bom, mas já dava sinais de desgaste. Então, sem brigas, nem nada, cada um seguiu o seu caminho: Harm foi continuar a carreira no Mechelen, e Ruud Brood, respaldado por campanha surpreendente (no ótimo sentido) pelo RKC, chegou a Kerkrade, após quatro anos de trabalho nos Católicos. Todavia, Brood terá a tarefa de fazer o Roda manter-se no bom nível, que o leva a se classificar para os play-offs, sonhando com Liga Europa, de vez em quando

E ela será mais difícil, pela perda do destaque Mads Junker. Ou talvez não. Porque o sírio Sanharib Malki revelou-se agradável surpresa, sendo um dos bons goleadores vistos na Eredivisie passada. No gol, outra saída lamentada, se bem que seria duro segurar Tyton após a boa temporada feita no PSV. Resta, então, apostar em outro polonês, Filip Kurto, para o gol. De resto, o elenco é semelhante ao da temporada passada. Com um pouco de esforço, chegar aos play-offs é plenamente possível.

TWENTE

Nome do clube: FC Twente
Estádio: Grolsch Veste (24.244 pagantes), em Enschede – utilizará, no primeiro turno, o Gelredome, em Arnhem
Site oficial: www.fctwente.nl
Principal jogador: Leroy Fer (meio-campista)
Quem chegou: Andreas Bjelland (D, DIN, Nordsjaelland-DIN), Tim Breukers (D, HOL, Heracles), [Alexander Bannink (M, HOL, PEC Zwolle)], Dusan Tadic (M, SER, Groningen),  Robbert Schilder (M, HOL, NAC Breda), Felipe Gutiérrez (M, CHI, Universidad Católica-CHI), Edwin Gyasi (A, GAN, De Graafschap), Luc Castaignos (A, HOL, Internazionale-ITA), [Steven Berghuis (A, HOL, VVV-Venlo)] e Dmitri Bulykin (A, RUS, Ajax)
Quem saiu: Nick Marsman (G, HOL, Go Ahead Eagles), Bart Buysse (D, BEL, Club Brugge-BEL), Dwight Tiendalli (D, HOL, fim de contrato), Thilo Leugers (D, ALE, NAC Breda), Luuk de Jong (M/A, HOL, Borussia Mönchengladbach-ALE), Quincy Promes (A, HOL, Go Ahead Eagles)Joshua John (A, HOL, Nordsjaelland-DIN), Ola John (A, HOL, Benfica-POR), Steven Berghuis (A, HOL, AZ) e Emir Bajrami (A, SUE, Monaco-FRA)
Técnico: Steve McClaren
Colocação em 2010/11: 6º
Objetivo na temporada: vaga na Liga Europa

A preparação para a nova temporada dá a preocupante impressão de que o Twente continua apenas uma pálida sombra do time que impressionou a Holanda entre 2010 e 2011. Diga-se de passagem, tal impressão já veio desde o melancólico final de temporada em 2011/12, quando os Tukkers não só não conseguiram entrar na disputa do título, caindo aos poucos, como fraquejaram no play-off pela Liga Europa, sendo eliminados pelo RKC – e só conseguindo a vaga na primeira fase preliminar em razão do índice de fair-play conseguido pela Holanda. Não chega a ser uma temporada ruim. Mas é pouco para um time que sonha crescer e perturbar sempre os três grandes.

Pelo menos, na Liga Europa, o time vai cumprindo suas tarefas. Aos trancos e barrancos (chegou a empatar com o Inter Turku, no jogo de ida da primeira fase preliminar, antes de garantir o avanço), mas cumprindo. E talvez as coisas sejam assim, daqui por diante. Porque não há mais Luuk de Jong, o grande jogador do último ano. Talvez, não haja Douglas: o brasileiro chegou a retardar seu retorno para a pré-temporada, forçando uma transferência (falou-se muito em Newcastle), mas fica em Enschede até segunda ordem. E os novos protagonistas – Fer, Willem Janssen, Tadic, o repatriado Castaignos – deverão provar que o Twente não desceu um degrau, em relação ao que dele se esperava há pouco tempo

