Times: AEK Atenas (GRE), Sturm Graz (AUT), Anderlecht (BEL) e Lokomotiv Moscou (RUS)
Craques: Dmitri Sychev (A, Lokomotiv), Lucas Biglia (M, Anderlecht), Pantelis Kafes (M, AEK), Roman Kienast (A, Sturm Graz),
O confronto: Lokomotiv Moscou x Anderlecht – As duas equipes já se cruzaram duas vezes em competições oficiais da Uefa. No primeiro jogo pelo Grupo A da Champions 01/02, empate duro em Moscou por 1 a 1. A surpresa veio na volta, em Bruxelas. De virada, o Lokomotiv goleou por 5 a 1. O que não adiantaria muita coisa: Real Madrid e Roma foram os classificados da chave.
Definição do grupo: O bicho vai pegar

O último grupo da Liga Europa reúne três clubes de renome no continente, mas que estão longe de viver seus melhores dias. A começar pelo Lokomotiv Moscou, que por mais um ano não integra o pelotão disputa o título russo. Para compensar os problemas no nacional, a diretoria trouxe diversos reforços durante o verão, que devem impulsionar a equipe na Liga Europa. Os atacantes Victor Obinna e Felipe Caicedo conseguiram rapidamente espaço entre os titulares, bem como o zagueiro Manuel da Costa. Além deles, as atenções se concentram em nomes como Loskov, Sychev e Torbinski, tarimbados na seleção russa. Nas fases prévias do continental, o time recém-assumido pelo português José Couceiro, passou pelo Spartak Trnava de forma bastante apertada.

O Anderlecht segue mais ou menos no mesmo ritmo do Lokomotiv. Não que os Mauves tenham saído das costumeiras primeiras posições no Campeonato Belga. Contudo, o clube já não é mais hegemônico como antes. Terceiro nos playoffs da Jupiler League, o time foi mandado sem escalas à Liga Europa, competição que venceu em 1983. Na qualificatória, bateu o Bursaspor na Turquia, segurando o empate na volta. Com desempenho mediano nas primeiras rodadas da liga nacional, a equipe vive a adaptação sem Lukaku e Legear, dois de seus principais nomes que foram negociados. Na ausência deles, quem tenta dar conta do recado é Milan Jovanovic, reforço mais renomado, além de velhos conhecidos, como Lucas Biglia, Roland Juhász e Silvio Proto.

Juntando-se aos dois, o AEK Atenas quebrou um jejum de nove anos ao conquistar a Copa da Grécia e, passo a passo, quer também recuperar o prestígio no continente. Sem muito dinheiro em caixa, as Dikefalos perderam Scocco e Ismael Blanco, seus grandes craques, e fizeram a reposição basicamente com jogadores vindos de clubes pequenos, além de Eidur Gudjohnsen. Tal fórmula foi suficiente para superar o Dinamo Tbilisi, mas talvez não garanta voos mais altos. Buscando o seu espaço, o Sturm Graz não tem a tradição dos rivais, mas é o único que pode se gabar por ter sido campeão nacional na última temporada. Todavia, o time treinado por Sandro Foda precisa honrar a sua condição, ainda mais depois da eliminação para o BATE na Champions e do começo irregular no Campeonato Austríaco.