UTRECHT

Nome do clube: Football Club Utrecht
Estádio: Galgenwaard (25.000 pagantes), em Utrecht
Site oficial: www.fcutrecht.nl
Principal jogador:
Quem chegou: Robbin Ruiter (G, HOL, Volendam), [André Krul (G, HOL, AGOVV Apeldoorn)], [Gianluca Nijholt (M, HOL, Almere City)] e [Bob Schepers (A, HOL, Cambuur Leeuwaarden)]
Quem saiu: [Roberto Fernández (G, PAR, Cerro Porteño-PAR)], Rob van Dijk (G, HOL, encerrou carreira), Ismo Vorstermans (D, HOL, VVV-Venlo), Alje Schut (D, HOL, Mamelodi Sundowns-AFS), [Rodney Sneijder (M, HOL, Ajax)], Stefano Lilipaly (M, HOL, Almere City) e Frank Demouge (A, HOL, Bournemouth-ING).
Técnico: Jan Wouters
Colocação em 2010/11: 11º
Objetivo na temporada: escapar do rebaixamento

Diante da queda perigosa que se viu na primeira metade da temporada passada, quando o rebaixamento era ameaça até real, o 11º lugar foi até para se comemorar no De Galgenwaard. Ainda assim, era o sinal da dura realidade: tendo perdido vários jogadores importantes (destaque para o impacto da saída de Michel Vorm), a equipe foi das duas únicas a ter trocado de treinador no meio da competição. Por ter conseguido fazer o time experimentar uma ligeira reação, Jan Wouters, antes interino, foi premiado com a permanência.

Mas o ex-volante, novamente, terá de tirar leite de pedra. De contratação digna de menção, apenas o goleiro Robbin Ruiter, que tentará acabar com o rodízio na posição visto após a saída de Vorm (além de “Gatito” Fernández e do veteraníssimo Rob van Dijk, o reserva Erik Cummins também teve chances). Com perdas como as de Schut e Demouge – nada inquestionáveis, mas que já tinham certo tempo de casa em Utrecht -, o jeito será confiar em velhos conhecidos, como Jacob Mulenga e Cedric van der Gun. E esperar que as caras velhas consigam desempenho melhor que o de 2011/12.

VITESSE

Nome do clube: Stichting Betaald Voetbal Vitesse
Estádio: Gelredome (32.500 pagantes), em Arnhem
Site oficial: www.vitesse.nl
Principal jogador: Wilfried Bony (atacante)
Quem chegou: Mathew Morais (D, HOL, Dordrecht), Simon Cziommer (M, ALE, sem clube) e [Marcus Pedersen (A, NOR, Valerenga-NOR)]
Quem saiu: Jeroen Drost (D, HOL, fim de contrato), Raio Piiroja (D, EST, fim de contrato), Kevin van Diermen (D, HOL, Excelsior), [Anthony Annan (M, GAN, Schalke 04-ALE)], Stanley Aborah (M, GAN, fim de contrato), [Ulises Dávila (M, MEX, Chelsea-ING)] e Genaro Snijders (A, HOL, Willem II).
Técnico: Fred Rutten
Colocação em 2010/11: 7º
Objetivo na temporada: vaga na Liga Europa

Pé ante pé, os Arnhemmers vão conseguindo o que querem. O objetivo declarado do mecenas Merab Jordania é fazer a equipe disputar o título em, no máximo, cinco anos. Pois bem, a temporada passada foi de ascensão: conseguir entrar na terceira fase preliminar da Liga Europa é um feito elogiável (muito embora o Anzhi já tenha acabado com a festa). E o time relativamente bem entrosado que John van den Brom deixou, rumo ao Anderlecht, não sofreu perdas significativas, ainda, na janela de transferências. Sorte de Fred Rutten, que terá a chance de refazer seu nome, um pouco manchado após os confusos últimos tempos de PSV.

Para tanto, será de grande valor o bom ataque com que os aurinegros contam. Wilfried Bony mostra bom desempenho, e o brasileiro Jonathan Reis entrou bem no ataque, no decorrer da temporada passada. No meio-campo, Nicky Hofs mostrou desempenhos que lembram levemente a promessa que um dia ele foi, nos tempos de Feyenoord, levando-o até a algumas convocações pela seleção. Agora é esperar que Piet Velthuizen mostre um pouco mais de segurança no gol (a zaga mantém nível razoável, com Tomas Kalas, que ainda continua no clube), para que o Vitesse consiga dar mais um passo rumo ao sonho do título nacional jamais alcançado.

VVV-VENLO

Nome do clube: Venlose Voetbal Vereniging Venlo
Estádio: De Koel (5.998 pagantes), em Venlo
Site oficial: www.vvv-venlo.nl
Principal jogador: Maya Yoshida (zagueiro)
Quem chegou: Niclas Heimann (G, ALE, Red Bull Salzburg-AUT), Niki Mäenpää (G, FIN, AZ), Guus Joppen (D, HOL, Helmond Sport), Ismo Vorstermans (D, HOL, Utrecht), Matheus (D, BRA, Coritiba-BRA), Marcel Seip (D, HOL, Bradford City-ING), Ricky van Haaren (D, HOL, Feyenoord), Jeffrey Altheer (M, HOL, Helmond Sport), Öguzhan Türk (M, HOL, Cambuur Leeuwaarden) e Jules Reimerink (A, HOL, Energie Cottbus-ALE)
Quem saiu: Dennis Gentenaar (G, HOL, fim de contrato), Wilko de Vogt (G, HOL, fim de contrato), Michael Timisela (D, HOL, fim de contrato), Ferry de Regt (D, HOL, Helmond Sport), [Andrea Mei (D, ITA, Internazionale-ITA)], Ken Leemans (M, BEL, Hansa Rostock-ALE), [Danny Holla (M, HOL, Groningen)], Rogier Molhoek (M, HOL, Dordrecht), Alexander Emenike (M, NGR, fim de contrato), [Steven Berghuis (A, HOL, Twente)] e Michael Uchebo (A, NGR, Cercle Brugge-BEL)
Técnico: Ton Lokhoff
Colocação em 2010/11: 16º
Objetivo na temporada: escapar do rebaixamento

Já dá para chamar os Venlonaren de um time de sorte. Pela segunda vez consecutiva, o time teve de jogar a Nacompetitie, repescagem com times vindos da segunda divisão. E, pela terceira vez, manteve-se no pelotão de elite do futebol holandês. Feito admirável, é verdade. Mas que tem muito mais de vexaminoso, por dar a impressão de que o time aurinegro não tem nada mais a fazer no campeonato além de tentar fugir da queda. O pior é que, talvez, isso seja verdade. Porque, novamente, as perdas foram maiores do que os ganhos, até agora, na janela de transferências.

De todo modo, Ton Lokhoff ainda tem algumas coisas com as quais pode tentar algo mais do que ficar na Nacompetitie. O goleiro Niclas Heimann anda frequentando, vez por outra, as convocações da seleção sub-20 da Alemanha; Maya Yoshida é titular da seleção japonesa, e tem em Ismo Vorstermans um parceiro de zaga com quem já está acostumado. E quem sabe Jules Reimerink possa ser a referência no ataque, que o time não tem desde a saída de Ahmed Musa. É bom que os reforços resultem num time que consiga escapar de vez da Nacompetitie, sem deixar sua torcida sofrer por mais um ano. Será duro.

WILLEM II
Nome do clube: Willem II Tilburg
Estádio: Koning Willem II (14.637 pagantes), em Tilburg
Site oficial: http://www.willem-ii.nl/
Principal jogador: Genaro Snijders (atacante)
Quem chegou: Kees van Buuren (D, HOL, Den Bosch), Philipp Haastrup (D, ALE, Helmond Sport), Jordens Peters (D, HOL, Den Bosch), Gaby Jallo (D, HOL, Heracles Almelo), Larbi El Harouchi (M, HOL, Feyenoord), Alexander Maes (M, BEL, Standard Liège-BEL), Kevin Brands (M, HOL, Telstar), Marc Höcher (A, HOL, ADO Den Haag) e Genaro Snijders (A, HOL, Vitesse)
Quem saiu: Arjan Swinkels (D, HOL, Lierse-BEL), Giovanni Gravenbeek (D, HOL, PEC Zwolle), Marlon Pereira (D, HOL, fim de contrato), Pawel Wojciechowski (M, POL, fim de contrato) e Rangelo Janga (A, HOL, Excelsior)
Técnico: Jurgen Streppel
Colocação em 2010/11: Quinto colocado na Eerste Divisie (segunda divisão), conseguiu o acesso na Nacompetitie
Objetivo na temporada: escapar do rebaixamento

Após um rebaixamento tão esperado quanto vexaminoso, em 2010/11, os Tilburgers tiveram o mérito de conseguir ficar toda a Eerste Divisie por perto dos líderes. E, participando da Nacompetitie, conseguiram segurar Sparta Rotterdam e, depois, Den Bosch para garantirem o rápido retorno à Eredivisie. Um prêmio justo ao trabalho correto e relativamente sólido que Jurgen Streppel desenvolveu à frente dos Tricolores, mesmo que o clube ainda sofra com sérios problemas financeiros. Por causa deles, o elenco foi forçosamente fragilizado.

Porque Arjan Swinkels, criado futebolisticamente no clube, deixou-o, após oito anos, rumo ao Lierse, da Bélgica. Sem o capitão Swinkels, a defesa passou por uma reformulação, na qual o goleiro David Meul será o principal comandante. Reforços só foram conseguidos se estivessem com o contrato se encerrando: por isso a vinda de Höcher e Maes. Para evitar o rebaixamento, a principal aposta será Genaro Snijders, emprestado pelo Vitesse por mais uma temporada. É esperar se será o bastante para evitar nova queda. Que seria até natural, dada a crise que ainda vitima o Willem II.

ZWOLLE
Nome do clube: Prins Hendrik Ende Despereert Nimmer Combinatie Zwolle

Estádio: IJsseldelta (10.000 pagantes), em Zwolle
Site oficial: http://www.peczwolle.nl/
Principal jogador: Fred Benson (atacante)
Quem chegou: Giovanni Gravenbeek (D, HOL, Willem II), Norichio Nieveld (D, HOL, Excelsior), Mike Koenders (D, HOL, FC Emmen), Joost Broerse (M, HOL, Excelsior), Fred Benson (A, HOL, sem clube), Ronnie Reniers (A, HOL, Den Bosch), Mimoun Eloisghiri (A, HOL, FC Presikhaaf), Sherwin Grot (A, HOL, FC Presikhaaf) e Wiljan Pluim (A, HOL, Roda JC)
Quem saiu: Delano van Crooy (G, HOL, fim de contrato), Gieljan Tissingh (D, HOL, AGOVV Apeldoorn), Said Bakkati (D, HOL, FC Emmen), Joran Pot (D, HOL, Go Ahead Eagles), [Alexander Bannink (M, HOL, Twente)], Ruud ter Heide (A, HOL, FC Emmen), Norair Mamedov (A, HOL, FC Emmen) e Nassir Maachi (A, HOL, AEK Larnaca-CHP)
Técnico: Art Langeler
Colocação em 2010/11: Campeão da Eerste Divisie (segunda divisão)
Objetivo na temporada: escapar do rebaixamento

Enfim, o trauma foi superado. Depois de perder um título (e, por tabela, um acesso à elite) que parecia quase certo na Eerste Divisie, os Zwollenaren precisaram passar mais algum tempo hibernando na segunda divisão holandesa. Chegaram até a temer a perda de um título que já estava bem encaminhado, novamente. Mas, por fim, tudo deu certo, e os Dedos Azuis enfim estão de volta à Eredivisie, após oito anos de ausência. A volta é marcada, também, pelo retorno do antigo nome: batizado como PEC Zwolle, em 1910, o time era conhecido como FC Zwolle após a falência do clube inicial, em 1990.

No entanto, assim como já perdera Sjoerd Ars, o PEC Zwolle perdeu seu principal jogador na janela de transferências. Sem Nassir Maachi, fundamental para o acesso, com seus gols, o clube foi atrás de outro atacante que pudesse fazer seu papel. Este foi encontrado em Fred Benson, que andava sem clube após passagem pelo Lechia Gdansk, da Polônia. Com outros jogadores tirados de equipes acostumadas a tentar escapar do rebaixamento, como o Excelsior, os auriazuis podem formar uma equipe razoável o bastante para evitar o descenso imediato. E nada mais.